16.11.09

Nazaré - O Antes e o Depois.

Uma chamada de atenção para já para as autoridades da Nazaré. É inadmissível que, na noite de Sábado para Domingo, tenha música de “abanar o capacete” tão alta, num bar qualquer no centro da vila, que impeça o dormir descansado. Que os jovens se queiram divertir tudo bem, mas que o local seja insonorizado a fim de não incomodar quem lá vai ou de visita ou para participar na prova de atletismo. Penso que também quem lá mora se sentirá incomodado com aquele barulho. E depois os gritinhos histéricos das meninas, ou estavam muito agitadas ou faltava-lhes uma certa agitação, era demais para quem queria e não podia dormir.

Vamos à prova!

Não é nem será a última vez que visito a Nazaré. Todos os anos lá vou, se não para correr para ver as suas marchas como aconteceu o ano passado. Cheguei no Sábado à tarde e fiquei no "Hotel Maré" (passe a publicidade) bem centralizado. Lá vi a “nossa” Rosa Mota, madrinha da prova que ainda tem o melhor recorde da meia-maratona na Nazaré e o casal Isabel e António Almeida. Nem sabia que estavam no mesmo hotel e foi por mero acaso que nos vimos. É o que faz ir à varanda ao mesmo tempo.

Desde 2005 que não ia lá correr devido a lesão. A primeira vez que lá corri a meia-maratona foi em 1992 com o tempo de 1h22’58’’, excepto em 1993 que fui com um meu irmão, principiante nestas lides (1h40’52’) todos os outros tempos que lá tive foram sempre de 1h22’ a 1h25’. Em 2005 (já em declínio, 1h42'34''), Sábado e Domingo foi de autêntico aguaceiro. O mar chegou à estrada, quando cortei a meta uma onda tinha lá deixado espuma.

Desta vez foi um Sábado de autêntico “verão”. Embora encoberto o tempo estava magnífico. Com a noite mal dormida devido ao “puncatapum” que se ouviu quase toda a noite, de manhã depois do pequeno-almoço há que preparar para a prova. O dia ”acordou” com vento, mas sem chuva (depois da prova choveu copiosamente).

Nazaré 2009


O reencontro com vários companheiros, o Joaquim Adelino, a filha Susana, e o genro (que lhe pregaram uma boa partida), o José Magro, os companheiros do CCD, o carequinha Gilberto que está em todas (uma vez até o vi na meia-maratona da minha terra, Póvoa de Varzim).

O apito apitou várias vezes e lá partimos. Como era ainda uma distância que não tinha corrido desde a lesão, fui com os amigos Morais e Calisto que iam numa passada económica, o que me convinha. Os km lá se foram conquistando e a subida até Famalicão sempre na maior. No outro lado, já no retorno, iam passando rostos conhecidos, o António Almeida, toda a equipa do CCD (eu era o último para não variar), o Daniel, a Susana, o Andrade, incentivos mútuos e ala que se faz tarde.

Placa dos 15 km, máximo que até aqui tinha corrido (Benavente). Tudo o que conseguiria fazer depois disto seria ganho. 16, 17, 18 km, aqui os joelhos começaram a doer. Disse adeus aos meus companheiros (obrigado amigos) e depois fui quase a andar até acabar a prova. Tempo ofical 2h00’07’’ (relógio 59’37’’).

Entre os 19/20km passa por mim um sujeito todo nu. Todo não! Levava sapatilhas e um boné. Quando viu um polícia foi para trás de um carro e como tinha os calções na mão apressou-se em vesti-los. Claro que o polícia foi ter com ele e não sei como aquilo ficou, mas há cada maluco.

Ao olhar para o antes e agora para o depois é que verifico o quanto fui perdendo. O antes eram 1h22’, o depois, 2h.

Nazaré 2005


Nazaré - 2005



Melhores tempos virão!


P.S. - O meu muito Obrigado ao Joaquim Pombeiro, mentor e organizador da prova Os 13 km da Chesol, pelo comentário deixado nesse meu tema. Quando um dia essa prova estiver de novo no calendário do atletismo nacional, saiba que é com muito gosto que lá voltarei. As boas provas nunca se esquecem e os "13 km da Chesol" está e estará sempre nas minhas boas recordações. Bem-Haja Joaquim!

6 comentários:

Fábio Pio Dias disse...

Com que então a ouvir música de discoteca sem pagar eheheh!

Como será possível as autoridades consentirem? Algumas vezes rigorosos demais, outras benovelentes,vá-lá não terem feito de conta que não tinham visto o homem nu, há com cada doido!

Quanto à dor no joelho, espero que não seja nada de grave.

Quanto ao Gilberto é um facto não perde uma, ele e o inseparável amigo Gregório, que começou agora e tornou-se um "viciado"

No sábado ainda ligou-me para ir com eles, mas definitivamente faltou-me motivação, irei retornar agora na III Corrida Luzia Dias, que fica aqui perto de casa, embora sem a companhia do mano, mas pode ser que seja um falso positivo e tenha a alegria de voltar ao asfalto com o Hamilton em breve, senão que remédio...

Como diz a música ...Aquele Abraço!

JOSÉ LOPES disse...

Olá Mário

Parabéns pela prova

Noite mal dormida, são os jovens , também já o fomos, mas irrita.

Só o enfrentar essa distância já é uma demonstração de grande atleta.

Esteve bom tempo e isso foi importante para o desempenho

Penso que foi um fim de semana agradável, é também o que se retira de bom destas participações.

Continuação de boas corridas


Com os cumps

J.Lopes

joaquim adelino disse...

Amigo Mário, destas coisas devemos tirar as que são positivas, as outras não sendo de desprezar são sempre secundárias. Mas existe uma a que não resisto em falar e como não referi ainda aproveito este teu espaço, tem a ver com aquele parvalhão do strip nu. A cena que assisti foi já perto do final da sua "odisseia". Eu não sei de onde é que o tipo saíu de repente sou ultrapassado por aquele sugeitinho exebicionista que teve o cuidado de deixar os sapatinhos nos pés para não se magoar, naquele momento apercebi-me que o tipo queria alcançar um pequeno grupo que seguia à nossa frente onde seguia também uma atleta ainda jóvem, mas não teve tempo para chegar lá, confesso que não achei piada nenhuma e senti até uma certa repulsa, mas o tipo seguiu mais uns metros e eis que de repente surge ali no lado esquerdo um militar da GNR que estava ali em serviço e se apercebeu da cena, aproximou-se da berma da estrada para o interpolar mas qual cobarde de meia tigela que logo pôs o rabinho entre as pernas e depressa fugiu para trás de um automóvel para se cobrir. Um strip que se preze não age assim, assume a sua condição em defesa de uma qualquer causa, aquele falhado apenas pretendia exibir não sei o quê e para quê. Em frente.
Na próxima vez as coisas já te vão correr melhor em termos de corrida na mesma distância, no retorno pareceu-me que vinhas muito bem mas é natural aquela quebra no final devido ainda à falta de rotina em corridas de maior distância, mas isso vai.
O convívio final foi excelente e vamos prolongá-lo já no próximo Domingo na Mendiga.
Um abraço.

Anónimo disse...

Olá Mário
tens um registo de participações na "mãe" que mete respeito, quanto ao antes (1h22") e ao depois (2h), o importante é cá continuares, acima de tudo sem lesões.
Claro foi um prazer rever-te, pena que não nos vimos mais cedo.
Resto de boa semana.
Grande abraço.
António Almeida

Susana disse...

Olá Mário! Sem treinos o corpo recente logo, é verdade. É como eu costumo dizer "Só há milagres quando fazemos por eles". Mas está muito bom!
Essa do nu eu não vi mas deve ter sido de rir até doer o peito ahahah
a parte de ele fugir à polícia para trás do carro então é que deve ter sido de partir o cuco a rir.
Com pena minha não vou à Mendiga, a minha profissão não me permitirá, mas lá estará o meu pai e o meu marido.
Tudo de bom para si
Boas corridas com todo o prazer

BritoRunner disse...

Olá Mário

Obrigado pelo comentário no EntroncamentoRunners, apenas uma correcção depois de acabarmos a Maratona pensámos logo na seguinte que irá ser em Sevilha :D

Quanto à sua prova na Nazaré, melhores dias virão e o importante é não parar.

JCBrito