12.5.10

Trails e Raids...

Nestas novas andanças de subir e descer serras, de provas na areia, de ultras, etc., há um novo tipo de linguagem que desconhecia por completo. Eles são os Trails, os Raids, as Ultra-Maratonas e o que mais virá por aí. Agora há provas deste tipo que não havia há anos atrás. É o fartar do alcatrão e o viver em comunhão com a natureza. Nos Trilhos e Raids tanto se corre, como se anda, tanto se sobe como se desce, tanto pode ser em regime de auto-suficiência, como de mesa farta. Como chamar a estes aventureiros?! Trailianos (expressão muito utilizada pelo Brito dos "Trilhos de Almourol")? Raidistas? Ultra-Maratonistas? E que equipamentos utilizar em cada uma das provas?



Nas provas por mim realizadas, verifiquei que na maior parte delas a mochila era dispensável, mesmo naquela que era em auto-suficiência como foi o caso do Raid Atlético do "Vale de Barris" (30km). Para mim bastou um cinto com os três pequenos depósitos com água, duas barras energéticas e dois GEL e nada mais. No Trail em Terras de Sicó (30km) e nos de Almourol (40km) levei o cinto só com GEL mas não os tomei pois os abastecimentos eram bons e fartos. Estes pequenos depósitos são bons para os trilhos mas não para corridas planas, pois saltam muito.



Agora vem a Geira Romana (50km) mas, pelo que li, também não é necessária a mochila pois há abastecimentos com fartura. Água não deve faltar pois há rios durante o percurso onde se pode beber a sua água (quem bebeu água com quinino em Angola, por causa da malária, bebe qualquer água da nossa sem problemas).

Um dos maiores problemas que tive nos Trails foi o entrar de pedrinhas e pequenos galhos nos ténis que me obrigavam a parar para os retirar mas, pouco depois, lá entravam mais. Em Almourol o desespero já era tanto que a partir de certo momento já não queria saber de pedras nem pedregulhos, queria era acabar. No fim da prova quando retirei os ténis aquilo parecia uma pedreira e um lamaçal. Resultado, como o fizera no tempo da tropa, tomei banho com ténis e tudo. Então devido a isso pensei em acabar com esse tormento e procurei saber se havia algo que impedisse a entrada de corpos estranhos nos ténis. De pesquisa em pesquisa e conversando com os mais entendidos no assunto, encontrei o que procurava, polainas próprias para esse fim. Fui comprá-las, hoje testei-as nos meus trilhos e nem uma pedrinha entrou.

Ao colocá-las verifiquei que a melhor meia será não as curtas mas sim as de meia-perna pois o material da polaina ao roçar na perna nua faz impressão o que não acontece se a mesma apertar na meia.


No dia 1 de Agosto haverá a Ultra Maratona Atântica Melides-Tróia (43km) em auto-suficiência. Como penso fazê-la aí sim, terei que utilizar uma mochila pois não estou a ver-me bebendo água do mar e comendo torrões de areia. Aconselhado pelo Vítor Veloso quanto à mochila a utilizar, eis que a mesma virá de França pois cá, meus amigos, não há. Como os Trails e Raids em Portugal ainda estão a dar os primeiros passos, é natural que ainda não haja procura suficiente para haver "stock" dos mesmos nas superfícies comerciais. Eis a "menina"


Espero que este meu apontamento sirva para aqueles que têm dúvidas quanto ao equipamento a utilizar. Sei que ainda terei muito que aprender, darei conta dessa minha aprendizagem conforme vá participando nas diversas provas neste meu blogue que é para isso que isto serve, trocar informação e experiências.

SportZone: Cinto - Três botijas e uma pequena bolsa à frente.
Decathlon: Polaina - Mini-polaina Diosaz raid (há tamanhos S/M, L/XL)
Decathlon: Mochila - Diosaz 5 raid lequipa

5 comentários:

Fábio Pio Dias disse...

Olá amigo Mário,

Como sempre a enorme capacidade de partilhar o saber e a experiência.

E este o modo de estar e postura que deveriamos ter em todos os capítulos da vida, o que nem sempre sucede.

Abraço!

JAM disse...

Amigo Mário, gostei destas explicações, logo eu que andava com uma certa curiosidade como me preparar caso quisesse participar nestas provas. Sabe-se lá se um dia ainda te acompanho num trail. Estive a pensar na Ultra Maratona Atântica Melides-Tróia, sempre em terreno areoso, como deve ser difícil, ainda por cima em Agosto provavelmente debaixo de um sol abrasador, mas como se costuma dizer "carga por gosto não cansa". As maiores felicidades para as provas que se te avizinham.

JOSÉ LOPES disse...

olá Mário

Penso que é isto que também faz falta na maioria dos blogs, a transmissão dos conhecimentos sobre tudo o que envolve as corridas(neste caso raids.....)
da parte dos mais experientes.

Não deveriam colocar só os textos sobre o desenrolar das suas corridas, mas também toda a preparação(tempos de treinos-alimentação e outros.)


Bons kms

J.Lopes

Vitor Veloso disse...

companheiro,
Belas aquisições para grandes aventuras que se avizinham.
As polainas , quando falamos não eram bem essas que lhe estava a falar, mas se são funcionais, óptimo.
A mochila é óptima, muito funcional, estou na ideia em leva-la na Geira.
Ate domingo.
Grande abraço
Vitor Veloso

Otília disse...

Olá Mário
Agora com esse equipamento é que está a ficar um verdadeiro trailer, venham provas longas e duras que o mário está preparado para todas!
Agradeço também a sua gentileza e o seu incentivo nas provas, e tem toda a razão um sorriso esconde muita "coisa"! Embora nas Pontes não fosse o caso.
Até á meia da Areia que por lá nos encontraremos, eu devo de ir de lado, como o caranguejo!!
Otília