30.11.10

Porto - Outubro de 1996

Durante os anos que levo de atletismo houve alturas (poucas) que fazia uma prova no Sábado e outra a seguir no Domingo. Quase sempre eram provas curtas, o que dava para recuperar bem de um dia para o outro, embora algumas com algum grau de dificuldade pois eram de subidas acentuadas.

Actualmente as provas têm sido mais espaçadas, embora com maior dificuldade e maior distância, lembrando-me dos 1º Trilhos de Sicó com 30 km e uma semana depois 40 km nos 1º trilhos de Almourol que, quem lá correu, sabe bem que foi uma prova bem difícil, devido ao facto de muito ter chovido e o terreno estar em más condições que requereu muito esforço físico para vencer cada palmo de terreno.

Porto, Outubro de 1996.

Já fui algumas vezes correr ao Porto, principalmente nas Festas de S. João. Desta vez fui lá para o 1º Campeonato Nacional de Veteranos na distância de 15 km. A prova foi realizada num Sábado à tarde, iniciava e terminava no Parque da Cidade.

Começou pelas 17 h (?). Para além de ser uma corrida citadina, passagem por várias artérias da cidade do Porto, tinha também umas subidas de respeito e aquela do Castelo do Queijo até à Avenida da Boavista era de tirar o fôlego ao mais experimentado (pensava eu) e eram duas as passagens por esse local. Certo é que nesse ano de 1996 eu estava ainda com a moral em alta devido aos bons resultados conseguidos. Sendo uma prova só para veteranos era aí que iria avaliar as minhas capacidades com muitos veteranos vindos de todos os pontos do país.

Prova começada, e penso que, mesmo com as dificuldades que tenho nas subidas, acrescida pelo desgaste nesse dia da viagem Lisboa/Porto, fiz uma prova razoável, 15 Km em 56’ 05’’ (3’44’’/km).

Aguardei pela classificação. Já noite escura e eis que surge a mesma, 45º da Geral e 22º no meu escalão de Vet1. Ora bolas, afinal o candidato a craque não passava de um normal corredor como tantos outros.

Domingo de manhã, Meia- Maratona da Póvoa de Varzim. Às 9h da manhã, ainda mal refeito do esforço do dia anterior, ali estava à partida.

Prova começada, lá vou eu todo feito fibra e gás. O gás acabou ao 18º km e só a fibra é que me aguentou até ao fim. Tempo final, 1h23’54’’ (3’58’’/km), 170º da Geral e 16º no escalão Vet.1.

Uma semana depois estava a correr os 25 km da Critérium mesmo lesionado no pé esquerdo. Outros tempos.

Aqui fica o plano de treinos desse mês.

18.11.10

Anos Dourados

Anos 60 e 70. Foram marcos na vida de uma geração. Milhares de mancebos eram recrutados para a Guerra no Ultramar. Muitos ali pereceram e muitos, depois da Guerra, em África ficaram. Era o tempo da camisa cintada e da calça à boca-de-sino.

Os Conjuntos Musicais em Portugal proliferaram devido ao boom vindo da Inglaterra com os Beatles. “Os Conchas”, “Os Ekos”, "Os Titãs", Conjunto "Académico João Paulo", Victor Gomes e os Gatos Negros, o Conjunto 1111 e tantos outros, punham uma juventude a dançar. Estávamos na época do Rock-and-Roll, do Twist, e da “Namoradinha que eu Sonhei”.

No Brasil Roberto Carlos era o Rei. A “Jovem Guarda” trouxe novos valores à canção brasileira; Antonio Marcos, Erasmo Carlos, Jerry Adriani, Os Incriveis, Rosemary, Wanderlea e muitos mais. E como esquecer o “Domingo à tarde” desse pequeno/grande cantor Nelson Ned?!

Ao som de muitas das músicas desse tempo se constituíram famílias. Nas farras lá iam as garotas com os paizinhos e ali se combinavam encontros, trocavam-se beijinhos e ao menor contacto lá estava o olhar furibundo do pai sempre atento às pequenas manobras corporais dos rapazes.

Foram belos tempos. As garagens e os quintais enchiam-se de música, e ali se dançava até altas horas da noite. As discotecas (boîtes) haviam mas não era a mesma coisa. A música francesa estava em força, Adamo, Joe Dassin, Richard Anthony, Demis Roussos fizeram as delícias dos casais apaixonados.

Da vizinha Espanha, foram as lágrimas deitadas por corações mais sensíveis com o António Prieto e a sua “La Novia”. De Itália vinha também o romantismo na voz do Gianni Morandi de quem tantos filmes vimos.

Dos EUA outros cantores, outros conjuntos, muitos sucessos e assim se fez uma época dourada. Hoje muitas dessas músicas perduram no nosso imaginário. Para que esse tempo não caia no esquecimento fiz uma recolha de músicas que nos embalou os sonhos. Não é, nem foi essa a minha intenção, uma recolha exaustiva de tudo desses anos, mas pequenas pinceladas de sons que ainda nos faz saltar o coração quando as ouvimos.

Para todos aqui ficam os Anos Dourados. Músicas dos Anos 60/70. Ouçam com o mesmo prazer com que as pesquisei e mesmo que uma lágrima furtiva vos corra pela face não há mal nenhum, é sinal que vivemos um tempo que a geração de agora nunca saberá como foi lindo pois, eles, infelizmente, não têm as mesmas referências musicais que nós tivémos.

 


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16.11.10

36ª Meia Maratona da Nazaré

Quando o Imperador Júlio César “inventou” o calendário, conhecido pelo calendário Juliano, a contagem do tempo começou no século I pois os romanos não conheciam o nº zero. Estamos no século XXI quando deveríamos estar no século XX.

Este intróito vem ao facto de mais uma vez fazer a pergunta: «Para que servem os chips?». Se à partida de uma prova não há tapetes para assinalar o momento zero, logo, o tempo, começa ao tiro que se ouve. Se para chegarmos à linha de partida demorarmos dois ou três minutos, esse tempo é contabilizado como tempo efectivo quando afinal ainda nem começamos a correr. Este pecadilho não acontece só na Nazaré, acontece em tudo o que é prova.

Mais um ano mais uma vez Nazaré. Já não tenho em conta as vezes que lá fui correr (isto é tanga pois eu tenho o registo de todas as provas ).

Sábado à tarde partida para o Hotel, desta vez já não foi o do ano passado que se encontrava esgotado, mas para um outro belo Hotel (Hotel Miramar Sul), com uma paisagem magnífica, perto de um pinhal, só o sossego incomodava .

Uma visita nocturna pela vila, que relativamente ao ano passado estava muito parco de transeuntes. Depois do jantar regresso ao Hotel e ali aproveitei para ver o Sporting sofrer para ganhar à Académica.

De manhã o pequeno-almoço um pouco abundante pois a prova só teria início às 11h. Assim um pão com queijo, um croissante com doce e um pastel de nata acompanhado com um “abatanado” foi o manjar matinal.

O encontro com os amigos da blogosfera, o Daniel e a Susana já com uma barriguinha de respeito (é rapaz – disse a Susana.) e, juntamente com o pai (o Pára), iniciei a prova. Demos a primeira volta à vila e depois a subida até Famalicão. Aos 12,5 km, no retorno, resolvi acelerar, deixando o Joaquim entregue a si próprio, (como se um Pára necessitasse de um "Comando" para fazer um bom tempo, o que acabou por o fazer também. )

Com o amigo Joaquim Adelino na 1ª volta por Nazaré. Foto: Susana Adelino.

Como na classificação não há tempos intermédios (continuo a não perceber para que estavam lá os tapetes se não foram tomados os tempos de passagem) não sei a quanto fiz o km nesses últimos 8,5 km, mas penso que fiz entre 4’30’’ a 4’ 50’’. A intenção era chegar até ao José Melo, um bom amigo também da blogosfera, mas a distância entre nós deveria ser muita e tal não consegui. Fica para uma próxima, José conta comigo!!!

Com o José Carlos Melo e mais alguns elementos do Run4Fun.

Acabei bem, até deu para puxar por mim no último km e fiquei satisfeito pela prestação. O ano passado “arrastei-me” a partir dos 18 km. Este ano acabei em beleza. O tempo oficial foi de 1:54:19 e como este é que conta aqui fica o registo.

A chegar. Foto: José Carlos Melo

Parabéns à organização, pena foi que aos 15 km já não houvesse água, mas bem sabemos como são alguns corredores. Só pensam neles, os de trás que se amanhem.

Depois o almoço com o Joaquim Adelino, familiares e amigos, um reencontro com a família Almeida e Veloso (sempre em crescendo este rapaz) para colocar a conversa em dia e o contar de algumas peripécias do passado. O comprar dos “barquinhos” de chocolate que já vai sendo tradição e o regresso a casa com um tempo magnífico.

Um fim-de-semana em cheio.

4.11.10

De volta...

Meus amigos

Durante uns tempos estive arredado aqui do blogue e de comentar nos vossos pois andei em campanha "secret story". O que um pai faz pelos filhos.

Agora que os meus filhos e os pais são famosos nas revistas e "cassetes piratas" , apagadas as luzes da ribalta, há que voltar de novo à escrita e a um lazer que já me vai ocupando, esse sim, que a fama é efémera, há quase vinte anos... Correr.

O tempo passa mas lembro-me bem o dia que calcei de novo os ténis e ano após ano, percorri centenas, quiçá milhares de km, em treinos e provas.

Se houve desânimos esses eram momentâneos. Uma preguiça aqui e ali não faz mal nenhum. Até muitas vezes convém pois se a vida não é só net, também não é só corridas. Há um mundo à nossa frente e há que parar para repensar o que fazemos aqui, onde o ser-se verdadeiro e fiel aos seus princípios se paga caro.

Depois de uma paragem de cerca de duas semanas, voltei aos treinos. Ontem, hoje, amanhã e sempre, os meus ténis irão calcorrear as estradas, os trilhos, e estarei, de novo, junto dos amigos.

A "Maratona do Porto" já era. Horários de trabalho que não se compadecem com uma vida dita normal e um concurso viciado à partida, impediram-me de voltar a fazer os 42,195 km depois de 13 anos de ausência nessa distância.

Mas estarei de volta na mãe das Meias-Maratonas, Nazaré.

Para os que vão participar na "Maratona do Porto" os desejos de uma boa prova.

Obrigado pelo apoio dado ao meu filho Renato.

O meu filho e o meu neto


Para todos os amigos vai aquele Abraço. Estou de volta.