7.12.10

Meia-Maratona com 33 km

A minha participação na prova realizada no Domingo é o meu tributo a todos aqueles heróis que fizeram os 42.195 km da Maratona. Os da meia-maratona estão para esta prova como os da caminhada para a Meia-Maratona da Ponte, só estão ali para fazer número.

Estive no 1º de Maio para rever todos aqueles amigos que iam fazer a maratona. Desta vez, ao contrário do ano passado, poucos vi.

Depois aguardei junto ao Metro de Alvalade e começaram os amigos a passar, Vítor Veloso (estaria o Filipe Fidalgo com ele? Não o vi), Fernando Andrade, António Almeida, o José Carlos Melo e mais amigos iam passando, e o Pára que não Pára? Tinha delineado um plano, iria acompanhar o Joaquim Adelino a partir de uma determinada quilometragem. Pergunto ao Vítor quantos km’s já tinham feito e ele disse-me 5. Eram ainda poucos km para aquilo que pretendia fazer. Como não tenho arcaboiço para fazer os 42.195 km era minha intenção fazer somente 30 km e ali dariam 37 km o que era muito. Era um risco também começar num percurso que não era o meu, pois se houvesse algum azar a organização, e muito bem, não iria arcar com as responsabilidades pois eu é que estaria em falta.

Fui para o meu local de partida, perto do Cais do Sodré. Iria fazer a meia-maratona mas logo que visse o Joaquim mudaria de rumo e iria com ele.

Vou com o António Pereira em amena cavaqueira, mas sempre com o olho nos amigos que passavam. Passo os dois controles e eis que avisto o Joaquim. Despeço-me do António, dou meia-volta e lá vou com o Joaquim. Como é que este Homem aguenta tantos km e provas numa só semana é de enaltecer. Depois de estar no Domingo a subir a serra na Arrábida, na quarta na Meia da Marinha Grande ali estava ele numa Maratona.

Com o amigo António Pereira nos Jerónimos: Foto: CVR - AMMA.

E ali fomos lado a lado até ao fim. Como já tinha feito parte do percurso sabia que, em certas alturas, as rajadas de vento seriam fortes, era minha “obrigação” protegê-lo pois o desgaste era já muito mas quem tem fibra de campeão não seria por eu estar ali que não chegaria ao fim. Chegaria na mesma com maior ou menor dificuldade.

O mesmo local, o mesmo fotógrafo, mas já com o Joaquim Adelino: Foto: CVR - AMMA.

Passamos a grande Analice e aquela subida da Almirante Reis foi feita sempre em corrida. Ia olhando para o Joaquim pelo canto do olho e se alguma vez eu pensasse em abrandar o passo por cansaço meu, olhava para aquele Homem determinado já com tantos kms nas pernas e até ganhava novo alento para subir, subir e assim ultrapassamos mais um obstáculo. Os pequenos "andares" que tivemos aos 30, 35 e 40 km, não foi mais que um aperitivo dado às pernas para o correr seguinte.

Finalmente o estádio. Ali, no cortar da Meta, separamo-nos, ele para os 42.195 km e eu para a minha meia maratona de 33 km em 2h41’33’’. Nunca tinha feito uma meia tão longa.

A terminar: Foto: José Gaspar - AMMA.

Depois foi aquele abraço entre o Pára e o “Comando”. «Que nunca por vencidos se conheçam» é o lema do Pára e nunca este lema foi tão merecido.

Parabéns Adelino e todos aqueles que completaram mais uma Maratona.

9 comentários:

Fernando Andrade. disse...

Grande Mário
O teu companheirismo é exemplar.
Grande abraço.
FA

Fábio Pio Dias disse...

Parabéns Mário!

faço minhas as palavras do Fernando Andrade, grande exemplo de companheirismo e amizade.

Um grande e forte abraço duplo e até ao G.P do Natal.

Jorge Branco disse...

Já o disse e reafirmo aqui:
Cada vez há menos homens solidários e fraternos como o “PARA” e o “COMANDO” por isso o mundo está como está!
Grande lição de companheirismo e fraternidade amigo Mário Lima.

JAM disse...

Olá amigo Mário, o teu enorme e nobre coração mais uma vez aqui em evidência, ao acompanhar o Pára, que de certeza sentiu que tinha ali um amigo a correr a seu lado.

joaquim adelino disse...

Já o fiz no meu blogue mas volto aqui a enaltecer o teu gesto de solidariedade física pela enorme ajuda nesta Maratona, o resultado final a isso se deveu e a tua presença ali foi determinante pois eu também fiquei com uma grande responsabilidade em não permitir algum desfalecimento da minha parte que pusesse em causa a tua nobre missão.
Estas atitudes não se pagam mas ficam gravadas na nossa mente com a convicção de que ter amigos assim honra-me de forma profunda.
Agora que chegaste aos 33kms olha ali para a coluna do lado direito do meu blogue e começa a inscrever-te nas provas que eu já assinalei, já estou a ficar farto de andar quase sempre sozinho. O tempo do deixa andar já acabou, agora vamos ao trabalho e dar largas à boa condição física que já demonstras.
Abraço.

.JOSÉ LOPES disse...

Olá Mário

Uma meia maratona de 33km servindo de "lebre" demonstra bem a amizade que tens para com o Joaquim, penso que ele também faria o mesmo.

Sim é verdade esta meia maratona e as estafetas é só para "encher", só com os atletas que correram a maratona penso que seria uma prova triste com o percurso quase desértico de atletas.

Mas a participação nestas provas pode servir também para cativar alguns atletas para a Maratona.

Obrigado pela mensagem deixada lá no meu sítio

com os cumps
J.Lopes

Vitor Veloso disse...

Olá Mário
Quero dizer “grande Mário” dia para dia surpreende tudo e todos com a tua vontade em ajudar “todos”, mesmo abdicando de algumas coisa.
fez um ano que corremos a meia Lisboa juntos, Estou feliz por nos termos cruzado nesta vida, em que prezo a nossa amizade.
Fiquei muito contente de o rever mesmo de longe, so de o ver já e uma motivação.
Grande forte abraço
Vitor

António Almeida disse...

Companheiro
vindo de ti não me surpreendeu esse gesto de amizade e companheirismo para com o "pára" ainda assim aqui fica um "Bravo Mário".
Grande abraço.
Teu amigo corredor.

joaquim adelino disse...

O rapaz eclipsou-se, Comando, que é feito de ti?
Não á gato pingado que não procure pelo Comando, já não sei o que responder, nã ausência de más notícias presumo que está tudo bem e espero que estejas na S.Silvestre de Lisboa.
Desejo-te boas festas.
Abraço