19.9.11

35ª MM S. João das Lampas

Depois de duas semanas sem treinos, devido a uma lesão no gémeo esquerdo, uma semana de treinos assim-assim mas, conforme tinha delineado há já algum tempo, fiz uma viagem de 300 km de carro, andei ‘perdido’ quase uma hora à ‘procura’ do local de destino e eram 16h20’ quando cheguei. Pelo Fernando Andrade e pela Organização não poderia faltar à 35ª edição da Meia-Maratona de S. João das Lampas.

Tinha um objetivo, entregar a minha t-shirt recebida em 1994 ao Fernando para colocarem no museu da prova pois o ano passado disse-me que faltava essa para completar os 34 anos de edição. Afinal já a tinham mas ficou a intenção da minha parte.

Com a t-shirt de 1994. Foto: Fernando Andrade

Com tão poucos treinos não podia esperar mais do que começar e tentar acabar tal a dureza que esta prova tem. Inicialmente comecei com o Eduardo Santos, que iria fazer um treino até aos 12 km altura que ficaria na passagem por S. João das Lampas. Mas aí pelos 11 km já não podia com uma gata pelo rabo e disse ao Eduardo para se ir embora senão o treino dele seria um fiasco. Pensei fazer o mesmo, desistiria quando passasse pela meta.

Com o Eduardo Santos. Foto: AMMA


Mas o homem põe e deus dispõe. Vi a Estela que ia também em dificuldade e ia abandonar (já tinha previsto isso). Coloquei-me ao lado dela e quando ia desistir disse-lhe que não o fizesse, iríamos os dois até ao fim "custe o que custar". E assim lá fomos os dois.

Com a Estela Gonçalves. Foto: AMMA

Depois passamos a quarteto, enquanto a Estela recuperava eu ‘afundava’. Já não podia mais, estava estourado e comecei a andar mais vezes do que até aí tinha feito.

O quarteto. Foto: AMMA

Alguém dos que assistiam disse que a Estela era a quinta (era nona). E a decisão foi: «Vai Estela, não percas o teu lugar por minha causa». Bem ela não queria ir, e foi com um “não te importas do fundo do coração Mário que me vá?” claro que do fundo do coração não me importo que alguém vá sabendo que se eu não puder, nunca serei empecilho a quem possa ganhar alguma coisa que foi o caso da Estela. Assim aos 16 km deu-se a 'rutura'.

Fui mais um dos quatro, andando e correndo lá fomos mais uns km. Comecei a ganhar forças e pensei em acabar em pleno. Nesse momento já se tinha juntado os amigos José Lopes e João Lima. Depois foi o sprint final, como já o tinha feito em Constância (eu, Estela, Pedro Ferreira e João Lima, nos últimos 500m). Disse ao João, “vamos a isto” e foi o sprint até o cortar da Meta.

o cortar da Meta. Foto: AMMA


Gostei de ver ali o Egas e o Jorge Branco que, como o prometido o ano passado, iria fazer a Meia-Maratona... E fez!... Parabéns Jorge!

Depois de tanta correria, ainda deu para ir para o ‘bailarico’ até às duas da manhã. Sei que um homem não é de ferro mas às vezes parece!


Os meus Parabéns a toda a Organização da 35ª edição da Meia-Maratona de S. João das Lampas!

7 comentários:

JoaoLima disse...

Não és de ferro mas às vezes pareces! :)

Um abraço

JoaoLima disse...

Eh eh!
Se reparares bem, agora também estou no teu fundo! :)

Pedro Ferreira disse...

Desculpa ter faltado a este sprint! Na próxima, ganho-te!

Fernando Andrade. disse...

Muito Obrigado, Amigo Mário
pelos kms todos que fizeste para estar em S.J.Lampas, ainda por cima, com dedicatória e tudo.
Fico bastante sensibilizado com isso Mário.
Da mesma forma, tocou fundo o teu gesto de vires pronto com a camisola da 18ª Edição, para ofereceres À organização. De facto, n~so tinhamos qualquer exemplar dessa edição, mas depois lá conseguimos e já temos a "colecção" completa para podermos mostrar. Mas esse teu gesto fica registado a ouro, Mário.
Grande abraço.

Fernando Andrade

Carlos Alexandre disse...

Mário

Parabéns, pela garra. Quem viveu o espírito de uma boina diferente, tem sempre a vontade vencer

Anónimo disse...

Companheiro
esta é daquelas que nós gostamos, começa também a ser tradição aquele encontro no café da esquina.
Bela tarde de corrida e amigos.
Abraço,
AAlmeida, Isabel e "durinha".

ps)"durinha" tem a ver com a miúda já ter cortado 3 metas do raid.

João António Melo disse...

Amigo Mário, encontrámo-nos no início e mais seria difícil, pois, uma personalidade, tão conhecida nestas andanças, não tinhas "mãos a medir" para tantos cumprimentos e solicitações. É a factura da simpatia que granjeaste ao longo de todos estes anos de corridas. Ficou o registo de mais uma participação, com esforço, devoção e glória, e o convivio de sã camaradagem. Um abraço!