29.12.12

S. Silvestre de Lisboa - 2012


Sweet Sounds Band

Para acabar o ano, voltei a participar na S. Silvestre de Lisboa.

Foto: Luis Parro

Esta participação tem como única finalidade, o desejar a todos os companheiros um Bom Ano e nada melhor para isso que um bom convívio inicial.

Foto: Henriqueta Solipa

Inicio da prova e com parte do grupo acima fui fazendo o primeiro km. Com a Henriqueta Solipa adiantamos ao grupo e perto do Terreiro do Paço deixei de a ver. Soube mais tarde que tinha sido empurrada por um outro atleta, se calhar com pressa de ir à missa, o que lhe originou uma série de hematomas e um joelho em mau estado. No "Campo das Cebolas" ainda fiquei ali parado a tentar ver se a via, mas foram passando tantos atletas que pensei tivesse para a frente e eu não tivesse reparado.

Fui acelerando, passo pela Mónica Miguéis, a qual acompanhei durante um pequeno período. Juntei-me ao companheiro José Marques que, de vez em quando, treina comigo e foi com ele que subi a Avª da Liberdade. A caminho do Saldanha fui perdendo um pouco de gás e o José adiantou-se.

Contornado o Saldanha e como a partir daí é a descer, foi sempre a dar-lhe até cortar a meta nos Restauradores.

Tempo chip: 00h52'38''

  • Classificação Geral









  • 9.12.12

    Maratona de Lisboa - 2012

    Para memórias futuras.

    Nesta fase onde a escrita nada trás de novo, cingir-me-ei à prova em si sem muitas delongas.


    Sem grandes treinos aventurei-me na Maratona, última feita nos moldes atuais.

    Sendo a 6ª em alcatrão e sem pensar em tempos mas sim acabar, formei com o Vitor Veloso e Filipe Fidalgo um terceto e depois quarteto com a inclusão do Luís Parro.

    O quarteto já no retorno. Foto: Fábio Dias

    Km percorridos sempre em boa disposição e uma arreliadora dor no joelho direito ia-me limitando tentando a todo o custo acompanhar o grupo o que aconteceu até perto dos 33 km. A partir daí fui perdendo terreno.

    Sem nada a perder ou ganhar, percorri literalmente os últimos km sozinho. Andando aqui e ali na subida da Almirante Reis até ao Areeiro, fui depois recuperando acabando em bom plano com 4h08'09'' tempo chip.

    Perto do Estádio. Foto: Isabel Almeida

    Dentro do Estádio. Foto: Nelson Barreiros

    A finalizar a Maratona. Foto: Foto Finish

  • Classificação Geral




  • O nº do dorsal está mal. O meu nº era o 1874 e não este que está no diploma.









  • 11.11.12

    Meia Maratona da Nazaré 2012


    Praias da Nazaré

    Confesso que a vontade de escrever está a esmorecer pois com os anos que levo disto é quase repetitivo o que escrevo, tendo em conta as mesmas provas que, ano após ano, lá vou correndo. Meia da Nazaré é por si só um desafio que me leva voltar lá todos os anos (ou quase). Desta vez não fui no dia anterior como o costumo fazer, mas no próprio dia, que se faz bem pois o início da prova é a uma hora tardia (11h) o que dá para lá chegar a tempo e horas, já que a distância de onde moro até lá não é muita e a "troika" vai-nos retirando o prazer de estar a desfrutar de um hotel na magnífica terra nazarena. Tanto nos querem roubar que vão acabar por 'matar' o turismo feito de portugueses para benefício de Portugal.

    Mas há sempre histórias para contar e o curioso da situação foi na Nazaré, ter andado com a Analice à procura do carro do Nelson Barreiros onde tínhamos vindo (companheiros de viagem: José Magro, Anabela Pacheco e Analice, todos da Associação "O Mundo da Corrida"). Como era a primeira vez que não tinha ficado no hotel não me apercebi do parque onde tinha ficado o carro e ao marcar o Restaurante, perdido dos restantes companheiros, foi um problema encontrar o local. Felizmente há telemóveis, senão iria começar a prova e nós à procura do carro.

    Com o Telmo Pinto antes do início da prova. Foto: Telmo Pinto

    Dada a prova fui com o Telmo Pinto e João Martins. O Telmo sentindo-se bem foi-se, e na 1ª volta o João acabou por ficar para trás.

    Com o António Almeida. Foto: Isabel Almeida

    Até Famalicão ia bem, aguardava o retorno para dar o máximo para fazer uma prova entre a 1h40'/45'. Mas não foi isso que se passou. Foi desesperante. O vento estava forte. Queria correr e parecia que a ventania vinha de todo o lado. Mesmo tentando resguardar-me em grupos não dava. E fui andando, e fui correndo e nunca mais via a meta.

    A terminar a prova. Foto: Isabel Almeida

    Não correu como queria mas acabou-se e eu deveria saber que na Nazaré não há duas Meias Maratonas iguais. O ano passado foi chuva, granizo, este foi o vento. Haja saúde e para o ano logo se verá como será. Valeu-nos o almoço que estava uma delícia e todos os companheiros que fizeram da Meia da Nazaré uma festa.

    O grupo do almoço

  • Classificação Geral (escolher a 38ª prova)






  • 3.11.12

    20ª Corrida do Monge

    Uma prova espetacular, não só pela dificuldade como também pela diversidade.

    Há provas assim e ainda bem. Foi bom voltar ao local do 'crime'. Se no ano passado foi o que foi este ano valeu a pena!

    Subidas íngremes e que nunca mais acabavam, entre eles o famoso corta-fogo (muito estreitinho por sinal), passar entre ramagens com pequenos riachos e pontes de toros foi o máximo.

    O início foi dado às 10h30’. Logo a subida de cerca de 4,5 km (com alguns declives) fez com que me resguardasse pois sabia que algures havia um corta-fogo que, de tão badalado, me fazia prever uma subida onde requeria muito esforço, mas isto é como a tal casa que se diz pequena, quem a vê diz que afinal não é tão pequena quanto isso e o mesmo se passou com este corta-fogo, mas já lá irei.

    Com amigos antes da prova. Foto: Paula Fonseca

    Subindo ou andando em bom ritmo, desta vez havia em tudo o que era local pessoas ligadas à organização que nos ia dando as indicações, passo no local onde a maioria se perdeu o ano passado. Aí já não havia o traço de cal no chão, havia fitas do nosso lado direito e um elemento da organização. Tudo conforme reza os 'cânones' relativamente a uma prova de montanha.

    Atingimos os 492 metros acima do nível do mar o ponto mais alto e há que descer. Com curvas fechadas e sempre dentro do arvoredo, com desníveis onde se tinha que agarrar às árvores porque os mais lentos, ou mais temerosos, à nossa frente assim obrigava pois era difícil a ultrapassagem nesses locais. Pequenos riachos, muitas pontes de toros de madeira, sempre em crescendo, vou passando alguns companheiros quando a situação assim o permite. Foi numa dessas pequenas pontes que um companheiro ali ficou parado depois de ter colocado mal o pé. Perguntei se necessitava de ajuda mas ele disse-me para seguir pois não parecia ser grave a lesão.

    Chego a uma estrada onde vejo o amigo Luís Miguel numa alegre cavaqueira com alguns ciclistas (pena é que os ciclistas também fizessem dos caminhos por onde corremos o mesmo deles, obrigando por vezes a nossa paragem para que ou eles ou nós passássemos de tão estreitos eram). Pergunto-lhe se estávamos perto do tal corta-fogo e ele disse que não faltava muito. Assim foi. Pouco depois o Luís diz-me que já o íamos subir e eu fiquei perplexo com aquilo. O tal famoso corta-fogo era uma ‘língua’ de terreno entre o arvoredo. Eu a pensar num local com uma largura imensa para que se houvesse fogo ele ali fosse ‘extinto’ e verifiquei que afinal as árvores quase se ‘beijavam’. Para um fogo saltar para o outro lado é uma brincadeira.

    Subi aquilo sem problemas de maior (já subi piores) e recebo a indicação que a partir dali é sempre a descer. Foi o máximo, subo mal mas descer é comigo. Ao entrar no alcatrão já meu conhecido e sabendo que pouco faltava para terminar, acelero ainda mais e acabo em beleza.

    A terminar. Foto: Paula Fonseca

    A ponta final com o último km a 4'26'' fez-me recuar a muitos anos atrás quando o tempo dos meus treinos era a 4'/km (aqui com mais uns 'pozinhos').

    Gostei.

    Geral: 170 (em 281)

    Escalão: 6º (em 14 no escalão M60, estou um verdadeiro SEX(agenário))

    Tempo: 01:25:24

  • Classificação Geral











  • 12.10.12

    Meia Maratona de Portugal


    Depois de uma noite de convívio africano sabia que teria que fazer a meia maratona nas calmas como, afinal, nos tempos atuais faço. Já lá vão as loucuras de tentar fazer em menos tempo, agora é o estar com o pessoal amigo e quando acabar... Acabei.


    No Parque das Nações apanhou-se o autocarro até à Ponte onde seria dado o início da prova.

    Um grupo de ingleses vestidos à super-heróis faziam a diferença


    Dado o tiro de partida fui ainda durante um tempo com alguns companheiros tentando um andamento para um tempo que propunha fazer, a meia maratona dentro das duas horas. Como iam num andamento mais lento adiantei-me e lá fui calcorreando os km, cumprimentando aqui e ali os companheiros de sempre.

    Foto: Mafalda Lima

    Embora cansado da noite, este ano (ao contrário do ano anterior) não parei uma única vez e o GPS acusava quase duas horas de corrida quando terminei.


    Depois foi assistir um pouco ao concerto dos Xutos&Pontapés que, por baixo da pala do Pavilhão de Portugal, animavam a malta e assim se passou mais um domingo de corrida e de convívio.


    Vídeo da Chegada

    Classificações

    9.8.12

    UTNLO - 2012

    21 Horas, mais coisa menos coisa, o início daquilo que me propus fazer, 50 km para despedida da minha década dos 50 anos.

    Nunca tal distância tinha percorrido nem treinos para isso tinha feito, ia à aventura. Quanto tempo demoraria era o menos importante. Sabia, é que ia acabar.

    Saída do “Campo da Bola” dentro das muralhas do Castelo de Óbidos, com o pessoal agrupado, até à saída onde seria dada a partida.

    Foto: Paula Fonseca
    Nuvens de pó se levantavam já que o trajeto era em terra batida. Uma escadaria enorme, já minha conhecida do ano anterior onde tinha feito a prova mais curta (25km). Junto-me a um grupo que durante km se manteve unida. Os estradões sucediam-se, a placa dos 10km surge e pouco depois uma subida que teria que ser feita com a ajuda das raízes das árvores. Abastecimento aos 15 km e uma pausa para beber e comer qualquer coisa. E mais uma vez fico com cólicas só bebendo água (já está a ser frequente esta situação).

    Sigo com a Dina, Paulo Mota e demais companheiros do grupo. O frontal vai assinalando os refletores, até aí tudo bem, não havia motivos para alarme, estava tudo no trilho certo. Caniçais, um ‘tapete’ macio sob os pés e eis que estes começam a enterrar-se. Um cheiro pestilento invade-nos, estávamos atolados em lodo. Surge um vau. Água suja e uma procura de se saber por onde tínhamos que passar para a outra margem, não havia nenhuma ponte. Do outro lado da margem o refletor “piscava-nos o olho” como a dizer: «Pois é, têm que atravessar aqui mesmo!». Avança o Paulo Mota e nós logo atrás. Pensei na Analice que pequenina teria muita dificuldade em o atravessar.

    Vou perdendo de vista o casal Mota mas vou encontrando outros companheiros entre eles, o João Martins e o Telmo Pinto. Km25, paragem para mais um abastecimento. Aproveito para lavar os ténis e as meias cheias de lodo e fedorentas. Ouvia-se o mar, estávamos a chegar ao ponto mais duro da prova. Sigo com o João Martins.

    A areia solta dificultava um pouco o andamento mas nada de mais. A primeira duna, a dificuldade aumentou mas até fiquei surpreendido em verificar que estava a subi-la bem. Subida feita e o primeiro contratempo, não se vislumbrava o refletor. A procura e os companheiros atrasados a dizerem-nos que o trilho era por onde já tínhamos passado. Claro que ao chegar ao cimo desceram como nós o fizéramos e ali procuramos o trilho certo. O João lá conseguiu detetar e seguimos.

    Mais areia e mais uma subida. A meio dessa duna, que já não era de areia solta, dizia a Célia Azenha: «Vocês nem sabem o que vos espera do outro lado» e, após isso, uma cãibra (há anos que não tenho e lembrei-me que, durante o percurso para Óbidos, tinha uma garrafa no carro com a minha ‘limonada’ e não tinha bebido. Estava a pagar ali o esquecimento). Caio mesmo ali na duna e um companheiro que vinha com a Célia Azenha ajudou-me e o músculo foi ao sítio. Teria que diminuir a marcha. Não podia arriscar ter mais nenhuma cãibra naquele lugar.

    Os companheiros seguiram sem antes o que me ajudou dizer que se necessitasse de ajuda apitasse que ele voltaria atrás. Obrigado companheiro! E ali fiquei sozinho, vendo as luzes cada vez mais longe, subi e desci com cautela e ao primeiro sinal de dor no gémeo, parava. Em cima do terreno olhava para o céu. Pequenas nuvens iam tapando a lua. Começava a chuviscar.

    O mar, com as suas ondas esbranquiçadas, iam e vinham batendo na areia ora com fulgor ora de mansinho. Os ruídos da noite, o piar de um pássaro, um grilo, o rastejar de algo que por ali passava na vegetação rasteira. Fui andando, fui descendo, fui subindo. Uma subida mais íngreme com dificuldade técnica acrescida esperava-me. Lentamente fui subindo, o músculo reagia a cada impulso mas estava determinado, não ficaria ali. Depois da subida mais areia, vêm dois elementos da organização a saber se havia mais alguém para trás, disse que sim e segui. Quando pensava que a areia tinha acabado, mais ainda até perto do km32, onde se encontravam os companheiros de equipa Ricardo Diez e Anabela Pacheco no controlo. Tinha percorrido os 7km mais difíceis, iria chegar ao fim.

    Paro neste abastecimento, as cólicas não me tinham passado, aproveitei para comer só laranja. Sento-me, retiro as meias, lavo os pés e os ténis e calço outras meias. Aquelas ficaram ali. Tinham cumprido a sua missão.

    Foram chegando companheiros, entre eles, o Joaquim Adelino que vinha com o Luís Miguel, o Helder Tomé e o Rodolfo Rapaz. Sigo com o Rodolfo e logo a seguir nada de refletores. Para trás e para adiante e nada. Junta-se parte do grupo que tinha ficado no abastecimento. Frontais para aqui e para ali, até que se consegue ver um refletor no meio do arvoredo. Ali vamos nós. Vou com o Joaquim e o Luís. O terreno era mais aberto e trilhos não muito difíceis. O Luís para tirar a areia e o Joaquim aproveita também para o fazer. Como o tinha feito no abastecimento continuo contando que, mais tarde ou mais cedo, este duo se junte a mim. Alcanço o Rodolfo e curiosamente nunca mais parei. Ora correndo ora andando, vou sempre em bom ritmo. De novo apanho o João Martins e vamos muito tempo juntos. Depois ele, com melhor andamento, segue e eu vou ficando.

    Ao km 42 passa por mim o grande alpinista João Garcia. Aos 46 a Analice, falo e ela não me reconhece. O Castelo à vista. E, pela 3ª vez, na fraldas do Castelo, problema com os refletores. Apresentavam-se à minha esquerda e era por ali que tínhamos vindo à partida. Subo e desço à procura do local certo (houve aí quem fizesse mais 8km para além do previsto).

    Vejo luz ao longe e pensei que seria o Joaquim Adelino, não era, era o Helder Tomé. Juntos, procuramos saber qual o caminho correto. Vamos para onde estavam os refletores à esquerda. Subimos e o Hélder descobre o caminho que nos deveria levar ao Castelo. Digo deveria levar, porque não foi isso que aconteceu. Podem muitos dizer que aquilo é cereja no topo do bolo. Pode ser para muitos o próprio bolo mas para mim e para muitos não o foi devido ao cansaço já acumulado. Subir de noite aquela escarpa e descer sem grande locais de apoio com o terreno escorregadio, não há sapato que consiga ‘agarrar’ sem umas quedas pelo meio.

    Fui descendo apoiando nas mãos e de ‘rabo’ no chão sempre com o Hélder por perto. Com uns arranhões pelo meio lá desci. Chegamos de novo à base e subimos pelo local que tínhamos subido o ano passado.

    Entrei no Castelo 7h59’13’’ depois. Terminara a minha Odisseia. Chegara ao fim. Tinha cumprido o prometido!

    Final da prova. Foto: Eduardo Santos "O Mundo da Corrida"

    25.7.12

    Ultra Maratona Atlântica - 2012



    Uma UMA que tinha todas as condições para ser a melhor UMA das duas que já tinha feito acabou por ser a pior das três. Não devido às dificuldades do terreno pois desta vez o areal estava ótimo para correr, exceto nos primeiros 4/5 km que ainda se apanhou a maré a vazar, mas por outros pormenores que fazem a diferença em termos de organização dos anos anteriores.

    Vamos por partes

    Tendo estado a trabalhar em horário incómodo e à falta de preparação para uma aventura destas, sabia que iria sofrer, afinal o que já me tinha acontecido nas provas anteriores. O azar é que no sábado mais uma vez uma dor se alojou na zona lombar que me impedia de andar. Felizmente encontrei um “spray” que, colocado no sábado, mais um “Voltaren”, no domingo a dor já era.

    Na companhia da Analice e Vitor Veloso rumo a Setúbal onde se apanhou o “catamaran” mas sem em antes haver um congestionamento nas máquinas automáticas o que originou um atraso na saída do barco. Nada de mais!

    Como sempre muitos amigos presentes e alguns ‘novatos’ nesta prova tentando saber o que os mais ‘velhos’ lhes podiam aconselhar para uma prova sem grandes sobressaltos. Como não há UMA’s iguais dá-se as informações necessárias, entre elas a da hidratação, a mais importante de todas.

    Viagem sem sobressalto até Melides onde nos é entregue o dorsal e uma t-shirt, além do litro e meio de água, uma maçã, uma barra energética e dois cubos de marmelada. Aí verificámos que a t-shirt, laranja da ASICS, não tinha nenhuma menção sobre a prova mas, como os elementos da organização tinham uma toda XPTO, pensamos que se calhar nos dariam uma igual no final. A prova atrasou-se ligeiramente aguardando o ‘padrinho’ da prova, Carlos Lopes, que não se dignou em comparecer.

    Prova começada, a adrenalina em alta, e lá vamos pelo areal. Como o referi os primeiros km foram feitos em areia relativamente solta com um entrar mesmo numa área aos 5,5km local de controlo em que já não consegui correr. Fui a passo, mas passada essa zona tudo normalizou. Ia comigo e foi quase até ao fim o Vítor Veloso. Disse que queria fazer a prova comigo e assim foi. Obrigado Vítor!

    Fomos num bom ritmo, entre 6’30’’ e 7’15’’ consoante os pontos mais sensíveis do terreno. Verifiquei que o areal tem duas tonalidades; um mais “acastanhado” e outro mais “acinzentado”. Pisando o “acastanhado” o pé afunda-se ao contrário do "acinzentado" que, sendo mais compacto, os pés corriam sem problema algum. Procurei fazer isso mas claro que não evitava o ‘afundanço’ de vez em quando. Íamos para um nosso recorde da prova estrondoso.

    Aos 26 km uma dor terrível nos ombros impediu-me de manter o ritmo. O peso do camelbak estava a fazer ‘mossa’. Nos anos anteriores tinha levado a mesma quantidade de água (a minha limonada) 1,5L. Não tive nenhum problema, desta vez algo não estava a correr bem. Procurei ajustar as cintas mas a dor já lá estava. Estava desesperado e o Vítor perguntou-me se iria desistir, claro que não! Iria até ao fim!

    Paragem aos 28,5km, na Comporta, onde me foram dadas duas garrafas de 0,5 litro (houve quem tivesse recebido duas de 33cl, mas eu tenho, agora, a certeza que as minhas eram de 0,5 litro). Perguntei à organização se havia um “spray” para me aliviar as dores. Não havia mas uma massagista que lá estava prontificou-se a massajar as zonas doridas. Obrigado, melhorei um pouco, as dores foram atenuadas mas permanecerem até ao final.

    O ano passado foi aqui que comi um bocado de pão e uma banana e caiu-me muito bem. Fiz o mesmo, mas desta vez caiu-me muito mal. Como disse não há duas UMA’s iguais e o que num ano foi bom neste foi péssimo. Mudei de meias. Estivemos 15’ neste local. Voltámos à corrida. Se o ano anterior foi aqui que apareceu a tal ‘parede’ de vento, agora o vento soprava, moderado mas quente. Entrava pela boca e secava tudo. Comecei a ter vómitos devido ao que tinha comido. Parei para o fazer, não o consegui mas deu a volta e melhorei. Logo a seguir cólicas e o Vítor à frente sempre a tentar marcar o ritmo, mas já não podia mais. Comecei a andar, e ele comigo, e os últimos 13 km foram feitos a andar.

    O Vítor também já não estava bem, pois há muito que não fazia tamanha distância, mas a juventude tudo aguenta.

    Os km foram palmilhados em 10’/11’ cada. Mas sabia que ia chegar ao fim. Colocava a mão debaixo do ‘camelbak’ para aliviar os ombros. Á nossa frente muitos companheiros pareciam ‘zombies’, alguns já sem água (o Vítor teve que ceder alguma da dele), um caído no chão, com cãibras, aguardava o transporte para a meta. Outros passavam por nós já sentados nas moto4. Dos 390 à partida desistiram 25.

    Levei uma das garrafas que me deram aos 28,5 km, vazia, quase 10km até ao controlo dos 38,5. No entanto pelo areal eram só garrafas, gel e outro lixo que tais. É o povo que temos! Porco q.b..

    Finalmente o insuflável, a emoção subia consoante me aproximava da meta. O pessoal batendo palmas à nossa passagem. Dei a um miúdo que nos acompanhou a barra energética que me tinham dado. Eu só queria chegar ao fim e beber uma Coca-Cola bem fresquinha, como no 1º ano que participei (no 2º estava quente).

    43km e ainda faltavam aí uns 400 metros (foram 430 metros a mais). O Vítor para desentorpecer as pernas, vai-se embora (Obrigado mais uma vez Vítor), guardo-me para os 300 metros finais. E, com um sorriso nos lábios, ultrapasso a Meta. Tinha vencido a UMA mais uma vez, 6h08’03’’ (tempo oficial) depois da partida. Tinha batido o meu recorde anterior em cerca de 42’.


    No final. Foto: José Carlos Melo

    Depois foi o fracasso. Não houve mais ‘t-shirts’, fiquei (ficamos) com uma ‘laranjinha’ sem o 'logo' da prova. Pedi uma Coca-Cola e não havia. Bebi um “Guaraná” que estava quente, foi o fim da ‘picada’. Vomitei e senti-me mal disposto. Estava cansado, estoirado e tudo aquilo era irreal. Mais companheiros iam chegando, derreados. O calor sufocante tinha feito das suas.

    Ganhei forças e fui com o Vítor dar um mergulho para aliviar as dores dos ombros, o cansaço do corpo e que tão bem me soube o banho.

    Digo à Analice que se não houvesse prémio para ela, iríamos embora. Não iria esperar pelo lanche (que pelos vistos foi uma ‘barraca’ tremenda).

    Eu, Analice e Vítor embarcámos no “catamaran” das 17h. Fiz a trilogia que me propus fazer destes eventos onde agora estou a participar. Nunca se deve dizer nunca, mas penso que esta foi a minha última participação na UMA.

    Para os que correm aquilo em três/quatro horas é sinal de muita boa preparação, todos os outros é para sofrer. Capacidade de sofrimento tenho, mas não é para isso que aqui ando. Com horários incómodos, sem a preparação adequada fazer 43 km em areia é uma grande aventura e o meu tempo de grande aventureiro já passou!

    15.7.12

    3º Trilhos do Almonda

    O meu público agradecimento à PSP de Torres Novas pelo facto de se terem disponibilizado em me levar até ao local da prova depois de andar por lá perdido.
    Graças a eles cheguei a tempo e horas ao Vale da Serra.
    Obrigado!




    Seria a minha 1ª prova em Almonda. Como nada tinha lido sobre a dificuldade da prova (mesmo que lesse não me valia de nada pois a prova este ano decorreu em sentido contrário à do ano anterior) fui à vontade na companhia do Nelson Barreiros que fazia a sua estreia em trilhos.

    Uma prova que, pelo seu traçado, se mostrou muito técnico e logo aos 2 km, na descida do Arrife de Almonda, houve ali um congestionamento que fez com que a mesma fosse descida em fila de pirilau como se diz na tropa.



    Sempre com os companheiros da Associação de “O Mundo da Corrida” por perto, lá fomos km a km ultrapassando os obstáculos, as subidas e descidas que requeriam algum cuidado. Parando nos postos de abastecimento, que foram muitos e bem fornecidos, o grupo foi-se desmembrando mais tarde pelo cansaço evidenciado por alguns ainda pouco habituados a este tipo de prova. O Nelson lá fazia das tripas coração e aguentava-se. Calhou logo a estreia numa das provas mais duras e iria mais tarde ressentir-se do esforço.



    Voltou a acontecer-me o que uma vez me tinha nos trilhos de Almourol. Um companheiro que se perde no trilho com “phones” nos ouvidos, aos nossos chamamentos responde o silêncio. Tive que fazer, tal como na outra prova, um “sprint” para o trazer ao trilho certo. A música pode ser boa para acompanhar mas ao menos que se deixe um ouvido em alerta para qualquer eventualidade como esta.

    O Nelson pensou ficar no abastecimento dos 16 km mas resolveu continuar. O calor começou a fazer-se sentir com força e a pouca sombra, fizeram o resto. Acabou por ficar no abastecimento dos 21 km.



    A seguir viria o ponto mais alto da prova 670m acima do nível do mar. Segui no alcance da companheira Teresa, da Associação, que também se tinha perdido quando ia uns bons km à nossa frente e que acabou por nos aparecer na retaguarda. Foi com a Teresa, que fiz o resto da prova.

    Dos 23 aos 26 km uma descida das mais difíceis que fiz até hoje. Muita íngreme com pedras, pedregulhos e vegetação emaranhada em alguns locais, requeria de nós muita atenção. Ultrapassado isso, mais uma pequena subida e depois foi quase sempre a descer até à meta em Vale da Serra local de onde tínhamos partido.


    O almoço no pavilhão, a entrega de prémios e agora começa a haver em trilhos o que sucedia nas provas de alcatrão. “Xico-espertos” que não fazem a prova toda e têm o desplante de subirem ao pódio para receberem o troféu imerecido. Depois ouvem do que não gostam, mas a falta de vergonha dessa gente é tão grande que, fazendo ouvidos de mercador, somem-se imediatamente do local. Uma lista negra destes trapaceiros e o impedimento de se inscreverem nas provas seria a forma de pessoas iguais a este, repensassem a sua atitude. Mas se no alcatrão nunca tal foi feito, não acredito que o façam nos trilhos. Uma coisa é enganar-se no trilho, outra, é cortar deliberadamente terreno para ganhar um lugar no pódio.

    Uma prova a que vale a pena voltar. Uma boa organização, com direito a massagem no final, um convívio com muitos amigos. A Associação "O Mundo da Corrida" ficou em 3º lugar por equipas e o 1º pela equipa mais numerosa.



    Uma palavra de admiração para o Luís Mota e Joaquim Adelino que uma semana depois dos 70km da Freita, ali estavam para novo desafio.

    Até pró ano em Almonda!

    13.6.12

    2ª Corrida de Santo António


    Amália-"Lá Vai Lisboa"

    Uma prova num Sábado à tarde no coração da cidade de Lisboa, em tempo de festas populares, altura que muitos namorados aproveitam para darem o nó, não fosse Santo António considerado como o Santo casamenteiro.

    Mas não foi para dar o nó a não ser nos ténis, que me desloquei à capital para participar nesta prova. A intenção era ajudar um companheiro a baixar a fasquia dos 50' aos 10 km, feito que não foi conseguido mas que fica para uma próxima vez.

    Uma tarde magnífica, houve quem se queixasse do calor mas, como tudo na vida, uns gostam mais assim, outros mais assado. É normal e natural pois cada um de nós reage de maneira diferente nas mesmas condições climáticas.

    Com o José Lopes. Foto: José Lopes


    O problema que tive no local de partida foi encontrar o companheiro, perdi-o de vista e só o encontrei já iniciada a prova. Tentei manter um andamento constante visando o pretendido, num piso onde o paralepípedo se substitui ao alcatrão em muitos locais e num percurso muito meu conhecido de outras provas feitas em tantos anos de corrida mas, como o referi, o objetivo não foi alcançado.

    Com o Nelson Barreiros. Foto: Paulo Pires


    Pela 1ª vez o meu GPS bateu certo com o que estava definido como distância, 10 em 10 km. Nem mais nem menos.

    No final. Foto: José Sousa


    Uma prova com muitos amigos presentes. Uma festa colorida em dia festivo e, no fim, uma sangria e um manjerico.

    Com a sangria na companhia da Henriqueta e Carlos. Foto: Henriqueta


    ... E aqui o manjerico, com António Antunes, Ana Groznik, Nelson Barreiros e Mónica Miguéis. Foto: Vina Barreiros


    Gostei!

  • Classificação Geral

  • 7.6.12

    O Gesto


    James Last-"Amigos para Siempre"

    Corrida do Mirante - 2012

    "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

    F.P.

    ... Quando ouvi que estavam a entregar os prémios precipitei-me para o local pois queria tirar uma foto ao Luís Mota no pódio. Chegado lá soube, pelo Luís, que já tinha recebido o troféu do 3º da Geral e do 1º do escalão.

    Estava a tomar o café, quando o Luís e a Susan se abeiraram de mim. O Luís tinha na mão o seu troféu de 1º lugar. Olhou-me nos olhos e ofereceu-me esse troféu. Os meus olhos humedeceram perante tal gesto. Um gesto que me fez bem à alma e há minha forma de ser. Quando se dá só se pode receber, pois quem não sabe dar também não merece receber e este gesto do Luís (sobre o olhar enternecedor da Susan, do João Martins e José Figueiredo) só pode ter uma explicação, a Amizade fala mais alto que todos os outros valores.

    … E como te disse Luís:

    “Foi um momento inesquecível, uma coisa só explicável pela Grande Amizade e, disso não há dúvida, que fazes parte das pessoas incomparáveis!”

    Obrigado Amigo!

    Foto: Susan Mota

    5.6.12

    11ª Corrida do Mirante



    Desloquei-me pela 1ª vez à Ota para participar nesta prova. Sendo a 11ª vez que ela é realizada, pergunto a mim mesmo por onde é que andava para nunca ter vindo aqui correr. Corri tão perto, Camarnal, Alenquer e desta prova nem som nem assobio.

    Faço este pequeno introito porque é uma prova que deveria já ter corrido. Nem fica longe de casa e é uma maravilha. Curta, perto de 12 km e poucos metros, mas levada da breca no que respeita a subidas e descidas.

    Tive logo uma surpresa, a presença da Susana filha do Adelino que, tendo sido mãe, esteve 'parada' cerca de dois anos destas lides.

    Com o Adelino e Susana. Foto: Anabela Pacheco


    A fotografia com os companheiros de "O Mundo da Corrida"

    Foto: Anabela Pacheco


    Como sempre, fui ficando para trás, pelo facto de parar para tirar fotos dos locais e companheiros e, quando me apercebi, tinha perdido o Pára e a filha de vista. Sempre na companhia da Eliana Pegoretti, lá fomos fazendo o sobe e desce desta prova. Até que, devido a uma paragem forçada, encontro de novo o Adelino. A seguir o famoso 'V' (descida acentuada logo com uma subida no mesmo ângulo) que tanto tinha ouvido referir.

    Foto: Mário Lima


    ... que nos dá acesso ao ex-libris da prova, o "Mirante"

    Foto: Mário Lima


    O resto da prova fez-se no apoio à Susana que foi brilhante, depois de tão longa ausência, e acabamos os três como fazia questão que acontecesse.

    Foto: Daniel Pinto


    O Alexandre Beijinha e restante pessoal da Organização estão de Parabéns, deram-nos uma prova espetacular e, para acabar, um almoço no "Parque das Merendas" com churrasco "à lá Assa Tu".

    Foto: Anabela Pacheco


    O convívio...

    Foto: Anabela Pacheco


    ... E o Campeão Luís Mota que, tendo sido 3º da Geral, foi o 1º no escalão.



    Depois do café na companhia do João Martins e José Figueiredo, foi o regresso a casa com a promessa de, no próximo ano, lá voltar.

  • Mais Fotos e Classificação Geral
  • 28.5.12

    6ª Corrida do Guincho

    Tinha terminado às 2 horas da manhã um convívio africano, onde a música, a comida tradicional fizeram deste nosso encontro mensal uma forma de recordar outros tempos noutras longitudes. Ainda mal dormido, há que levantar e preparar-me para mais uma visita a Janes para esta prova que considero que em tão curto espaço de prova consegue congregar dois aspetos importantes para os amantes do trail, serra e mar.

    Tinha ficado de ir buscar a Analice a Odivelas e o primeiro incómodo, o alternador foi-se. Já estava a ver o caso mal parado. Felizmente deu para chegar a casa e pedir um carro emprestado para não perder esta prova.

    Lá chegamos a tempo e horas a Janes. O encontro habitual dos amigos...

    Com José Carlos Melo


    Sem o cheirinho do porco no churrasco, gastronomia que todos os anos fazia parte deste evento, deu-se início à prova. Iria fazê-la na companhia do casal amigo, José Bagina e Mónica Miguéis, estreantes em trilhos (outros estreantes conhecidos foram os companheiros José Lopes, André Tavares e Fernando Faria).



    Desta vez não levei a máquina, o percurso sendo o mesmo não iria focar nada de novo. A gruta com as tochas acesas, a serra e o mar, a tal 'parede' eram já meus conhecidos e foi na companhia deste casal, ora correndo, ora andando (em certos locais teria que ser, não só pelas subidas mas porque o trilho sendo estreito não dava para passar, mas isso acontece em todos os trails), que fui desfrutando o que de belo tem este tipo de evento.



    Passado o 'pior' da prova e verificando que o casal mantinha-se firme na sua passada, acelerei nos km finais para desentorpecer um pouco as pernas ainda sobre o efeito das kizombas e sembas dançadas nessa noite.

    No fim a foto de 'família' e mais dois companheiros se estrearam e gostaram deste tipo de provas.

    Com Mónica Miguéis e José Bagina


    O impossível de acontecer aconteceu, não por mim que não estava à espera de nada, mas pela Analice e demais companheiros que aguardavam pelas classificações finais para a entrega de prémios a que porventura tivessem direito. O que valeu foi a conversa com a Carla Pinto e João Marques enquanto se aguardava. Quase duas horas depois de terminada a prova, como não saía a classificação a Analice para não me fazer esperar mais (tinha que entregar o carro emprestado), abdicando do possível troféu a que teria direito dizendo: «Mário, troféus tenho muitos», acabámos por vir embora.

    Ah, e os 12 km referenciados, já o ano passado foi o mesmo, só tinha 11.770 metros. Mas vale a pena lá ir todos os anos, mais metro menos metro, a prova em si merece o nosso voltar.

  • Classificação e tempos


  • Excelente vídeo da prova. Autor: Pedro Sequeira

    Para o ver e ouvir (vale a pena ), desligar a "playlist"

    23.5.12

    Treino dos Elevadores


    Amália Rodrigues - "Cheira a Lisboa"

    A convite do casal amigo José Bagina e Mónica Miguéis, no domingo resolvi participar neste treino no coração de Lisboa. Não sabia ao certo o que me esperava, sabia sim que o percurso seria por locais emblemáticos, os ascensores de Lisboa.

    Calculei mal o tempo, pois o encontro era às 8h e eu já lá estava no cimo do Parque Eduardo VII às 7h30'. É o que faz ver a cidade com movimento em plena semana. A hora para o início de treino tinha razão de ser. A essa hora os elevadores ainda não estão a funcionar e como nós tínhamos que subir pela zona dos carris...

    Mas deu para recordar, enquanto aguardava, outros tempos em que Lisboa era de visita obrigatória, no que refere à "Estufa Fria", com familiares vindos de outras paragens. Com uma vista magnífica sobre o rio Tejo e já com os companheiros preparados, deu-se início a este treino.

    Com alguns dos companheiros do treino


    Um treino onde passei por locais meus conhecidos, por lá ter vivido, outros completamente desconhecidos. Conhecia os elevadores mas não o que estava para além de alguns deles.

    Descida pela Avª da Liberdade e o primeiro elevador a 'atacar' foi o da Glória. De seguida o elevador da Bica. Passagem pela Baixa e eis-nos no "Miradouro de Santa Luzia" com uma vista magnífica sobre o Tejo.



    Este treino fez-me lembrar um outro que fiz em Almada. Sempre a preocupação de irmos em grupo, se algum se nós se atrasava (isto de subir tem muito que se lhe diga), aguardava-se o agrupamento e lá seguíamos de novo. Assim sim. Um por todos e todos por um.

    A subida ao Castelo e parece que o grupo que tem participado nestes treinos, tem uma 'simpatia' muito especial pelo porteiro. Bem querem tirar uma foto com ele, mas ele, renitente, no seu uniforme de guardador não de rebanhos mas de castelo, não está para essa 'frescura'. Se os meus companheiros o queriam 'apanhar' desta vez não o conseguiram, o Castelo estava fechado. Do porteiro nem sombra.



    Subida até ao Carmo, onde se aproveitou para dessedentar quem não levava água e como quem sobe desce, nova descida para o Rossio e passagem pela "Ginginha". Era costume uma paragem neste local para beber uma. Mas parece que da última vez a ginginha não caiu lá muito bem ao grupo e desta vez só um dos companheiros estava interessado nela. Não houve ginginha para ninguém!

    Elevador do Lavra. Já o conhecia mas nunca o tinha subido. Os dois elevadores lado a lado. Subida íngreme e quando se pensava passar entre os dois para continuar, um dos guarda-freios disse-nos que não valia a pena porque a porta estava fechada. Porta num elevador? Certo é, que subidas as escadas laterais, verificámos que realmente havia uma porta que dava acesso aos elevadores. Nunca pensei que tal houvesse.

    Depois uma maravilha, o Jardim do Torel. Uma vista magnífica sobre Lisboa.



    Descidas a escadaria do Jardim, o regresso ao Parque Eduardo VII. A subida fez-se dentro do ritmo de cada um. A foto final.



    Uns continuaram a correr de regresso a casa e eu com a promessa de voltar a fazer este magnífico treino numa bela Lisboa ainda adormecida.

    Fotos retiradas do blogue do José Bagina Uma Perna Atrás da Outra, exceto a do Jardim do Torel. Foto Portal do Jardim