28.5.12

6ª Corrida do Guincho

Tinha terminado às 2 horas da manhã um convívio africano, onde a música, a comida tradicional fizeram deste nosso encontro mensal uma forma de recordar outros tempos noutras longitudes. Ainda mal dormido, há que levantar e preparar-me para mais uma visita a Janes para esta prova que considero que em tão curto espaço de prova consegue congregar dois aspetos importantes para os amantes do trail, serra e mar.

Tinha ficado de ir buscar a Analice a Odivelas e o primeiro incómodo, o alternador foi-se. Já estava a ver o caso mal parado. Felizmente deu para chegar a casa e pedir um carro emprestado para não perder esta prova.

Lá chegamos a tempo e horas a Janes. O encontro habitual dos amigos...

Com José Carlos Melo


Sem o cheirinho do porco no churrasco, gastronomia que todos os anos fazia parte deste evento, deu-se início à prova. Iria fazê-la na companhia do casal amigo, José Bagina e Mónica Miguéis, estreantes em trilhos (outros estreantes conhecidos foram os companheiros José Lopes, André Tavares e Fernando Faria).



Desta vez não levei a máquina, o percurso sendo o mesmo não iria focar nada de novo. A gruta com as tochas acesas, a serra e o mar, a tal 'parede' eram já meus conhecidos e foi na companhia deste casal, ora correndo, ora andando (em certos locais teria que ser, não só pelas subidas mas porque o trilho sendo estreito não dava para passar, mas isso acontece em todos os trails), que fui desfrutando o que de belo tem este tipo de evento.



Passado o 'pior' da prova e verificando que o casal mantinha-se firme na sua passada, acelerei nos km finais para desentorpecer um pouco as pernas ainda sobre o efeito das kizombas e sembas dançadas nessa noite.

No fim a foto de 'família' e mais dois companheiros se estrearam e gostaram deste tipo de provas.

Com Mónica Miguéis e José Bagina


O impossível de acontecer aconteceu, não por mim que não estava à espera de nada, mas pela Analice e demais companheiros que aguardavam pelas classificações finais para a entrega de prémios a que porventura tivessem direito. O que valeu foi a conversa com a Carla Pinto e João Marques enquanto se aguardava. Quase duas horas depois de terminada a prova, como não saía a classificação a Analice para não me fazer esperar mais (tinha que entregar o carro emprestado), abdicando do possível troféu a que teria direito dizendo: «Mário, troféus tenho muitos», acabámos por vir embora.

Ah, e os 12 km referenciados, já o ano passado foi o mesmo, só tinha 11.770 metros. Mas vale a pena lá ir todos os anos, mais metro menos metro, a prova em si merece o nosso voltar.

  • Classificação e tempos


  • Excelente vídeo da prova. Autor: Pedro Sequeira

    Para o ver e ouvir (vale a pena ), desligar a "playlist"

    6 comentários:

    Henriqueta Solipa disse...

    Grande Mário !!!

    Para o ano sobes a dançar música africana... uma nota original na prova :-)))

    No ano em que o Fábio foi e me disse maravilhas da paisagem eu fiquei entusiasmada, ainda chateei o Carlos.
    Depois comecei a achar que não era prova para mim só se levasse um pára-quedas agarrado :D

    Gosto de ver paisagens bonitas mas gosto de saber onde ponho os pés... ainda este fim-de-semana no asfalto ia-me espalhando ao comprido e já ninguém liga porque é comum.

    Mas..... agora depois de ler os comentários nos vários blogs comecei a ficar curiosa outra vez...

    Bons treinos!

    Mário Lima disse...

    Henriqueta

    Estás sempre a adiar o inadiável. É para o próximo e o próximo nunca chega.

    Esta prova só pla sua beleza vale a pena (afinal como todas as provas de trail).

    Não é difícil, a única é a tal 'parede' que só o é porque exige um pouco mais mas para quem a subidas está habituado e muito mais difíceis que esta, é uma subidinha que com maior ou menor dificuldade se faz.

    As provas de trail (exceto para quem lá vai para ganhar, esses mal reparam nos pormenores) é para desfrutar. Podia ter feito eu em menos tempo? Poder podia, mas não era a mesma coisa.

    :)

    Pró ano convence uma vez por todas o Carlos. Irão gostar e não me importo de voltar a 'apadrinhar' mais uma estreia.

    Tudo de bom!

    .JOSÉ LOPES disse...

    Olá Mário

    Mais um trail para a tua lista este em versão mini

    Vi que o realizaste com relativa facilidade.

    Ainda tiveste tempo para andar para frente e para trás a ajudar os teus amigos.

    Aquela subida era "obra" existem subidas mais ingremes do que aquela, nos trails que realizaste?

    Nestas provas deu para perceber que temos de ter o máximo de atenção/cuidado onde colocamos os pés principalmente nas descidas.

    Os ténis devem ser reforçados.Ténis de trail

    Abraço
    J.Lopes

    joaquim adelino disse...

    Parabéns Mário, aos poucos e suavemente tens conseguido milagres, creio que a forma como enfrentas estas provas e as relatas acabas por cativar mais gente para o Trail. Já tenho saudades de te encontrar por aí novamente, vê lá se acerto em alguma: Mirante? Reixida? Freita? Almonda? Melides? Óbidos? Vê lá se enquadras aí alguma, é que a nossa dupla tem andado muito ausente e parece que os Barris já estão tão distantes!!! Abraço caro amigo

    Jorge Branco disse...

    Pois é Mário temos de convencer a Henriqueta que o alcatrão faz mal á suade!
    Há lá provas que se comparem com estas!
    Mesmo que tenha algumas "complicações" o ambiente é outro para não falar da paisagem envolvente!

    João António Melo disse...

    Este ano só um imprevisto me impediu de participar nesta prova, tive que ir visitar meus familiares à Covilhã, vamos ver se na próxima não falto. Amigo Mário, depois da noite de "farra" e apesar das peripécias com o veículo, tiveste uma bela participação e uma excelente manhã de desporto e convívio. Um abraço!