3.11.12

20ª Corrida do Monge

Uma prova espetacular, não só pela dificuldade como também pela diversidade.

Há provas assim e ainda bem. Foi bom voltar ao local do 'crime'. Se no ano passado foi o que foi este ano valeu a pena!

Subidas íngremes e que nunca mais acabavam, entre eles o famoso corta-fogo (muito estreitinho por sinal), passar entre ramagens com pequenos riachos e pontes de toros foi o máximo.

O início foi dado às 10h30’. Logo a subida de cerca de 4,5 km (com alguns declives) fez com que me resguardasse pois sabia que algures havia um corta-fogo que, de tão badalado, me fazia prever uma subida onde requeria muito esforço, mas isto é como a tal casa que se diz pequena, quem a vê diz que afinal não é tão pequena quanto isso e o mesmo se passou com este corta-fogo, mas já lá irei.

Com amigos antes da prova. Foto: Paula Fonseca

Subindo ou andando em bom ritmo, desta vez havia em tudo o que era local pessoas ligadas à organização que nos ia dando as indicações, passo no local onde a maioria se perdeu o ano passado. Aí já não havia o traço de cal no chão, havia fitas do nosso lado direito e um elemento da organização. Tudo conforme reza os 'cânones' relativamente a uma prova de montanha.

Atingimos os 492 metros acima do nível do mar o ponto mais alto e há que descer. Com curvas fechadas e sempre dentro do arvoredo, com desníveis onde se tinha que agarrar às árvores porque os mais lentos, ou mais temerosos, à nossa frente assim obrigava pois era difícil a ultrapassagem nesses locais. Pequenos riachos, muitas pontes de toros de madeira, sempre em crescendo, vou passando alguns companheiros quando a situação assim o permite. Foi numa dessas pequenas pontes que um companheiro ali ficou parado depois de ter colocado mal o pé. Perguntei se necessitava de ajuda mas ele disse-me para seguir pois não parecia ser grave a lesão.

Chego a uma estrada onde vejo o amigo Luís Miguel numa alegre cavaqueira com alguns ciclistas (pena é que os ciclistas também fizessem dos caminhos por onde corremos o mesmo deles, obrigando por vezes a nossa paragem para que ou eles ou nós passássemos de tão estreitos eram). Pergunto-lhe se estávamos perto do tal corta-fogo e ele disse que não faltava muito. Assim foi. Pouco depois o Luís diz-me que já o íamos subir e eu fiquei perplexo com aquilo. O tal famoso corta-fogo era uma ‘língua’ de terreno entre o arvoredo. Eu a pensar num local com uma largura imensa para que se houvesse fogo ele ali fosse ‘extinto’ e verifiquei que afinal as árvores quase se ‘beijavam’. Para um fogo saltar para o outro lado é uma brincadeira.

Subi aquilo sem problemas de maior (já subi piores) e recebo a indicação que a partir dali é sempre a descer. Foi o máximo, subo mal mas descer é comigo. Ao entrar no alcatrão já meu conhecido e sabendo que pouco faltava para terminar, acelero ainda mais e acabo em beleza.

A terminar. Foto: Paula Fonseca

A ponta final com o último km a 4'26'' fez-me recuar a muitos anos atrás quando o tempo dos meus treinos era a 4'/km (aqui com mais uns 'pozinhos').

Gostei.

Geral: 170 (em 281)

Escalão: 6º (em 14 no escalão M60, estou um verdadeiro SEX(agenário))

Tempo: 01:25:24

  • Classificação Geral











  • 1 comentário:

    Jorge Branco disse...

    Adoro esta prova!
    Eu sou dos tais que desce mal e sobe bem (isso era antigamente agora é tudo mal seja a subir, descer ou no plano)!
    Há quem diga que a prova é curta com os 11 km e picos mas eu não acho!
    Provas destas são fundamentais para trazer gente da estrada para o trail e se iniciar na modalidade!
    Nem todos são ultra maratonistas e até temos de ter em consideração que estes 11 km pela sua dificuldade não se podem equipar a uma corrida em estrada na mesma distancia..
    Esta prova pode ser "curta" mas tem todas as componentes do trail e é uma excelente porta de entrada para o mesmo.