7.6.11

Corrida do Oriente 2011

Estava um calor abrasador. O Pára, à sombra da 'azinheira', tirou-me a foto da ordem.

Foto:Joaquim Adelino

A Susana mais o seu pimpolho, marcaram presença. Corredores deambulavam por ali num encontro de amigos, num apertar de mãos.

Devido a atrasos diversos o início da prova foi alterada para as 10h15' quando o previsto era às 10h.

Fábio Dias e Hamilton, o José Melo, Henriqueta, Jorge, Hugo Adelino, João Melo e tantos mais aqueciam ou resguardavam-se da canícula (Filipe Fidalgo em aquecimento na longa fila para levantar o peitoral). O amigo Vitor Moreira permanecia à sombra da árvore (soube depois que tinha uma hemorrogia nasal, talvez devido ao calor). Só no fim é que vi que também estavam os amigos João Lima e José Lopes presentes.

Muita gente, mais que nas edições anteriores. Dado o tiro da partida foi o tentar desenvencilhar-me de tantos que estavam há frente que em vez de correr já iam a andar. Cansei-me de fazer zig-zag. Ao fim de dois km já estava saturado.

Aqui com Fernando Siva, o "Mister". Foto:Joaquim Adelino

Ao fim de 5 km perguntava a mim mesmo o que fazia ali e ao fim de 10 km estava estourado.

Aqui com o Hamilton Dias. Mão na cintura significa extremo cansaço. Foto: Fábio Dias

O meu cronómetro, made in "Corrida de S. João do Porto", marcava 52'17'', tempo oficial 53'08''.

A prova é bonita, pena é o afunilamento inicial e as pessoas colocarem-se lá à frente quando deveriam colocar-se lá muito para trás. Mas disso a Organização não tem culpa. Mais uma caneca a juntar à de 2010 e pró ano vou ficar meia-hora lá à frente faça chuva faça sol. Também tenho o direito de me considerar um 'craque'.

30.5.11

Entre Serra e Mar



No ano passado, devido a lesão na 'Geira Romana', fiz a caminhada. Mas ficou assente que, caso houvesse prova este ano, iria fazer os 13 km pelo que tinha ouvido falar.

Naturalmente que me tentei informar quais as caraterísticas da prova junto a quem já a tinha feito e tudo indiciava que era uma prova do 'Camandro, do Catano e do Caneco', parafraseando aqui o José Brito responsável dos 'Trilhos de Almourol'.

Para além da passagem por um ribeiro, túnel e tudo o mais, havia uma 'parede' de 250 metros que quase só se subia de gatas.

Pensei não levar a máquina fotográfica pois se ia rastejar como na tropa, a máquina seria um empecilho. Mas já agora queria tirar uma foto a quem fosse à minha frente para aqui ficar como exemplo da dureza da prova.

Afinal...

Prova começada e trilhos dentro do que por mim é já conhecido. A passagem pelo túnel é lindíssima com os archotes ali a alumiar o caminho. O terreno apresentava-se enlameado o que é normal depois das chuvadas que têm caído.

Foto:Mário Lima

Depois foi o máximo. O subir à serra, e ver o mar ali tão perto. Magníficas paisagens.

Foto:Carlos Coelho

... E veio a tal 'parede'. Não vi ninguém de gatas. O normal dentro das subidas de serra, quando não se pode correr anda-se e após a subida... desce-se (elementar meu caro Watson).

Foto:Mário Lima

Aqui e ali um terreno mais técnico, umas passagens também muito bonitas pelo meio da vegetação e acaba-se em beleza.

Foto:Mário Lima

Demorei 1h 24' 41'' a completar os 13 km (o panfleto da Organização refere 15 km, mas é km a mais) não pela dificuldade mas sim devido às paragens normais para as fotos. Uma prova que recomendo vivamente a todos os que gostam de Serra e Mar.

Foto:Mário Lima


O convívio final com os amigos e... até para o ano!

20.5.11

III Meia-Maratona na Areia

Música:Claude Ciari.-.La Playa


Mais uma prova que me deu um prazer enorme fazê-la. Junto ao mar é que é bom…

Muitos amigos, muito reboliço, uma azáfama que me enche as medidas pois cada um sabe o que está ali a fazer. O vento forte não ajudou e o insuflável não subiu, mas bem o tentaram os que estavam incumbidos disso.

Muita alegria, muita animação, com yogas e afins. As tendas com os seus pináculos desafiando os céus, onde por lá passavam quem os dorsais queria, os sorrisos de quem nos recebia, já nossos conhecidos de tantas provas participadas.

Foto:Mário Lima

Dada a partida, foi um correr por aquele imenso areal. Fiz questão de receber a minha garrafa de água aos 5 km do grande amigo António Almeida, pela admiração que por ele nutro depois de ultrapassar a barreira dos 100 km na Ronda (essa garrafa não foi atirada para o areal. Entreguei-a no retorno quando faltavam 6 km no posto de controle e foi a única que bebi, as outras devem tê-la bebida os ‘mamões’ que correram sem dorsal e não pagaram a inscrição).

Já sabia que a partir da ‘Fonte da Telha’ o terreno seria irregular e com a subida da maré e o cruzar com outros atletas no retorno a prova tornou-se mais difícil. Mas se fosse fácil não estaria lá.

Aos 11 km tinha tanta areia nos ténis que optei correr de… meias! Nunca o tinha feito e achei que tinha sido uma boa opção. Vou fazer o mesmo na UMA, de ténis até aos 29,5 km, de meias até aos 36 km e depois descalço até aos 43 km.

Gostei de serpentear pelas pessoas que ali estavam, era sinal que o pessoal não estava em casa a pensar no FMI, estava a viver a vida, mais apertada? Viver é a razão da nossa existência por isso há que vivê-la nos dois dias que temos, só no Brasil é que são três devido ao Carnaval. Em Portugal o Carnaval é outro.

Cortei a meta com 2h04’24’’, mais três minutos que no ano passado, mas valeu a pena. No fim o carinho de quem nos recebia, da Organização e um azulejo lindo como recordação.

Como o disse algures:

“Seja o primeiro, seja o último, o importante é lá estar”.

7.5.11

Terry Fox





 Terry Fox (28 de julho de 1958 - 28 de junho de 1981) sofria de um cancro e, em consequência disso sofreu a amputação de uma perna.

 Para arrecadar fundos para pesquisas do tratamento do cancro, Terry resolveu efectuar uma travessia do Canadá a correr... não obstante ter uma perna artificial. Começou em 12 de Abril de 1980 a sua jornada em São João da Terra Nova, em Terra Nova e Labrador, na costa atlântica, e pretendia ir até Vancouver, Colúmbia Britânica, na costa pacífica, numa jornada que acabou conhecida como Marathon of Hope (Maratona da Esperança).

 Terry Fox correu durante a Marathon of Hope, em média, o equivalente a uma maratona - 42 quilómetros - por dia. Após 143 dias consecutivos, e de ter percorrido aproximadamente 5 300 quilómetros, Fox foi obrigado a parar, quando soube que o cancro se havia disseminado para os pulmões. Acabou por morrer alguns meses depois, aos 22 anos de idade.

 Terry foi proclamado como um herói nacional, tendo recebido várias honras nacionais. A Maratona da Esperança arrecadou donativos num valor total de 4,46 milhões de contos, está na moeda antiga para se ter a noção do valor alcançado, para pesquisa sobre o tratamento do cancro.

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Pela primeira vez participei nesta corrida que vai já na sua 16ª edição. Prova que conta com com a colaboração da Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Embaixada do Canadá e realizada no Parque das Nações.

Sem fins classificativos cada um corria ou caminhava o que queria. O intuito é o de angariar fundos para ajudar na luta contra essa terrível doença e pelo preço simbólico de 5€ tem-se uma t-shirt alusiva à prova.

Encontrei lá alguns amigos e com o José Carlos Melo fiz as primeiras três voltas.

Melo, eu, José Lopes e (?) Foto: Melo

Depois continuei sozinho (o Melo ia fazer no dia seguinte a meia-maratona de Setúbal), fiz 5 voltas, num percurso de mais ou menos 1.700 metros, e acabei com o Hugo Sacramento da 'Fundação VCS'.

Foto: AMMA

A nossa 'Fundação' mais uma vez presente e com o convívio final demos mostra que, quando se quer, no local de trabalho também se pode pôr as pessoas a mexerem-se. O próximo encontro agendado, será na Meia-Maratona da Areia na Costa da Caparica.

'Fundação VCS'. Foto: Liliana Pais