6.7.11

Treinar para a UMA


Tema do Filme 'Tróia'

Férias são férias mas não se pode descurar o físico pois a Ultra Maratona Atlântica Melides/Tróia (43 km em areia) está perto e, como prova bem exigente que é, exige que se esteja minimamente preparado para a enfrentar.


Assim, em doses reduzidas, aproveitei para fazer três treinos na areia da praia do Alvor...

Uma pequena pausa

... e duas em estrada, Alvor/Portimão/Alvor.

na "Má Partilha" - Portimão


Se há situações que aprendi a gostar foi o de subir serras e se não há serras há falésias. Na Praia da Marinha na Lagoa, subi até ao alto da falésia e mais uma vez desfrutei ver aquilo que tanto gosto... O mar!

na falésia


No entanto sei que a preparação ainda está longe do que é necessário para percorrer os 43 km e como não há musas que nos ajudem a não ser pernas nossas, o treino continua agora nas praias da Costa da Caparica.

Vai ser dar no duro e, talvez, devido à proximidade do evento, não consiga o resultado esperado, fazer em menos de 6h, mas acabar já será bom. No ano passado foram necessárias 7h47'46'' para completar a prova, mas foi o pior piso dos últimos anos. Sei que não vai ser fácil mas se fosse fácil eu não estaria lá!

Uma palavra para aqueles companheiros que este ano não vão lá estar por razões diversas, entre os quais, os amigos Joaquim Adelino e Vítor Veloso. A eles dedicarei esta prova, espero que a consiga acabar porque eles merecem.

17.6.11

Sapatos de Corrida



As imagens que vos apresento, retiradas do site da Proteste, dá já os conselhos necessários para quando forem adquirir uns sapatos para correr, saibam ao certo o que irão comprar.

Clicar na Imagem e depois nos números

Saber o que é ser pronador, neutro ou supinador, basta olharem para o sapato de passeio que utilizam frequentemente. Se o gasto do tacão for muito GRANDE do lado de fora será por certo um pronador, se o gasto do tacão for do lado de dentro é supinador, se o gasto é mínimo é neutro (as imagens são elucidativas).

É importante saber que tipo de pé temos, para comprar o sapato adequado.
O sapato deve ser sempre comprado ao fim do dia e nunca pouco depois de se levantar. Durante o andar o pé aumenta de volume e é esse aumento de volume que vai ocasionar as tais lesões nos pés, como unhas negras, bolhas de água ou de sangue, caso compremos sapatos em alturas inadequadas.

Depois de escolhido o modelo (não vale ser o último “grito” da moda, muitas vezes são caros e o efeito é nulo), há que calçar os dois sapatos, chegar o pé à frente de forma que toque na frente do sapato (que toque e não que dobre os dedos dos pés. Atenção às meias, se escolher um sapato com meias finas serão SEMPRE estas meias a utilizar e não meias grossas. É que a grossura da meia também faz a diferença na escolha do sapato). Encostado o pé à frente, colocámos o dedo indicador entre o calcanhar e o contra-forte atrás. Se o dedo entrar bem (não muito folgado, nem muito justo) é o sapato ideal (atenção que tem que ser o mesmo nos dois pés, pois os nossos pés também diferem um do outro).

O sapato terá que se “fazer” ao pé. Não é comprar hoje e correr com eles amanhã. Tem que ter uma rodagem de cerca de um mês para que o pé se habitue às características do sapato e o inverso também.

Para quem não é corredor tipo profissional, o melhor sapato a comprar é o MISTO, tanto dá para treinos como para corridas. Utilizei diversos tipos de sapatos para provas e para treinos, agora utilizo estes, o meu tempo de glória já passou.

Nunca se deve lavar os sapatos de corrida na máquina de lavar, devem sempre ser lavados à mão com água tépida e sabão azul e branco. Nunca devem ser secos nem na máquina de secar nem ao sol, sempre à sombra. O mesmo para as meias próprias para correr.

Até Breve!

_______

13.6.11

Mini Trail Sesimbra


Confesso que gosto da malta que organiza estas provas de trilhos. Já o disse aqui e volto a reafirmar. É necessário espírito de aventura para andar em serras e montanhas procurando caminhos e escolher os percursos por onde irá desenrolar a prova. Depois cabe a nós ‘trailianos’ terminá-la ou não. Tudo depende do nosso espírito de sacrifício.

Como penso que não tenho preparação adequada para fazer 50 km resolvi participar nos mini-trilhos com cerca de 20 km.

Acredito que há alturas que tudo pode correr mal a uma Organização. Por mais que tentem não conseguem acudir a todos os ‘fogos’ quando os mesmos estão distantes uns dos outros e o pessoal é pouco. Mas não são só os da Organização que falham, há corredores que de corredores têm muito pouco, ou eu sou um lírico quando acredito nas pessoas e penso que todas as pessoas deveriam ser leais em competição.

É inconcebível o que aconteceu no domingo. Aquilo é uma falta de respeito para quem faz a prova na sua totalidade. Como conhecedores da zona, cortam caminho e aparecem ao lado de quem vai à frente vindos do nada. Sei que isso aconteceu no Ultra Trail.

Um dos fatores que me dei conta do que estava a acontecer foi num local em que todos nós paramos pois não sabíamos por onde ir.

Aqui parados sem saber que caminho seguir. Foto:Mário Lima

Iríamos de novo em direção à Pedreira? Havia uma seta que indiciava isso, mas estaria correta? Por ali já tínhamos passado na ida. Para baixo não podia ser pois até à meta seriam perto de 3 km e ainda nos faltavam uns seis para fazer os 20 km. A maioria encaminhou-se para uma estrada lateral, disse que não devia ser por ali pois não haviam fitas, mas alguns sabiam que ali ia ter ao Castelo e seguiram caminho. Outros vi, que escapuliram pela encosta abaixo em direção à meta sem irem ao Castelo de Sesimbra. Tento ligar ao Eduardo mas não havia rede na zona. E neste impasse chega a Margarida que me diz que tínhamos que ir de novo à Pedreira e apanhar o trilho para o castelo. Foram chamados os que iam pelo caminho errado, uns vieram para trás e tomámos o rumo certo. Nesse momento sucedeu algo inexplicável, que só pode dizer que há momentos que acontecem porque têm que acontecer e não há explicação plausível. Quando começamos a subir ouço uma voz a perguntar quem tinha água. Depois ouço: «Vou pedir aqui ao Mário». Olho para trás e vejo o grande Amigo Luís Mota. Não tinha havido o abastecimento aos 40 km e ele estava sequioso. Bebeu da minha ‘limonada’ caseira, foi um prazer ver este Amigo subir naquele seu ritmo e cada vez era mais um pontinho no horizonte. Parabéns Luís pelo teu 1º lugar, és um grande Campeão!

O Luís Mota mesmo no alto da subida, mal se vê pois tem equipamento escuro. Foto:Mário Lima

Depois encontramos locais sem fitas. Os caminheiros diziam que era por ali, e o nosso grupo por ali foi. Ouvimos pessoal em cima e era outro grupo que ia na estrada enquanto nós íamos por silvas e matagais. Vejo o Carlos Fonseca com fitas na mão. Pelo seu ar verifiquei que algo mais tinha acontecido. Alguém tinha retirado as fitas. Assim não há Organização que aguente. Foi vista uma senhora a retirar fitas e colocá-las num poste de iluminação. Outra retirou as fitas já a seguir ao Castelo pois disse que não tinha dado autorização para que a prova passasse pelos terrenos dela (já estava na meta quando isso foi contado pelo Renato Cruz ao Eduardo. Lá vai ele serra acima tentar resolver o problema).

Haviam pontos de controlo nos abastecimentos, aos que prevaricaram e não fizeram todo o percurso, que sejam retirados das classificações e que o ‘Mundo da Corrida’ não os aceite em futuras provas. São batoteiros, não respeitaram os companheiros que fizeram a prova toda, com muito suor e sangue pois havia quem estivesse todo esfolado (a Analice é prova disso) por terem caído em locais que, se calhar, os tais batoteiros não passaram.

A prova é dura. Mesmo os mini trilhos foram duros. Terreno com declive acentuado, onde os ténis não conseguiam agarrar o terreno tão deslizante este estava. E não havia nada onde segurar a não serem umas silvas que era o que havia para não ir por ali abaixo. Ali faziam falta umas cordas.

Começo da descida perigosa, mas vejam a maravilha do local. Foto:Mário Lima


Tive esfoladelas e arranhões, três aparatosas quedas nesse trilho, depois saibro solto…

Esta foto tirei-a, estava no chão, depois de mais uma queda. Foto:Mário Lima

… e uma subida de puro montanhismo. Para quem diz que há uma ‘parede’ na prova do Guincho veja esta imagem e tire as conclusões devidas. Aquilo ao pé disto não é nada.

Subir de 'gatas'. Foto:Mário Lima

A caminho do Castelo, num trilho estreito, passaram tipos de BTT que, à velocidade que iam, se têm o azar de bater num de nós era certo e sabido que alguém estaria no hospital a esta hora. Passaram na gáspea e depois pararam num largo no fundo do trilho. Vamos lá perceber a pressa que estes fulanos tinham para nos colocarem em risco.

Foi na companhia da Ana Pipio, Eunice Guerreiro e Rosa Maria Afonso que fiz quase a totalidade da prova. Para elas o meu Obrigado pela entreajuda que houve.

Trio Maravilha. Foto:Mário Lima

Relativamente ao que aconteceu no final também é merecedor de reparos. Houve quem da mini tivesse tido direito à placa comemorativa do evento, todos nós que acabámos nessa altura a recebemos (mesmo que se dissesse que lá estava 1º Ultra Trail, foi-nos referido que podíamos levar na mesma), assim como a foto da chegada. A foto foi-nos tirada independentemente de ser da Ultra ou da Mini. Mas sei que nem todos da Mini tiveram a placa (foi-lhes dito que não chegavam para os da Ultra, mas se não chegavam não davam aos da Mini) assim como foi recusada tirarem a foto a quem chegou antes de nós. Está mal!

Há uma coisa que quero aqui realçar, as paisagens maravilhosas! Obrigado a quem nos oferece provas assim. Retificar o que está mal, mas que nunca desanimem. Vejam o vídeo pois correr e descer aqueles trilhos, subir falésias com a máquina fotográfica na mão, requer um grande esforço, mas o meu prazer é enorme em saber que vocês irão gostar das fotos que tirei.

7.6.11

Corrida do Oriente 2011

Estava um calor abrasador. O Pára, à sombra da 'azinheira', tirou-me a foto da ordem.

Foto:Joaquim Adelino

A Susana mais o seu pimpolho, marcaram presença. Corredores deambulavam por ali num encontro de amigos, num apertar de mãos.

Devido a atrasos diversos o início da prova foi alterada para as 10h15' quando o previsto era às 10h.

Fábio Dias e Hamilton, o José Melo, Henriqueta, Jorge, Hugo Adelino, João Melo e tantos mais aqueciam ou resguardavam-se da canícula (Filipe Fidalgo em aquecimento na longa fila para levantar o peitoral). O amigo Vitor Moreira permanecia à sombra da árvore (soube depois que tinha uma hemorrogia nasal, talvez devido ao calor). Só no fim é que vi que também estavam os amigos João Lima e José Lopes presentes.

Muita gente, mais que nas edições anteriores. Dado o tiro da partida foi o tentar desenvencilhar-me de tantos que estavam há frente que em vez de correr já iam a andar. Cansei-me de fazer zig-zag. Ao fim de dois km já estava saturado.

Aqui com Fernando Siva, o "Mister". Foto:Joaquim Adelino

Ao fim de 5 km perguntava a mim mesmo o que fazia ali e ao fim de 10 km estava estourado.

Aqui com o Hamilton Dias. Mão na cintura significa extremo cansaço. Foto: Fábio Dias

O meu cronómetro, made in "Corrida de S. João do Porto", marcava 52'17'', tempo oficial 53'08''.

A prova é bonita, pena é o afunilamento inicial e as pessoas colocarem-se lá à frente quando deveriam colocar-se lá muito para trás. Mas disso a Organização não tem culpa. Mais uma caneca a juntar à de 2010 e pró ano vou ficar meia-hora lá à frente faça chuva faça sol. Também tenho o direito de me considerar um 'craque'.