5.12.11

Maratona - Objetivo Cumprido!



Depois de uma longa ausência (14 anos) o regresso à mítica distância de 42,195 km, a Maratona.

O objetivo do meu regresso era o de ajudar um companheiro a concretizar um sonho, o de fazer, pela primeira vez, a Maratona.

Confesso que estava um pouco hesitante na minha prestação. Mesmo depois tantas outras provas de igual distância (Melides/Tróia) ou de grande dificuldade como o são as provas de trilhos, era com ansiedade que aguardava este dia. Mas parece que quanto mais se pensa que as coisas poderão não correr bem é quando elas correm melhor. Foi um espetáculo, não pelo tempo final (devido a uma série de situações) mas pela frescura com que concluí esta prova.

No início lá estava a equipa que iria do princípio ao fim para apoiar a estreia dos dois novos maratonistas (juntou-se depois um terceiro, o Ivo Rosa).

Henriqueta, Carlos, Jorge, eu, José Lopes e a presença do Joaquim Adelino. Foto: José Lopes

O andamento foi um pouco superior ao que estava delineado que eram 6´/km. Mas estávamos em sincronia e sem esforço aparente para qualquer dos participantes.

Perto de Belém o grupo compacto. Foto: Lu Alves

A prova decorria com boa disposição e os km eram bem palmilhados, um dos estreantes começou a apresentar dificuldades tendo ficado o Carlos para trás para o ajudar enquanto eu e Henriqueta continuávamos a 'apadrinhar' o nosso 'afilhado'.

Aos 35 km, começaram as dificuldades para ele mas sempre tentando não parar o que aconteceu. Andando e correndo fomos indo. Na subida da Alameda, como estávamos a perder o ritmo e a ficar com frio, e incentivados pelo nosso companheiro, eu e a Henriqueta corremos até ao portão de entrada do Inatel onde aguardaríamos a chegada dele para cortar a Meta. Foram dois km em bom ritmo (até nem parecia que tínhamos já 40 km nas pernas) e à entrada fomos aguardando pelos companheiros. Vem o Carlos mais o Jorge e a Henriqueta acaba a prova com eles.

Eu aguardo e vejo o Joaquim Adelino, o António Almeida (um bom regresso do António depois da lesão) em apoio ao José Lopes. Junto-me ao grupo e os três (o António saiu antes, já que tinha terminado a sua prova) finalizamos de braço no ar a estreia deste novo Maratonista.


Foi uma prova muito agradável, infelizmente já não havia nem sumos nem massagens para os que chegaram 'fora-de-horas' para a organização, mas ficou a sensação de dever cumprido e isso é o mais importante.

No fim o descanso dos 'guerreiros' aguardando a chegada de mais dois estreantes na Maratona, os amigos Fábio Dias e o irmão Hamilton 'apadrinhados' pelo José Magro (o Ivo Rosa acabou logo de seguida).

Já em descompressão. Foto: José Lopes

Foi uma Maratona de estreias e finalizada com sucesso.

Parabéns a todos nós!

  • Classificação da Maratona


  • A nossa classificação

    21.11.11

    Longo Treino Longo

    Um título que diz tudo. Era para fazer um treino longo mas não tão longo como fiz.

    Aproveitando a 1ª Corrida D. Dinis (10 km) realizada em Odivelas, fui de casa, já em regime de aquecimento, até ao local da partida.

    de Dom Dinis, "Non chegou, madr', o meu amigo.


    Como já estava combinado, fiz a prova com o José Lopes para mais um acumular de quilómetros para a Maratona. Com subidas e descidas, foi uma prova agradável e o pretendido era fazê-la em ritmo próximo ao que se pretende para a Maratona, não a menos de 6'/km. Mas isto de provas já se sabe como é, é sempre um treino acelerado e foi à média de 5'19''/km (com os dois últimos km a 4'44'') que acabamos a prova (saí antes da Meta pois não estava inscrito).

    Saída da prova. Foto: Joaquim Adelino

    Mas o treino não ficaria por tão pouco e juntamente com mais amigos que irão fazer a Maratona, fomos até a Frielas com retorno.

    Ivo, José Lopes, Francisco Bando, Fábio Dias e José Magro (o padrinho do Fábio, para a Maratona)
    Foto: Hamilton Dias

    Pelo caminho iam ficando alguns já de regresso a casa ou ao seu meio de transporte e por últimos, eu e o José Lopes.

    Era para fazer uns 20 km acabei por fazer 25 km no tempo de 2'27'.

    Agora é só ir rolando em termos de quilometragem, (será na última semana, que se terá que abrandar em termos de tempo de treino) e assim se vai tentar fazer com que a Maratona, não sendo um ´papão', seja feita sem problemas físicos de maior.

    Foto do 'template': Mafalda Lima (esposa do João Lima). Via-se bem o nome da autora no braço, mas como reduzi a imagem...

    16.11.11

    37ª Meia Maratona Internacional da Nazaré



    Voltar à Nazaré é como voltar a casa. Sendo natural de uma terra da zona costeira, é junto ao mar que me sinto bem, mesmo que esse mar seja bravio e tenha ondas da altura de 30 metros.



    Não foi esse o caso nesta 37ª Meia Maratona da Nazaré. No Sábado o tempo até esteve ameno, o mar sereno, a noite relampejava mas o trovão não se ouvia, sinal que a tempestade estava longe.

    Mas já se sabe que em dia de prova na Nazaré, que não se apanhe uma 'carga de água' em cima não é prova.

    O dia acordou bem disposto. O ‘speaker’ de serviço até fez um auto-elogio dizendo que tinha feito um acordo com S. Pedro e que este bonacheirão se tinha prontificado em não mandar chuva. Mas já se sabe que este santo é danado para a brincadeira e quando se pensava que não havia molha eis que abre as portas do céu e foi uma chuvada tal que os únicos que se devem ter safado foram os que chegaram nos primeiros lugares. Depois foi chover até mais não. As nazarenas, que aguardavam os clientes com castanhas quentes e boas e com os doces tradicionais na marginal, lá tiveram que se resignar com a má sorte pois em tempo de crise qualquer ganho é sempre bem-vindo.


    Comecei a prova de trás para a frente procurando o amigo José Lopes para acertar o passo para a Maratona de Lisboa. Faço uma pequena paragem na prova, aquando a nova passagem pela partida, para cumprimentar pessoas conhecidas e eis que o encontro pouco depois.

    Com o José Lopes e Renato Cruz (nº624). Foto: Margarida Henriques

    Uma pequena alteração no percurso, com a inclusão de passagem pela nova ponte, fez com que os habituais ‘clientes’ desta prova tivessem mencionado o facto pela novidade. Acabamos molhados mas satisfeitos pela prestação.

    Com o José Lopes. Foto: José Lopes

    A Organização, como sempre, impecável, ano após ano vão mantendo bem viva esta prova. Um prato muito bonito alusivo à Meia, uma broa tradicional, para além da camisola, e a alegria e apoio que a gente nazarena nos dá, faz com que todos os anos voltemos para participar nesta festa do atletismo nacional.

    7.11.11

    15 km Casa Senna


    Rui Veloso-Loucos por Lisboa

    Para memórias futuras!



    A "Casa Senna" foi a primeira casa de venda de artigos desportivos em Portugal, a qual, ao longo de 170 anos, teve a honra de ser nomeada fornecedora da CASA REAL, pelo Rei D.Carlos, cuja ordem, por curiosidade, se transcreve:

    «Eu El Rei faço saber a vós António Maria José de Mello Silva Cezar e Meneses, Conde de Sabugosa, Par do Reino, Gra Cruz da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo e de outras estrangeiras, Gentil Homem da Minha Real Camara e Meu Mordomo Mór: que attentas as circunstancias que concorrem na Viúva de José Alexandre de Senna, com estabelecimento nesta cidade de Lisboa, de bilhares e jogos diversos, Hei por bem e Me Praz Fazer-lhe mercê de a Nomear Fornecedora da Minha Real Casa, dos artigos do seu comércio sem vencimento algum pela Fazenda Real, gosando porém de todas as honras e prerrogativas que lhe competirem e podendo com este titulo collocar as Armas Reaes Portuguezas no frontispicio do seu estabelecimento. Mando-vos a façais assentar no Livro da Matricula dos Moradores da Minha Casa em seu titulo como dito fica.»
    Paço em nove de Julho de mil novecentos e três.


    Em 14 de Abril de 1991 realizou a sua primeira prova de atletismo denominada «15 KM DA CASA SENNA».

    Participei nesta prova sete vezes (1994/5/6/7/8/9 e 2002). Era uma prova que se realizava em Abril, passou para o mês de Maio, e reunia um grande conjunto de atletas, muitos de 1º plano.

    Depois acabou. Penso que a última prova foi em 2004.

    Tinha o seu início na Rua Nova do Almada (perto do Tribunal da Boa-Hora) e terminava na Rua do Crucifixo

    1996, 6ª edição da prova. O tempo estava a ficar feio. Depois da prova começada, muito vento e chuva. Já no retorno (a prova decorria na 24 de Julho, local onde o vento contrário se fez sentir com mais força) vejo em grande dificuldade a Luísa Almeida vencedora do ano anterior. 'Colo-me' a ela. Foi uma luta contra os elementos até ao fim. Sempre à frente da Luísa, a fim de lhe 'cortar' o vento e poder ajudá-la a chegar à Meta em 2º lugar (nessa altura já a vencedora, Lucília Soares, ia a uma boa distância), fomos vencendo os km.

    Lembro-me de, no 'Cais do Sodré', me faltar o ar tal a força do vento que me impedia de respirar como devia ser.

    Terreiro do Paço e a Luísa sempre ali. Último km, o 'sprint' final e, ofegantes, passamos a Meta lado a lado.


    Estava garantido o 2º lugar. Um abraço e um agradecimento pela ajuda. Dois minutos depois chegava a 3ª classificada.

    Fizesse o tempo que fizesse; chuva, granizo, frio, sol de queimar, eu estava ali na partida, o que não acontece nos tempos de hoje. As provas em que participo são em menor número e cada vez menos em alcatrão. Outros tempos!

    Melhor tempo nos "15 km da Casa Senna" - 1995 - 53'13'' - 53º da Geral e 7º no escalão.

    P.S. - Para consulta de resultados desta e outras provas, recomendo este 'site' do João Lima. Um trabalho de pesquisa notável.

  • Atletismo