18.4.12

II Mini Trail de Sesimbra

Participei este domingo no II mini trail na distância de 20 km, conforme já o tinha feito o ano passado, com início no mesmo local mas corrido em sentido contrário a partir da pedreira, com a organização impecável da Associação "O Mundo da Corrida".

Uma prova que me correu lindamente, não só pelo facto de ver já locais meus conhecidos do ano anterior, como também por me sentir fisicamente mais bem preparado.

Sem esquecer o lado lúdico, levei a minha máquina fotográfica, e parando e arrancando 39 vezes, tantas quantas as fotos que tirei durante a prova, fiz este mini trail com paisagens magníficas e trilhos soberbos.

O início da prova fez-se através da praia



Subida pela escadaria



Descida...



até perto da "Praia do Cavalo"



Uma subida espetacular (pena esta imagem reduzida não vos dar a real perspetiva da magnitude desta subida)


Paisagens maravilhosas



Companheiros de corrida nos abastecimentos



Depois de muitos km percorridos, o regresso pela pedreira



Passagem pelo Castelo de Sesimbra onde nos aguardava mais um abastecimento e a nossa fotógrafa



Saída do Castelo



... E a prova finalizou como começou, através da praia.



O Campeão Luis Mota



Na prova feminina ganhou Xhervelle Chantal.

Os meus dados

Km: 21.010

Tempo: 2h37'58''

Fotos: Mário Lima

10.4.12

Video dos III Trilhos de Almourol

Para memória futura, aqui fica o meu Vídeo da minha primeira maratona em trilhos.

1.4.12

A conquista do Castelo de Almourol



Pelo 3º ano consecutivo iria participar nos Trilhos do Almourol. Desta feita seria uma Maratona, a distância mais longa em trilhos, que alguma vez teria que percorrer. Sabia que era uma prova do Catano, do Camandro e do Caneco (como diz o José Brito). Vencer os 42 km (foram 43) em montanha não seria tarefa fácil ainda mais para mim que não faço qualquer preparação específica para este tipo de corrida.

Com uma Organização impecável, a prova teve início (como nos anos anteriores) na Aldeia do Mato. Ali os elementos da Associação “O Mundo da Corrida” tiraram a foto da praxe para mais tarde recordar.


Início da prova às 10h. O céu encontrava-se ligeiramente nublado e a humidade era muita. Depois foi a aventura. Subir, descer e a descida para a Barragem do Castelo do Bode. Estava ansioso para voltar a ver a ‘minha’ bateira. Ia chamando a atenção de quem comigo ia para esse momento. E ali estava ela. Serena, pelo 3º ano consecutivo a vejo, no mesmo local, quase à mesma hora.


Na companhia de alguns atletas, continuo a minha aventura. Alguns trilhos desconhecidos devido ao aumento da quilometragem e pelo parar aqui e ali, para mais uma foto, vou-me desgastando. Passo a ponte feita sobre o rio Nabão pela Escola Prática de Engenharia.


Que diferença da 1ª ponte que passei na 1ª edição. Nesse ano choveu a bom chover e os rios saíram dos leitos. Agora os rios não são mais que uns ribeiros e eu iria ver, mais tarde, o quanto isso era verdade.

Sigo com um numeroso grupo depois do 2º abastecimento. Vou à frente, num estradão verifico que não via fitas há já algum tempo. E é assim que o pessoal se perde. Os que vinham atrás também não repararam que não estávamos no caminho correto, vieram todos atrás de mim. Parando disse ao grupo que não havia fitas para voltarmos para trás. Pouco depois entramos no trilho certo. Se era o 1º fiquei em último e nunca mais recuperei.

Fiz depois, a maior parte dos trilhos sozinho. Em Constância surgiu-me a Dina Mota, mas depois de descer no cordame e umas fotos, lá seguiu ela o seu caminho. Subo uma escadaria e penso que em cima iria haver o 3º abastecimento com vista para Constância como no ano passado e, como nessa altura, pensei em desistir. Felizmente não era ali o abastecimento. Uma viragem para um novo trilho e eis o abastecimento ao km24. Comi e as forças voltaram, talvez devido a ser um abastecimento de sólidos. Sigo caminho, não iria desistir, sabia que iria acabar a Maratona.

Uma ramagem escondia aquilo que queria ver, o Castelo de Almourol. Não sei a razão, mas sempre que vejo este Castelo ali no meio do rio fico empolgado.


E desta vez a surpresa boa mas, ao mesmo tempo, má. Uma pequena ponte ligava as duas margens. Sem água era fácil passar para o lado do Castelo e ali tomei-o de ‘assalto’. Nas edições anteriores muito se tinha falado nessa possibilidade e desta vez concretizou-se por que não há água. Os rios estão quase secos.


Faltava ainda um desafio, o derradeiro, subir a “Delta da Lebre”. Desta vez foi mais fácil, não havia as “pedras rolantes” dos anos anteriores. Com mais dois companheiros, fomos entreajudando para vencer os km que faltavam.

Com Miguel Lopes e Telmo Pinto. Foto: Rogerio Alpine Morais

À chegada, notei que as fitas estavam direcionadas para um local diferente do ano anterior. Entro, ao fundo leio, numa placa, “balneários”. Será que isto acaba ali ou vou já tomar banho? Pergunto a um elemento da Organização se não estaria enganado. Não, ao fundo teria que voltar à esquerda (as fitas indicavam isso). De repente vejo-me a entrar no pavilhão onde estava o insuflável da meta. Foi um acabar em beleza, numa prova maravilhosa.

Parabéns a toda a Organização. A sinalização impecável, trilhos para todos os gostos, vistas magníficas, abastecimentos e pessoal do melhor e assim fiz a minha 1ª Maratona de Trail. Este “azulejo” comprova isso. Honra aos vencedores, que foram todos aqueles que venceram tamanho desafio.



Tempo: 6h44'02''
Km: 43,340

20.3.12

I Trail de Penafirme



Um Trail magnífico, com sobe e desce constante, subidas íngremes, escarpas, descidas técnicas, vistas espetaculares, dunas, mar, mas que não valeu, pois não houve classificação final. Problema nas fitas orientadoras, iguais em todas as provas (caminhada, mini-trilhos e trilhos), originaram enganos no percurso da maioria dos atletas. Nem todos percorreram os 30 km e a Organização resolveu não atribuir classificações.

Eu fiz toda a prova. Não me enganei uma única vez. Segui a orientação das fitas. Fitas à esquerda no meu trilho, virar à esquerda, mesmo que hajam num outro trilho fitas à direita, fitas à direita virar para a direita mesmo que hajam outras à esquerda. Só houve uma pequena paragem num local que deixámos de ver as fitas. Mas eu e a Célia Azenha, com os restantes companheiros, decidimos continuar pois quando não há fitas é sempre em frente, e acertámos.

Demorei 4h19’14’’. Um esforço que valeu a pena pelas fotos que tirei. É um problema ir com a máquina na mão, subir aquelas rochas, terrenos desnivelados com piso de areia, trilhos com pedra solta, onde um pequeno escorregar, e não se poder agarrar como deve ser, pode ser a 'morte do artista'. Mas, olhando para algumas fotos que tirei, ou que pedi para tirar, sinto que valeu a pena!

Para mim foi e é indiferente a classificação. Para os que lutam pelos primeiros lugares claro que isso é importante.

Esta prova tem 'pernas' para andar, basta, à Organização, retificar o que de mal correu. Foi o seu primeiro trail, há que lhes dar o benefício da dúvida!

As fotos estão aí. Dão uma ideia do que foi a prova, mas não tira o prazer de nela ter participado. Escalar a serra, atravessar uma gruta, o verde dos campos, os riachos, os agricultores a amanhar a terra, o sentir a areia debaixo dos pés, ver o que resta do antigo convento de Penafirme, subir e descer dunas, sentir o cheiro do mar, só lá estando.

... E os companheiros. Com companheiros como aqueles, provas destas são outra coisa! O Pára (Joaquim Adelino que correu lesionado), a Célia Azenha, o Carlos Coelho, a Dina Mota, o António Pinho, e muitos outros que fizeram desta prova, um "agradável passeio" pela natureza. No fim todos se queixavam da dureza da prova, mas com vontade de voltar de novo para mais um trilho, num outro local qualquer.

A Associação "O Mundo da Corrida", a qual pertenço, esteve bem representada nas três provas, com algumas estreias. Infelizmente a prova não deu em nada, mas ficou bem assinalada esta nossa passagem por este I Trail de Penafirme.

Video - Autor:Pedro Sequeira