3.5.12

31ª Corrida 1º de Maio

Zeca Afonso - "O País vai de Carrinho"Letra da canção

No "Dia do Trabalhador", feriado a que todos os trabalhadores deveriam ter o direito a o desfrutar, houve pingos que não foram de chuva para alguns e um povoléu que em vez de estar a comemorar o dia que lhes foi com muita luta conseguido, perde horas em filas, sopapos, em gritos de histerismo coletivo obrigando, com a sua atitude, a fazerem aos outros aquilo que não gostariam que lhes fizessem, trabalhar no dia ao trabalhador consagrado e que tantas mortes causou. E não me venham com a cantilena que foi por fome, pois o que mais depressa se esgotou, foram as bebidas alcoólicas. Dizia o velho ditador que o vinho dava de comer a um milhão de portugueses. Agora é o álcool que 'mata' a fome a esse milhão.

Corrida Internacional 1º de Maio

Organizado pela CGTP, todos os anos faço questão de a fazer. Não por razões partidárias mas sim por que é o meu dia. E nada melhor que estar ali convivendo com os amigos e fazer desta prova uma festa.





Há muito que não fazia uma prova assim. Sentia-me solto e aproveitei para impor um ritmo forte dentro das minhas possibilidades atuais, abaixo dos 5'/km.

Sabia que me esperava a tal subida da Almirante Reis que, sem ser de grande desnível, é extensa. Nunca fui grande "trepador" e fosse a 5' ou a 6'/km o efeito seria o mesmo. Dizer que vão mais lentos para se resguardarem para a subida é o mesmo que dizer que quem corre a 3' faça o favor de o fazer a 4' porque na subida terão mais força para fazê-la sem quebras. É nato nas pessoas, uns são bons velocistas, outros trepadores e quem consegue conjugar estes dois fatores é campeão. Se todos nós tivéssemos nascido Carlos Lopes as corridas seriam uma pasmaceira, começávamos e acabávamos todos ao mesmo tempo. Ainda bem que assim é!

Fiz a subida possível. Não parei uma única vez, mas perdi cerca de 30''/km ao tempo que vinha fazendo. O normal!

Depois do Areeiro voltei ao ritmo anterior e foi um acabar em beleza no Estádio do Inatel.



Aplausos e incentivo dos amigos que ali estavam, aplausos meus aos amigos que iam chegando



Abraços...





... E com o tempo, no meu "Garmin", de 1h11'17'' para 14820 metros, a um ritmo médio de 4'48''/km fiz o meu 15º 1º de Maio.

Melhor tempo nesta prova, 56'41'' em 1992.

  • Fotos: Carlos Renato, Joaquim Adelino, Isabel Almeida, Luís Parro e António Melro Pereira (AMMA)


  • Classificação e tempos oficiais
  • 27.4.12

    35ª Corrida da Liberdade



    Mais uma vez participei nesta Corrida que sendo alusiva a uma data que muito diz a quem pela Liberdade lutou, seria de esperar uma maior adesão.

    Partida, como tem sido nos anos antecedentes, no R.E.1, posto de comando da Revolução de Abril, e a meta nos Restauradores teve, este ano, a participação do "GRUPO MOTARD FOGE COM ELAS".

    Pela primeira vez não tive direito a cravo. Ou efeitos da crise ou porque cada vez mais os cravos da Revolução estão murchando e já não há cravo que resista a tanto despudor político que, cada vez mais, afunda este país de Abril no lamaçal dos interesses dos que comem tudo e não deixam nada.

    Uma prova feita em bom ritmo, com um bom registo, também devido ao facto de tentar ajudar um companheiro a bater o seu record pessoal aos 10km, o que conseguiu em parte pois a distância de 11km não estava bem aferida.

    Enquanto isso, o povo continua sereno e, com essa atitude, ajudar o grande capital a 'matar' a Revolução.

    25.4.12

    3º Raid Atlético Vale dos Barris



    ... E pelo 3º ano seguido faço o pleno: Sicó, Almourol e Vale dos Barris. Provas que fizeram a diferença entre 18 anos de alcatrão e dois anos de natureza. Nada tem de igual. A camaradagem é outra, o convívio é do melhor, não há a fobia de terminar a prova e ala que se faz tarde.

    Quando vejo as minhas fotos de estrada estou, quase, sempre só. Quando vejo as fotos dos trilhos estou quase sempre acompanhado, e mesmo quando estou só, tenho a natureza a envolver-me, o piar dos pássaros, o restolhar na erva, um coelho que atravessa, as ovelhas pastando, o grito do pastor, o cão que corre, o latido que se ouve para levar a ovelha tresmalhada de volta ao redil. O mesmo acontece hoje aos homens neste 25 de Abril. Os cães ladram e o povo abaixa as orelhas.

    Vale dos Barris.

    Uma prova que no fim de tanta canseira, tanta subida, tanta descida, de uma corda cortada e roubada numa descida ingreme que me fez cair, uma duas, três vezes e um torção no corpo que provoca aquela dor que dói e se deseja não voltar de novo a descer, a subir e ter tanta canseira. Mas no ano seguinte voltamos lá e tudo volta a renascer, como se de uma primeira vez se tratasse.

    Com Xhervelle Chantal


    ... Os moinhos sempre presentes



    ... E as canseiras também



    Tanto se sobe...



    Como se desce



    Mas a natureza sempre presente



    ... E o convívio final



    ... É do melhor que se leva, nesta e noutras provas como esta.

    Até pró ano...