3.5.12
27.4.12
35ª Corrida da Liberdade
Mais uma vez participei nesta Corrida que sendo alusiva a uma data que muito diz a quem pela Liberdade lutou, seria de esperar uma maior adesão.
Partida, como tem sido nos anos antecedentes, no R.E.1, posto de comando da Revolução de Abril, e a meta nos Restauradores teve, este ano, a participação do "GRUPO MOTARD FOGE COM ELAS".
Pela primeira vez não tive direito a cravo. Ou efeitos da crise ou porque cada vez mais os cravos da Revolução estão murchando e já não há cravo que resista a tanto despudor político que, cada vez mais, afunda este país de Abril no lamaçal dos interesses dos que comem tudo e não deixam nada.
Uma prova feita em bom ritmo, com um bom registo, também devido ao facto de tentar ajudar um companheiro a bater o seu record pessoal aos 10km, o que conseguiu em parte pois a distância de 11km não estava bem aferida.
Enquanto isso, o povo continua sereno e, com essa atitude, ajudar o grande capital a 'matar' a Revolução.

25.4.12
3º Raid Atlético Vale dos Barris
... E pelo 3º ano seguido faço o pleno: Sicó, Almourol e Vale dos Barris. Provas que fizeram a diferença entre 18 anos de alcatrão e dois anos de natureza. Nada tem de igual. A camaradagem é outra, o convívio é do melhor, não há a fobia de terminar a prova e ala que se faz tarde.
Quando vejo as minhas fotos de estrada estou, quase, sempre só. Quando vejo as fotos dos trilhos estou quase sempre acompanhado, e mesmo quando estou só, tenho a natureza a envolver-me, o piar dos pássaros, o restolhar na erva, um coelho que atravessa, as ovelhas pastando, o grito do pastor, o cão que corre, o latido que se ouve para levar a ovelha tresmalhada de volta ao redil. O mesmo acontece hoje aos homens neste 25 de Abril. Os cães ladram e o povo abaixa as orelhas.
Vale dos Barris.
Uma prova que no fim de tanta canseira, tanta subida, tanta descida, de uma corda cortada e roubada numa descida ingreme que me fez cair, uma duas, três vezes e um torção no corpo que provoca aquela dor que dói e se deseja não voltar de novo a descer, a subir e ter tanta canseira. Mas no ano seguinte voltamos lá e tudo volta a renascer, como se de uma primeira vez se tratasse.
... Os moinhos sempre presentes
... E as canseiras também
Tanto se sobe...
Como se desce
Mas a natureza sempre presente
... E o convívio final
... É do melhor que se leva, nesta e noutras provas como esta.
22.4.12
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