15.5.12

17ª Corrida Terry Fox


Vangelis - "Chariots Of Fire"





A primeira corrida, denominada "Corrida da Esperança Terry Fox", teve início, como a imagem o refere, em 8 de Maio de 1994 na Batalha.

Confesso que nunca tinha ouvido falar desta prova até o ano passado. Uma prova sem classificações, cada um corre ou caminha o que bem entender, as inscrições são feitas na altura, mas a finalidade é comum, angariação de fundos para a "Liga Portuguesa Contra o Cancro".

E ia-me passar de novo ao lado se não fosse receber no 'facebook' o lembrete para esta prova. Claro que não poderia faltar e, assim, sábado de manhã, lá estava no Parque das Nações para ajudar quem necessita.







Uma manhã de encontro com amigos...





Prova que deu para ajudar a bater o recorde dos 5000 metros a esta amiga, Liliana Pais...



Onde não faltou também a surpresa da pequena amiga Vitória ter feito mais de 1km sempre a correr a meu lado, com muito muito garbo e valentia...



... E finalizar com o sentimento de ter feito o que deveria fazer. Pelo meu Pai, por todos os que já partiram, por todos os que lutam contra esta maldita doença.



Por todos eles...



Até para o ano "Terry Fox"



Fotos: Mário Lima, Liliana Pais, Vitor Veloso, Isabel Almeida e Manuel António (Amma)

3.5.12

31ª Corrida 1º de Maio

Zeca Afonso - "O País vai de Carrinho"Letra da canção

No "Dia do Trabalhador", feriado a que todos os trabalhadores deveriam ter o direito a o desfrutar, houve pingos que não foram de chuva para alguns e um povoléu que em vez de estar a comemorar o dia que lhes foi com muita luta conseguido, perde horas em filas, sopapos, em gritos de histerismo coletivo obrigando, com a sua atitude, a fazerem aos outros aquilo que não gostariam que lhes fizessem, trabalhar no dia ao trabalhador consagrado e que tantas mortes causou. E não me venham com a cantilena que foi por fome, pois o que mais depressa se esgotou, foram as bebidas alcoólicas. Dizia o velho ditador que o vinho dava de comer a um milhão de portugueses. Agora é o álcool que 'mata' a fome a esse milhão.

Corrida Internacional 1º de Maio

Organizado pela CGTP, todos os anos faço questão de a fazer. Não por razões partidárias mas sim por que é o meu dia. E nada melhor que estar ali convivendo com os amigos e fazer desta prova uma festa.





Há muito que não fazia uma prova assim. Sentia-me solto e aproveitei para impor um ritmo forte dentro das minhas possibilidades atuais, abaixo dos 5'/km.

Sabia que me esperava a tal subida da Almirante Reis que, sem ser de grande desnível, é extensa. Nunca fui grande "trepador" e fosse a 5' ou a 6'/km o efeito seria o mesmo. Dizer que vão mais lentos para se resguardarem para a subida é o mesmo que dizer que quem corre a 3' faça o favor de o fazer a 4' porque na subida terão mais força para fazê-la sem quebras. É nato nas pessoas, uns são bons velocistas, outros trepadores e quem consegue conjugar estes dois fatores é campeão. Se todos nós tivéssemos nascido Carlos Lopes as corridas seriam uma pasmaceira, começávamos e acabávamos todos ao mesmo tempo. Ainda bem que assim é!

Fiz a subida possível. Não parei uma única vez, mas perdi cerca de 30''/km ao tempo que vinha fazendo. O normal!

Depois do Areeiro voltei ao ritmo anterior e foi um acabar em beleza no Estádio do Inatel.



Aplausos e incentivo dos amigos que ali estavam, aplausos meus aos amigos que iam chegando



Abraços...





... E com o tempo, no meu "Garmin", de 1h11'17'' para 14820 metros, a um ritmo médio de 4'48''/km fiz o meu 15º 1º de Maio.

Melhor tempo nesta prova, 56'41'' em 1992.

  • Fotos: Carlos Renato, Joaquim Adelino, Isabel Almeida, Luís Parro e António Melro Pereira (AMMA)


  • Classificação e tempos oficiais
  • 27.4.12

    35ª Corrida da Liberdade



    Mais uma vez participei nesta Corrida que sendo alusiva a uma data que muito diz a quem pela Liberdade lutou, seria de esperar uma maior adesão.

    Partida, como tem sido nos anos antecedentes, no R.E.1, posto de comando da Revolução de Abril, e a meta nos Restauradores teve, este ano, a participação do "GRUPO MOTARD FOGE COM ELAS".

    Pela primeira vez não tive direito a cravo. Ou efeitos da crise ou porque cada vez mais os cravos da Revolução estão murchando e já não há cravo que resista a tanto despudor político que, cada vez mais, afunda este país de Abril no lamaçal dos interesses dos que comem tudo e não deixam nada.

    Uma prova feita em bom ritmo, com um bom registo, também devido ao facto de tentar ajudar um companheiro a bater o seu record pessoal aos 10km, o que conseguiu em parte pois a distância de 11km não estava bem aferida.

    Enquanto isso, o povo continua sereno e, com essa atitude, ajudar o grande capital a 'matar' a Revolução.

    25.4.12

    3º Raid Atlético Vale dos Barris



    ... E pelo 3º ano seguido faço o pleno: Sicó, Almourol e Vale dos Barris. Provas que fizeram a diferença entre 18 anos de alcatrão e dois anos de natureza. Nada tem de igual. A camaradagem é outra, o convívio é do melhor, não há a fobia de terminar a prova e ala que se faz tarde.

    Quando vejo as minhas fotos de estrada estou, quase, sempre só. Quando vejo as fotos dos trilhos estou quase sempre acompanhado, e mesmo quando estou só, tenho a natureza a envolver-me, o piar dos pássaros, o restolhar na erva, um coelho que atravessa, as ovelhas pastando, o grito do pastor, o cão que corre, o latido que se ouve para levar a ovelha tresmalhada de volta ao redil. O mesmo acontece hoje aos homens neste 25 de Abril. Os cães ladram e o povo abaixa as orelhas.

    Vale dos Barris.

    Uma prova que no fim de tanta canseira, tanta subida, tanta descida, de uma corda cortada e roubada numa descida ingreme que me fez cair, uma duas, três vezes e um torção no corpo que provoca aquela dor que dói e se deseja não voltar de novo a descer, a subir e ter tanta canseira. Mas no ano seguinte voltamos lá e tudo volta a renascer, como se de uma primeira vez se tratasse.

    Com Xhervelle Chantal


    ... Os moinhos sempre presentes



    ... E as canseiras também



    Tanto se sobe...



    Como se desce



    Mas a natureza sempre presente



    ... E o convívio final



    ... É do melhor que se leva, nesta e noutras provas como esta.

    Até pró ano...