7.6.12

O Gesto

Corrida do Mirante - 2012

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

F.P.

... Quando ouvi que estavam a entregar os prémios precipitei-me para o local pois queria tirar uma foto ao Luís Mota no pódio. Chegado lá soube, pelo Luís, que já tinha recebido o troféu do 3º da Geral e do 1º do escalão.

Estava a tomar o café, quando o Luís e a Susan se abeiraram de mim. O Luís tinha na mão o seu troféu de 1º lugar. Olhou-me nos olhos e ofereceu-me esse troféu. Os meus olhos humedeceram perante tal gesto. Um gesto que me fez bem à alma e há minha forma de ser. Quando se dá só se pode receber, pois quem não sabe dar também não merece receber e este gesto do Luís (sobre o olhar enternecedor da Susan, do João Martins e José Figueiredo) só pode ter uma explicação, a Amizade fala mais alto que todos os outros valores.

… E como te disse Luís:

“Foi um momento inesquecível, uma coisa só explicável pela Grande Amizade e, disso não há dúvida, que fazes parte das pessoas incomparáveis!”

Obrigado Amigo!

Foto: Susan Mota

5.6.12

11ª Corrida do Mirante



Desloquei-me pela 1ª vez à Ota para participar nesta prova. Sendo a 11ª vez que ela é realizada, pergunto a mim mesmo por onde é que andava para nunca ter vindo aqui correr. Corri tão perto, Camarnal, Alenquer e desta prova nem som nem assobio.

Faço este pequeno introito porque é uma prova que deveria já ter corrido. Nem fica longe de casa e é uma maravilha. Curta, perto de 12 km e poucos metros, mas levada da breca no que respeita a subidas e descidas.

Tive logo uma surpresa, a presença da Susana filha do Adelino que, tendo sido mãe, esteve 'parada' cerca de dois anos destas lides.

Com o Adelino e Susana. Foto: Anabela Pacheco


A fotografia com os companheiros de "O Mundo da Corrida"

Foto: Anabela Pacheco


Como sempre, fui ficando para trás, pelo facto de parar para tirar fotos dos locais e companheiros e, quando me apercebi, tinha perdido o Pára e a filha de vista. Sempre na companhia da Eliana Pegoretti, lá fomos fazendo o sobe e desce desta prova. Até que, devido a uma paragem forçada, encontro de novo o Adelino. A seguir o famoso 'V' (descida acentuada logo com uma subida no mesmo ângulo) que tanto tinha ouvido referir.

Foto: Mário Lima


... que nos dá acesso ao ex-libris da prova, o "Mirante"

Foto: Mário Lima


O resto da prova fez-se no apoio à Susana que foi brilhante, depois de tão longa ausência, e acabamos os três como fazia questão que acontecesse.

Foto: Daniel Pinto


O Alexandre Beijinha e restante pessoal da Organização estão de Parabéns, deram-nos uma prova espetacular e, para acabar, um almoço no "Parque das Merendas" com churrasco "à lá Assa Tu".

Foto: Anabela Pacheco


O convívio...

Foto: Anabela Pacheco


... E o Campeão Luís Mota que, tendo sido 3º da Geral, foi o 1º no escalão.



Depois do café na companhia do João Martins e José Figueiredo, foi o regresso a casa com a promessa de, no próximo ano, lá voltar.

  • Mais Fotos e Classificação Geral
  • 28.5.12

    6ª Corrida do Guincho

    Tinha terminado às 2 horas da manhã um convívio africano, onde a música, a comida tradicional fizeram deste nosso encontro mensal uma forma de recordar outros tempos noutras longitudes. Ainda mal dormido, há que levantar e preparar-me para mais uma visita a Janes para esta prova que considero que em tão curto espaço de prova consegue congregar dois aspetos importantes para os amantes do trail, serra e mar.

    Tinha ficado de ir buscar a Analice a Odivelas e o primeiro incómodo, o alternador foi-se. Já estava a ver o caso mal parado. Felizmente deu para chegar a casa e pedir um carro emprestado para não perder esta prova.

    Lá chegamos a tempo e horas a Janes. O encontro habitual dos amigos...

    Com José Carlos Melo


    Sem o cheirinho do porco no churrasco, gastronomia que todos os anos fazia parte deste evento, deu-se início à prova. Iria fazê-la na companhia do casal amigo, José Bagina e Mónica Miguéis, estreantes em trilhos (outros estreantes conhecidos foram os companheiros José Lopes, André Tavares e Fernando Faria).



    Desta vez não levei a máquina, o percurso sendo o mesmo não iria focar nada de novo. A gruta com as tochas acesas, a serra e o mar, a tal 'parede' eram já meus conhecidos e foi na companhia deste casal, ora correndo, ora andando (em certos locais teria que ser, não só pelas subidas mas porque o trilho sendo estreito não dava para passar, mas isso acontece em todos os trails), que fui desfrutando o que de belo tem este tipo de evento.



    Passado o 'pior' da prova e verificando que o casal mantinha-se firme na sua passada, acelerei nos km finais para desentorpecer um pouco as pernas ainda sobre o efeito das kizombas e sembas dançadas nessa noite.

    No fim a foto de 'família' e mais dois companheiros se estrearam e gostaram deste tipo de provas.

    Com Mónica Miguéis e José Bagina


    O impossível de acontecer aconteceu, não por mim que não estava à espera de nada, mas pela Analice e demais companheiros que aguardavam pelas classificações finais para a entrega de prémios a que porventura tivessem direito. O que valeu foi a conversa com a Carla Pinto e João Marques enquanto se aguardava. Quase duas horas depois de terminada a prova, como não saía a classificação a Analice para não me fazer esperar mais (tinha que entregar o carro emprestado), abdicando do possível troféu a que teria direito dizendo: «Mário, troféus tenho muitos», acabámos por vir embora.

    Ah, e os 12 km referenciados, já o ano passado foi o mesmo, só tinha 11.770 metros. Mas vale a pena lá ir todos os anos, mais metro menos metro, a prova em si merece o nosso voltar.

  • Classificação e tempos


  • Excelente vídeo da prova. Autor: Pedro Sequeira

    Para o ver e ouvir (vale a pena ), desligar a "playlist"

    23.5.12

    Treino dos Elevadores


    Amália Rodrigues - "Cheira a Lisboa"

    A convite do casal amigo José Bagina e Mónica Miguéis, no domingo resolvi participar neste treino no coração de Lisboa. Não sabia ao certo o que me esperava, sabia sim que o percurso seria por locais emblemáticos, os ascensores de Lisboa.

    Calculei mal o tempo, pois o encontro era às 8h e eu já lá estava no cimo do Parque Eduardo VII às 7h30'. É o que faz ver a cidade com movimento em plena semana. A hora para o início de treino tinha razão de ser. A essa hora os elevadores ainda não estão a funcionar e como nós tínhamos que subir pela zona dos carris...

    Mas deu para recordar, enquanto aguardava, outros tempos em que Lisboa era de visita obrigatória, no que refere à "Estufa Fria", com familiares vindos de outras paragens. Com uma vista magnífica sobre o rio Tejo e já com os companheiros preparados, deu-se início a este treino.

    Com alguns dos companheiros do treino


    Um treino onde passei por locais meus conhecidos, por lá ter vivido, outros completamente desconhecidos. Conhecia os elevadores mas não o que estava para além de alguns deles.

    Descida pela Avª da Liberdade e o primeiro elevador a 'atacar' foi o da Glória. De seguida o elevador da Bica. Passagem pela Baixa e eis-nos no "Miradouro de Santa Luzia" com uma vista magnífica sobre o Tejo.



    Este treino fez-me lembrar um outro que fiz em Almada. Sempre a preocupação de irmos em grupo, se algum se nós se atrasava (isto de subir tem muito que se lhe diga), aguardava-se o agrupamento e lá seguíamos de novo. Assim sim. Um por todos e todos por um.

    A subida ao Castelo e parece que o grupo que tem participado nestes treinos, tem uma 'simpatia' muito especial pelo porteiro. Bem querem tirar uma foto com ele, mas ele, renitente, no seu uniforme de guardador não de rebanhos mas de castelo, não está para essa 'frescura'. Se os meus companheiros o queriam 'apanhar' desta vez não o conseguiram, o Castelo estava fechado. Do porteiro nem sombra.



    Subida até ao Carmo, onde se aproveitou para dessedentar quem não levava água e como quem sobe desce, nova descida para o Rossio e passagem pela "Ginginha". Era costume uma paragem neste local para beber uma. Mas parece que da última vez a ginginha não caiu lá muito bem ao grupo e desta vez só um dos companheiros estava interessado nela. Não houve ginginha para ninguém!

    Elevador do Lavra. Já o conhecia mas nunca o tinha subido. Os dois elevadores lado a lado. Subida íngreme e quando se pensava passar entre os dois para continuar, um dos guarda-freios disse-nos que não valia a pena porque a porta estava fechada. Porta num elevador? Certo é, que subidas as escadas laterais, verificámos que realmente havia uma porta que dava acesso aos elevadores. Nunca pensei que tal houvesse.

    Depois uma maravilha, o Jardim do Torel. Uma vista magnífica sobre Lisboa.



    Descidas a escadaria do Jardim, o regresso ao Parque Eduardo VII. A subida fez-se dentro do ritmo de cada um. A foto final.



    Uns continuaram a correr de regresso a casa e eu com a promessa de voltar a fazer este magnífico treino numa bela Lisboa ainda adormecida.

    Fotos retiradas do blogue do José Bagina Uma Perna Atrás da Outra, exceto a do Jardim do Torel. Foto Portal do Jardim