29.12.12

S. Silvestre de Lisboa - 2012

Para acabar o ano, voltei a participar na S. Silvestre de Lisboa.

Esta participação tem como única finalidade, o desejar a todos os companheiros um Bom Ano e nada melhor para isso que um bom convívio inicial.

Inicio da prova e com parte do grupo acima fui fazendo o primeiro km. Com a Henriqueta Solipa adiantamos ao grupo e perto do Terreiro do Paço deixei de a ver. Soube mais tarde que tinha sido empurrada por um outro atleta, se calhar com pressa de ir à missa, o que lhe originou uma série de hematomas e um joelho em mau estado. No "Campo das Cebolas" ainda fiquei ali parado a tentar ver se a via, mas foram passando tantos atletas que pensei tivesse para a frente e eu não tivesse reparado.

Fui acelerando, passo pela Mónica Miguéis, a qual acompanhei durante um pequeno período. Juntei-me ao companheiro José Marques que, de vez em quando, treina comigo e foi com ele que subi a Avª da Liberdade. A caminho do Saldanha fui perdendo um pouco de gás e o José adiantou-se.

Contornado o Saldanha e como a partir daí é a descer, foi sempre a dar-lhe até cortar a meta nos Restauradores.

Tempo chip: 00h52'38''

No fim da prova com a minha mulher

foto: João Namorado

9.12.12

Maratona de Lisboa - 2012

Para memórias futuras.

Nesta fase onde a escrita nada trás de novo, cingir-me-ei à prova em si sem muitas delongas.

Sem grandes treinos aventurei-me na Maratona, última feita nos moldes atuais.

Sendo a 6ª em alcatrão e sem pensar em tempos mas sim acabar, formei com o Vitor Veloso e Filipe Fidalgo um terceto e depois quarteto com a inclusão do Luís Parro.


Km percorridos sempre em boa disposição e uma arreliadora dor no joelho direito ia-me limitando tentando a todo o custo acompanhar o grupo o que aconteceu até perto dos 33 km. A partir daí fui perdendo terreno.


Sem nada a perder ou ganhar, percorri literalmente os últimos km sozinho. Andando aqui e ali na subida da Almirante Reis até ao Areeiro, fui depois recuperando acabando em bom plano com 4h08'09'' tempo chip.



  • O nº do dorsal está mal. O meu nº era o 1874 e não este que está no diploma.











  • 11.11.12

    Meia Maratona da Nazaré 2012

    Confesso que a vontade de escrever está a esmorecer pois com os anos que levo disto é quase repetitivo o que escrevo, tendo em conta as mesmas provas que, ano após ano, lá vou correndo. Meia da Nazaré é por si só um desafio que me leva voltar lá todos os anos (ou quase). Desta vez não fui no dia anterior como o costumo fazer, mas no próprio dia, que se faz bem pois o início da prova é a uma hora tardia (11h) o que dá para lá chegar a tempo e horas, já que a distância de onde moro até lá não é muita e a "troika" vai-nos retirando o prazer de estar a desfrutar de um hotel na magnífica terra nazarena. Tanto nos querem roubar que vão acabar por 'matar' o turismo feito de portugueses para benefício de Portugal.

    Mas há sempre histórias para contar e o curioso da situação foi na Nazaré, ter andado com a Analice à procura do carro do Nelson Barreiros onde tínhamos vindo (companheiros de viagem: José Magro, Anabela Pacheco e Analice, todos da Associação "O Mundo da Corrida"). Como era a primeira vez que não tinha ficado no hotel não me apercebi do parque onde tinha ficado o carro e ao marcar o Restaurante, perdido dos restantes companheiros, foi um problema encontrar o local. Felizmente há telemóveis, senão iria começar a prova e nós à procura do carro.

    Com a equipa do "Mundo da Corrida"

    Com o Telmo Pinto


    Dada a prova fui com o Telmo Pinto e João Martins. O Telmo sentindo-se bem foi-se, e na 1ª volta o João acabou por ficar para trás.

    Com o António Almeida. Foto: Isabel Almeida

    Até Famalicão ia bem, aguardava o retorno para dar o máximo para fazer uma prova entre a 1h40'/45'. Mas não foi isso que se passou. Foi desesperante. O vento estava forte. Queria correr e parecia que a ventania vinha de todo o lado. Mesmo tentando resguardar-me em grupos não dava. E fui andando, e fui correndo e nunca mais via a meta.

    A terminar a prova. Foto: Isabel Almeida

    Não correu como queria mas acabou-se e eu deveria saber que na Nazaré não há duas Meias Maratonas iguais. O ano passado foi chuva, granizo, este foi o vento. Haja saúde e para o ano logo se verá como será. Valeu-nos o almoço que estava uma delícia e todos os companheiros que fizeram da Meia da Nazaré uma festa.

    O grupo do almoço

    3.11.12

    20ª Corrida do Monge

    Uma prova espetacular, não só pela dificuldade como também pela diversidade.

    Há provas assim e ainda bem. Foi bom voltar ao local do 'crime'. Se no ano passado foi o que foi este ano valeu a pena!

    Subidas íngremes e que nunca mais acabavam, entre eles o famoso corta-fogo (muito estreitinho por sinal), passar entre ramagens com pequenos riachos e pontes de toros foi o máximo.

    O início foi dado às 10h30’. Logo a subida de cerca de 4,5 km (com alguns declives) fez com que me resguardasse pois sabia que algures havia um corta-fogo que, de tão badalado, me fazia prever uma subida onde requeria muito esforço, mas isto é como a tal casa que se diz pequena, quem a vê diz que afinal não é tão pequena quanto isso e o mesmo se passou com este corta-fogo, mas já lá irei.

    Foto: Paula Fonseca

    Subindo ou andando em bom ritmo, desta vez havia em tudo o que era local pessoas ligadas à organização que nos ia dando as indicações, passo no local onde a maioria se perdeu o ano passado. Aí já não havia o traço de cal no chão, havia fitas do nosso lado direito e um elemento da organização. Tudo conforme reza os 'cânones' relativamente a uma prova de montanha.

    Atingimos os 492 metros acima do nível do mar o ponto mais alto e há que descer. Com curvas fechadas e sempre dentro do arvoredo, com desníveis onde se tinha que agarrar às árvores porque os mais lentos, ou mais temerosos, à nossa frente assim obrigava pois era difícil a ultrapassagem nesses locais. Pequenos riachos, muitas pontes de toros de madeira, sempre em crescendo, vou passando alguns companheiros quando a situação assim o permite. Foi numa dessas pequenas pontes que um companheiro ali ficou parado depois de ter colocado mal o pé. Perguntei se necessitava de ajuda mas ele disse-me para seguir pois não parecia ser grave a lesão.

    Chego a uma estrada onde vejo o amigo Luís Miguel numa alegre cavaqueira com alguns ciclistas (pena é que os ciclistas também fizessem dos caminhos por onde corremos o mesmo deles, obrigando por vezes a nossa paragem para que ou eles ou nós passássemos de tão estreitos eram). Pergunto-lhe se estávamos perto do tal corta-fogo e ele disse que não faltava muito. Assim foi. Pouco depois o Luís diz-me que já o íamos subir e eu fiquei perplexo com aquilo. O tal famoso corta-fogo era uma ‘língua’ de terreno entre o arvoredo. Eu a pensar num local com uma largura imensa para que se houvesse fogo ele ali fosse ‘extinto’ e verifiquei que afinal as árvores quase se ‘beijavam’. Para um fogo saltar para o outro lado é uma brincadeira.

    Subi aquilo sem problemas de maior (já subi piores) e recebo a indicação que a partir dali é sempre a descer. Foi o máximo, subo mal mas descer é comigo. Ao entrar no alcatrão já meu conhecido e sabendo que pouco faltava para terminar, acelero ainda mais e acabo em beleza.

    A terminar. Foto: Paula Fonseca

    A ponta final com o último km a 4'26'' fez-me recuar a muitos anos atrás quando o tempo dos meus treinos era a 4'/km (aqui com mais uns 'pozinhos').

    Gostei.

    Geral: 170 (em 281)

    Escalão: 6º (em 14 no escalão M60, estou um verdadeiro SEX(agenário)

    Tempo: 01:25:24