Confesso que a vontade de escrever está a esmorecer pois com os anos que levo disto é quase repetitivo o que escrevo, tendo em conta as mesmas provas que, ano após ano, lá vou correndo. Meia da Nazaré é por si só um desafio que me leva voltar lá todos os anos (ou quase). Desta vez não fui no dia anterior como o costumo fazer, mas no próprio dia, que se faz bem pois o início da prova é a uma hora tardia (11h) o que dá para lá chegar a tempo e horas, já que a distância de onde moro até lá não é muita e a "troika" vai-nos retirando o prazer de estar a desfrutar de um hotel na magnífica terra nazarena. Tanto nos querem roubar que vão acabar por 'matar' o turismo feito de portugueses para benefício de Portugal.
Mas há sempre histórias para contar e o curioso da situação foi na Nazaré, ter andado com a Analice à procura do carro do Nelson Barreiros onde tínhamos vindo (companheiros de viagem: José Magro, Anabela Pacheco e Analice, todos da Associação "O Mundo da Corrida"). Como era a primeira vez que não tinha ficado no hotel não me apercebi do parque onde tinha ficado o carro e ao marcar o Restaurante, perdido dos restantes companheiros, foi um problema encontrar o local. Felizmente há telemóveis, senão iria começar a prova e nós à procura do carro.
Com a equipa do "Mundo da Corrida"
Com o Telmo Pinto
Dada a prova fui com o Telmo Pinto e João Martins. O Telmo sentindo-se bem foi-se, e na 1ª volta o João acabou por ficar para trás.
Com o António Almeida. Foto: Isabel Almeida
Até Famalicão ia bem, aguardava o retorno para dar o máximo para fazer uma prova entre a 1h40'/45'. Mas não foi isso que se passou. Foi desesperante. O vento estava forte. Queria correr e parecia que a ventania vinha de todo o lado. Mesmo tentando resguardar-me em grupos não dava. E fui andando, e fui correndo e nunca mais via a meta.
A terminar a prova. Foto: Isabel Almeida
Não correu como queria mas acabou-se e eu deveria saber que na Nazaré não há duas Meias Maratonas iguais. O ano passado foi chuva, granizo, este foi o vento. Haja saúde e para o ano logo se verá como será. Valeu-nos o almoço que estava uma delícia e todos os companheiros que fizeram da Meia da Nazaré uma festa.
O grupo do almoço