Vamos à prova!
Não é nem será a última vez que visito a Nazaré. Todos os anos lá vou, se não para correr para ver as suas marchas como aconteceu o ano passado. Cheguei no Sábado à tarde e fiquei no "Hotel Maré" (passe a publicidade) bem centralizado. Lá vi a “nossa” Rosa Mota, madrinha da prova que ainda tem o melhor recorde da meia-maratona na Nazaré e o casal Isabel e António Almeida. Nem sabia que estavam no mesmo hotel e foi por mero acaso que nos vimos. É o que faz ir à varanda ao mesmo tempo.
Desde 2005 que não ia lá correr devido a lesão. A primeira vez que lá corri a meia-maratona foi em 1992 com o tempo de 1h22’58’’, excepto em 1993 que fui com um meu irmão, principiante nestas lides (1h40’52’) todos os outros tempos que lá tive foram sempre de 1h22’ a 1h25’. Em 2005 (já em declínio, 1h42'34''), Sábado e Domingo foi de autêntico aguaceiro. O mar chegou à estrada, quando cortei a meta uma onda tinha lá deixado espuma.
Desta vez foi um Sábado de autêntico “verão”. Embora encoberto o tempo estava magnífico. Com a noite mal dormida devido ao “puncatapum” que se ouviu quase toda a noite, de manhã depois do pequeno-almoço há que preparar para a prova. O dia ”acordou” com vento, mas sem chuva (depois da prova choveu copiosamente).
O reencontro com vários companheiros, o Joaquim Adelino, a filha Susana, e o genro (que lhe pregaram uma boa partida), o José Magro, os companheiros do CCD, o carequinha Gilberto que está em todas (uma vez até o vi na meia-maratona da minha terra, Póvoa de Varzim).
O apito apitou várias vezes e lá partimos. Como era ainda uma distância que não tinha corrido desde a lesão, fui com os amigos Morais e Calisto que iam numa passada económica, o que me convinha. Os km lá se foram conquistando e a subida até Famalicão sempre na maior. No outro lado, já no retorno, iam passando rostos conhecidos, o António Almeida, toda a equipa do CCD (eu era o último para não variar), o Daniel, a Susana, o Andrade, incentivos mútuos e ala que se faz tarde.
Placa dos 15 km, máximo que até aqui tinha corrido (Benavente). Tudo o que conseguiria fazer depois disto seria ganho. 16, 17, 18 km, aqui os joelhos começaram a doer. Disse adeus aos meus companheiros (obrigado amigos) e depois fui quase a andar até acabar a prova. Tempo ofical 2h00’07’’ (relógio 59’37’’).
Entre os 19/20km passa por mim um sujeito todo nu. Todo não! Levava sapatilhas e um boné. Quando viu um polícia foi para trás de um carro e como tinha os calções na mão apressou-se em vesti-los. Claro que o polícia foi ter com ele e não sei como aquilo ficou, mas há cada maluco.
Ao olhar para o antes e agora para o depois é que verifico o quanto fui perdendo. O antes eram 1h22’, o depois, 2h.
Melhores tempos virão!
P.S. - O meu muito Obrigado ao Joaquim Pombeiro, mentor e organizador da prova Os 13 km da Chesol, pelo comentário deixado nesse meu tema. Quando um dia essa prova estiver de novo no calendário do atletismo nacional, saiba que é com muito gosto que lá voltarei. As boas provas nunca se esquecem e os "13 km da Chesol" está e estará sempre nas minhas boas recordações. Bem-Haja Joaquim!