Estava inscrito na Meia-Maratona que iniciaria na Praça do Comércio às 10h30’, mas a minha finalidade era estar com a malta que iria fazer a Maratona. Tendo feito já por 4 vezes é, para mim, a prova que demarca os limites iniciais da resistência humana. Meia-Maratonas há aos “milhares” por esse mundo fora, mas Maratonas há em número muito mais reduzido e atletas para a fazer não são muitos embora muitos a façam, mas na desportiva, tanto dá em fazer em 5 como em 6 horas.
O CCD de Loures tinha dois atletas inscritos para a Maratona, o Costa e o Joaquim Adelino.
Cheguei ao Estádio às 8h12’. O grupo já lá estava pois alguns elementos iriam participar na Estafeta que decorreria ao mesmo tempo que a Maratona.
Abraços aqui e ali. Conhecidos que iriam fazer a Maratona, o António Almeida, o Luís Mota, o Carlos Coelho (Parabéns Carlos, para quem começou há pouco tempo fazer já duas Maratonas, Porto e Lisboa, é obra), o Fernando Andrade apresentado pelo Joaquim) e o José Magro. Também ali fui encontrando outros conhecidos, o Fábio Dias, o Joaquim Ferreira, o Camacho, o Américo Costa e tantos outros que fazem parte das minhas memórias de dezanove anos de corrida.
A adrenalina subia consoante a hora da partida se aproximava. O grupo começou a formar junto ao insuflável da partida. Os familiares em alvoroço incentivavam os atletas, principalmente os espanhóis com o seu “venga, venga” eram os mais esfuziantes.
A partida foi dada. Foi uma confusão pois uns deram duas voltas à pista outros só uma, mas depois lá acertaram e partiram para a estrada.
Ali fiquei a tentar descortinar os conhecidos para a foto da praxe e o Joaquim quase que me “entrava” pela objectiva!
Não te vi inicialmente amigo Carlos Coelho mas tu viste-me e só te pude desejar uma boa prova.
O nosso grupo na Estafeta ficou num bom 9º lugar entre 67 equipas.
A partida, ao lado do José Lopes, foi, para mim, num local simbólico, junto ao “Martinho da Arcada” local ligado a Fernando Pessoa e que ali foi apanhado em flagrante “delitro”!
Fiz a Meia-Maratona com o Vítor Veloso cunhado do António Almeida. Pelas bermas encontrei corredores a serem assistidos pelos companheiros enquanto as sirenes das ambulâncias se faziam ouvir constantemente para prestar assistência a quem dela necessitava. O tempo (1h53'58'') para mim era o menos importante e quebrei nos últimos 500 metros. Uma pequena dor no gémeo direito (cãibra) fez com que tomasse a melhor atitude (mesmo com o incentivo do amigo Vitor Moreira),... andar esses metros finais!
... E ao Estádio 1º de Maio, data significativa da luta dos trabalhadores, foram chegando aqueles homens e mulheres, que lutaram contra os km, o vento, as rampas e como tal são todos uns vencedores!
Bem-Hajam!