9.5.10

Benfica Campeão 2009-2010

Somos Campeões


Benfica eu sou do coração
Benfica até debaixo d'água
Quem fala mal do clube Campeão
Ou é de inveja ou é de mágoa!!!



3.5.10

Corrida 1º de Maio

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.


1º Maio - Chicago

Fonte: Wikipédia

Este intróito sobre o 1º de Maio tem, para mim, a finalidade de alertar aqueles que nos insultam durante o percurso mandando-nos trabalhar e buzinando impacientes, de que deveriam guardar as energias para quem durante 364 dias nada fazem e nos chupam o suor do rosto e não para quem durante esses 364 dias trabalham para os sustentar.

De novo, como todos os anos acontece, voltei à prova que desde 1992 (56’41’’) não deixo de participar exceto por motivos de força maior. Nunca participei nesta prova pelo facto de ser organizada por determinada central sindical mas sim porque é uma forma de homenagear a mim e a todos os trabalhadores de todo o mundo. É um dia a nós consagrado e nada melhor que reunirmos com os amigos em ambiente festivo e calcorrear as ruas da capital. O pessoal do CCD de Loures, a família Almeida, a do Veloso, o Luís Parro, o Fernando Andrade, o Zé Magro e mãe, o Joaquim com os seus “muchachos”, o Fábio e o Hamilton, o Carlos Coelho, o Pedro Ferreira e o Zé Pedro, enfim tantos e tão bons amigos que isto começa a parecer uma bola de neve. Éramos poucos e agora já há uma “família” enorme de “bloggers” e não só, em jornadas de convívio que terá na meia da areia na Costa da Caparica a sua confraternização.

Comecei e acabei com o amigo João Melo. Foi “rebocado” por ele nos últimos kms pois tenho tido uma pequena dor no tendão de Aquiles do pé direito que vai-se manifestando nas subidas. Mas ele foi impecável, não me deixando ficar para trás e depois da subida do Areeiro foi o culminar já dentro do estádio com o abraço amigo por mais uma etapa cumprida no tempo de 1h15’58’’. Obrigado João!


Depois foi um aguardar junto aos amigos pelo términus dos restantes companheiros sempre com incentivos, alegria e a foto para a posteridade.

Convívio final com as pequenas Carolina e Vitória


Fiquei satisfeito em saber que mais uma jornada de convívio, em companhia de muitos destes amigos, se vai cumprir na famosa Geira Romana. Serão 50 km de franca camaradagem... e nunca mais chega o dia!

Arrivederci!



~ Outras Fotos ~




Isabel Almeida Ruth Veloso
AmmaClassificações

26.4.10

Corrida da Liberdade



Ao iniciar este meu tema quero aqui expressar a minha gratidão ao grande Capitão de Abril... Salgueiro Maia. Morreu sem nunca ter aceite um cargo político ou menções honrosas.


Salgueiro Maia foi, como os nossos "Cantores de Intervenção" (Zeca, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Francisco Fanhais, etc.), o grande obreiro dos ideais de Abril. Por eles Abril viverá, e enquanto houver um cravo vermelho no peito de alguém Abril não morrerá.


Esta prova que eu me lembre sempre a fiz desde que comecei a correr. Nem o facto de estar lesionado me impediu de nela participar. Inicialmente da Pontinha aos Restauradores, há dois anos tive o prazer de começar a prova pela 1ª vez dentro do quartel da Pontinha embora tivesse acabado nos Restauradores, o ano passado fez a ligação entre a Pontinha e o Quartel do Carmo, este ano foi em sentido contrário.

Esta prova terá que ser sempre entre a Pontinha e o Largo do Carmo. Pelos ideais de Abril, pelo caminho revolucionário que o 25 de Abril tomou, pois todo o comando estava no Regimento de Infantaria e foi no Largo do Carmo que o fascismo terminou. Agora há outros fascistas encapotados em socialistas mas isso são outras conversas.

O local no Carmo era muito estreito e embora não fôssemos muitos, foi um começar confuso e a Pontinha tem outras condições para começo de uma prova destas.

Para já peço desculpa a alguns companheiros (Carlos Coelho, Joaquim Ferreira, Umbelina, Santos, Sobral, etc.), tirei algumas fotos deles para incluir neste tema mas, infelizmente, não sei o que aconteceu já que desapareceram do pc. Terão sido as forças de bloqueio, ou uma ineficácia minha? Deve ter sido a última hipótese.

Com um começo atribulado como era de supor, fiz a minha prova com o intuito participativo, sem olhar a tempos até porque a própria organização teve que à última hora de alterar o percurso pois foi proibido o encerramento da segunda circular para Abril passar. Não faltará muito para que outros locais o sejam também.

Assim, com a companhia inicial do Pedro Ferreira e do Bragança do CUN Boston, fiz a minha corrida. Sem muitos esforços, o cumprir era o partir e o chegar...

Foto: Maria Antónia, personalização: Joaquim Ferreira

... e lembrei-me que no dia 25 de Abril de 1974, estava eu nas matas do Maiombe, junto à fronteira do Congo-Kinshasa, com uma arma na mão.



Viva Abril... Sempre!



~ Outras Fotos ~





Joaquim Ferreira AmmaMagazine

22.4.10

E Hoje?... Que Abril?!...

(Todos os aparelhos têm música, para ouvir é só clicar no play, excepto "A Trova do Vento que Passa" pois já está a tocar)


O Exílio!...

 Isolamento político... Trova do Vento que Passa

A Alvorada!...

 Primeira senha... E Depois do Adeus.

 Segunda senha... Grândola Vila Morena

A Ascensão!...

 Marcha associada ao MFA... A life on the ocean waves.

 Movimento popular... Organização Popular.

 Movimentos populares de base... Viva o Poder Popular

O declínio!...

 Fuga de ex-PIDE/DGS... Fado de Alcoentre

 Fim do período revolucionário... Eu Vim de Longe

25 de Abril de 1974

  Trinta e seis anos vão passar sobre a revolução de Abril.
Era o tempo das calças à “boca-de-sino”, dos socos, botas de saltos muito altos e grossos. Dos cigarros “Provisórios” e “Definitivos”, dos penicos em metal, louça ou plástico, dos gira-discos onde rodavam os “LP’s” e os “singles” de vinil. Do “Mundo de Aventuras”, do “Condor”, “Cavaleiro Andante” e de tantos outros livros de banda desenhada que acompanharam a nossa meninice. Dos sinaleiros e dos tostões já em decadência.

  Hoje já nada é como era. Assim, como o tempo fez desaparecer tudo isto também fará por fazer desaparecer a essência da revolução do 25 de Abril. Será mais um feriado como tantos outros que fazem parte da nossa história.

  Desaparecidas as gerações de 40, 50 e da 1ª metade dos anos 60 nada restará. Os nossos filhos, os nossos netos, terão conhecimento desta revolução através dos livros de escola. As “chaimites” de Jaime Neves e do grande capitão de Abril que foi Salgueiro Maia, irão fazer parte daquelas histórias que estudámos desde D. Afonso Henriques. Restará, depois, pouco na memória de cada um consoante a cultura que lhes ficar depois de se esquecerem de tudo o que aprenderam. Mas, enquanto existir um daqueles das gerações que referi, a revolução será sempre contada ao vivo e a cores. Mário Lima irá, enquanto a memória o permitir, recordar aquele dia em que de braço dado com Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Padre Fanhais, José Mário Branco, Fausto, cantou, fardado,... Grândola, Vila Morena!

Aos políticos deste país. Estão a tentar adormecer a Revolução dos cravos mas, cuidado, deixam-na adormecer devagarinho, não façam barulho, pois pode um dia, de novo, o povo acordar e, Abril volte... a ser Abril!

Abril de Abril

Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.



Manuel Alegre
30 Anos de Poesia

Cantores de Intervenção - Clicar aqui