27.12.10

S. Silvestre de Lisboa

Mentiria se dissesse que gostei mais desta prova este ano que no ano passado que a corri pela primeira vez. Sinceramente gostei mais do ano passado. Talvez porque haviam mais iluminações de Natal na baixa pombalina, talvez porque senti mais calor humano a sair daquele pequeno espaço do Rossio, talvez porque no ano passado corri com amigos lado a lado e este ano corri sozinho. Não gostei.

Encaro esta prova como uma despedida do ano velho junto de amigos e não foi isso que aconteceu. Ficou por dar aquele abraço a gente amiga; à família Veloso, à família Almeida (embora tivesse visto a Isabel na segunda passagem rumo ao Marquês), ao Joaquim Adelino, à família Mota (nem sei se lá estiveram embora pense que sim, o ano passado fiz quase toda a prova com a Susan, a Mariana e o Joaquim), ao João Melo, ao José Lopes, ao Brito e Otília (vi o Brito no retorno mas passou tão rápido que quando levantei a mão para o saudar já ele tinha passado, ).

Valeu-me encontrar o Carlos Coelho, o Parro e a Fernanda, o Gilberto, os irmãos Fábio e Hamilton, no final o José Melo e também que desta vez tive, a ver-me correr, quem muito comigo correu em muitas provas há já alguns anos atrás, o meu irmão mais velho, obrigado mano pela tua presença.

Depois foi o facto de ficar junto ao pano que dizia + 60. Pensava que era um separador de idades (não reparei no pormenor da sinaleca dos minutos) e como já não falta muito para lá chegar por ali fiquei. Afinal era um separador de tempo e eu nem a brincar faço 10 km a 6’ por km . Quando me apercebi já dali não podia sair e à minha frente, ao meu lado, num atropelo, estavam pessoas que iam fazer só os 3 km.

Como já o disse em temas anteriores, não sei para que servem os chips. Quando quase 3,5’ depois do tiro de partida passei a passadeira, verifiquei que estavam lá os tapetes electrónicos a assinalar a minha passagem, mas estavam lá a fazer o quê? Nada. A minha classificação final teve como base o tiro de partida e não a minha passagem pelo tapete. Resultado, tempo oficial, 53’50’’, tempo chip, 50’25’’. A classificação deveria estar pelo tempo do chip, porque esse é o tempo real e não pelo tiro de partida. Ou seja ficou à minha frente quem deveria ter ficado atrás e ficou atrás quem deveria ter ficado à minha frente. Isso é irrelevante mas a razão é para que é que servem os chips?! Deve ser só para se saber que se esteve lá e nada mais.


As “eternas” obras da Avenida Ribeira das Naus nunca mais acabam. Se na Avenida "corressem" naus teriam que ir os faroleiros à proa para ver se não havia um banco de areia ou pedregulhos a impedirem o caminho. Nós tivemos que ir às apalpadelas porque luzes nem vê-las. De resto foi mais uma prova. Depois de me libertar daquela gente que deveria estar atrás, dei por mim a correr solto e em bom ritmo. Fui cumprimentado os companheiros que ia vendo pelo caminho e acabei fresquinho admirando a minha prestação, os treinos têm sido o mínimo possível, (estive quase todo o mês a hibernar, é que não gosto do frio, se gostasse do frio tinha nascido pinguim ).

Do lado esquerdo a terminar a prova. Foto:José Gaspar - AMMA.


Este ano, no que concerne a provas, para mim acabou, pró ano logo se vê.

Bom Ano 2011

21.12.10

Boas Festas

Para todos os Familiares e Companheiros de Estrada

Bom Ano 2011__________

7.12.10

Meia-Maratona com 33 km

A minha participação na prova realizada no Domingo é o meu tributo a todos aqueles heróis que fizeram os 42.195 km da Maratona. Os da meia-maratona estão para esta prova como os da caminhada para a Meia-Maratona da Ponte, só estão ali para fazer número.

Estive no 1º de Maio para rever todos aqueles amigos que iam fazer a maratona. Desta vez, ao contrário do ano passado, poucos vi.

Depois aguardei junto ao Metro de Alvalade e começaram os amigos a passar, Vítor Veloso (estaria o Filipe Fidalgo com ele? Não o vi), Fernando Andrade, António Almeida, o José Carlos Melo e mais amigos iam passando, e o Pára que não Pára? Tinha delineado um plano, iria acompanhar o Joaquim Adelino a partir de uma determinada quilometragem. Pergunto ao Vítor quantos km’s já tinham feito e ele disse-me 5. Eram ainda poucos km para aquilo que pretendia fazer. Como não tenho arcaboiço para fazer os 42.195 km era minha intenção fazer somente 30 km e ali dariam 37 km o que era muito. Era um risco também começar num percurso que não era o meu, pois se houvesse algum azar a organização, e muito bem, não iria arcar com as responsabilidades pois eu é que estaria em falta.

Fui para o meu local de partida, perto do Cais do Sodré. Iria fazer a meia-maratona mas logo que visse o Joaquim mudaria de rumo e iria com ele.

Vou com o António Pereira em amena cavaqueira, mas sempre com o olho nos amigos que passavam. Passo os dois controles e eis que avisto o Joaquim. Despeço-me do António, dou meia-volta e lá vou com o Joaquim. Como é que este Homem aguenta tantos km e provas numa só semana é de enaltecer. Depois de estar no Domingo a subir a serra na Arrábida, na quarta na Meia da Marinha Grande ali estava ele numa Maratona.

Com o amigo António Pereira nos Jerónimos: Foto: CVR - AMMA.

E ali fomos lado a lado até ao fim. Como já tinha feito parte do percurso sabia que, em certas alturas, as rajadas de vento seriam fortes, era minha “obrigação” protegê-lo pois o desgaste era já muito mas quem tem fibra de campeão não seria por eu estar ali que não chegaria ao fim. Chegaria na mesma com maior ou menor dificuldade.

O mesmo local, o mesmo fotógrafo, mas já com o Joaquim Adelino: Foto: CVR - AMMA.

Passamos a grande Analice e aquela subida da Almirante Reis foi feita sempre em corrida. Ia olhando para o Joaquim pelo canto do olho e se alguma vez eu pensasse em abrandar o passo por cansaço meu, olhava para aquele Homem determinado já com tantos kms nas pernas e até ganhava novo alento para subir, subir e assim ultrapassamos mais um obstáculo. Os pequenos "andares" que tivemos aos 30, 35 e 40 km, não foi mais que um aperitivo dado às pernas para o correr seguinte.

Finalmente o estádio. Ali, no cortar da Meta, separamo-nos, ele para os 42.195 km e eu para a minha meia maratona de 33 km em 2h41’33’’. Nunca tinha feito uma meia tão longa.

A terminar: Foto: José Gaspar - AMMA.

Depois foi aquele abraço entre o Pára e o “Comando”. «Que nunca por vencidos se conheçam» é o lema do Pára e nunca este lema foi tão merecido.

Parabéns Adelino e todos aqueles que completaram mais uma Maratona.

30.11.10

Porto - Outubro de 1996

Durante os anos que levo de atletismo houve alturas (poucas) que fazia uma prova no Sábado e outra a seguir no Domingo. Quase sempre eram provas curtas, o que dava para recuperar bem de um dia para o outro, embora algumas com algum grau de dificuldade pois eram de subidas acentuadas.

Actualmente as provas têm sido mais espaçadas, embora com maior dificuldade e maior distância, lembrando-me dos 1º Trilhos de Sicó com 30 km e uma semana depois 40 km nos 1º trilhos de Almourol que, quem lá correu, sabe bem que foi uma prova bem difícil, devido ao facto de muito ter chovido e o terreno estar em más condições que requereu muito esforço físico para vencer cada palmo de terreno.

Porto, Outubro de 1996.

Já fui algumas vezes correr ao Porto, principalmente nas Festas de S. João. Desta vez fui lá para o 1º Campeonato Nacional de Veteranos na distância de 15 km. A prova foi realizada num Sábado à tarde, iniciava e terminava no Parque da Cidade.

Começou pelas 17 h (?). Para além de ser uma corrida citadina, passagem por várias artérias da cidade do Porto, tinha também umas subidas de respeito e aquela do Castelo do Queijo até à Avenida da Boavista era de tirar o fôlego ao mais experimentado (pensava eu) e eram duas as passagens por esse local. Certo é que nesse ano de 1996 eu estava ainda com a moral em alta devido aos bons resultados conseguidos. Sendo uma prova só para veteranos era aí que iria avaliar as minhas capacidades com muitos veteranos vindos de todos os pontos do país.

Prova começada, e penso que, mesmo com as dificuldades que tenho nas subidas, acrescida pelo desgaste nesse dia da viagem Lisboa/Porto, fiz uma prova razoável, 15 Km em 56’ 05’’ (3’44’’/km).

Aguardei pela classificação. Já noite escura e eis que surge a mesma, 45º da Geral e 22º no meu escalão de Vet1. Ora bolas, afinal o candidato a craque não passava de um normal corredor como tantos outros.

Domingo de manhã, Meia- Maratona da Póvoa de Varzim. Às 9h da manhã, ainda mal refeito do esforço do dia anterior, ali estava à partida.

Prova começada, lá vou eu todo feito fibra e gás. O gás acabou ao 18º km e só a fibra é que me aguentou até ao fim. Tempo final, 1h23’54’’ (3’58’’/km), 170º da Geral e 16º no escalão Vet.1.

Uma semana depois estava a correr os 25 km da Critérium mesmo lesionado no pé esquerdo. Outros tempos.

Aqui fica o plano de treinos desse mês.