10.1.11

Piratas em Almada

Almada à Noite

Jornal para os amantes da noite Almadense

Fundador: Um pirata
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Ano 0  -  10 de Janeiro de 2011    Jornal Noctívago    Nº 1  Preço: Grátis


Na noite de 7 de Janeiro de 2011, a cidade de Almada foi “invadida” por dezenas de piratas. Um acontecimento que levou a que cidade despertasse para um facto inédito. Ao que se deveria esta invasão? Quem seriam estes piratas? O Jornal de "Almada à Noite", habituada a outras manifestações nocturnas que não estas, enviou um seu repórter a fim de se saber o que se passou realmente nesta cidade da Margem-Sul. De caneta em riste e sem pala no olho, eis o que o nosso repórter conseguiu apurar tendo apanhado por mero acaso, pois pirata que se preze não é apanhado assim sem mais nem menos, um dos piratas quando este se deslocava para o seu navio. Vamos à entrevista possível.

AN – Sr. Pirata, pode-me dizer o seu nome e o que é que se passou para haver esta invasão pacífica nocturna da cidade de Almada?

ML – Sou o pirata Mário Lima e o que se passou é bastante simples e ao mesmo tempo complicado de se dizer. Houve quem o ano passado tivesse a ideia de começar uma nova forma de treino. Não o treino convencional onde um amigo encontra outro amigo por mero acaso ou não e ali vão treinando horas a fio sem nada de novo e sem grande espírito motivante a não ser o começar e o acabar e nada mais. Penso que esta ideia original é do pirata – mor Jorge Branco que foi: “Porque não em vez de dois ou três não serem algumas dezenas a fazerem um treino conjunto”? Se pensou melhor o fez e, assim, em Monsanto, teve o início da pirataria com a sua 1ª S. Silvestre. Dessa ideia inicial, germinou a continuidade e assim se fez este treino para este 1º Super Trail Pirata do Parque da Paz para comemorar a entrada no novo ano. A ideia desta vez foi do pirata Parro que, conjuntamente com outros piratas, delinearam toda a logística para que nada falhasse. Já agora ofereço-lhe o nosso panfleto.


AN – Ah, obrigado! Nessa logística pode-nos dizer o que foi feito?

ML – Foi um espanto como em tão pouco tempo foi delineado o percurso, as instalações e o convívio final. Organizações de maior gabarito nunca por nunca fizeram tanto em tão pouco tempo. O percurso no mapa, a concentração no Parque da Paz e as instalações do Campo do Cova da Piedade foram excelentes para que tudo corresse às mil maravilhas. Em 20 anos de corrida, que faço este ano, foi a cereja no topo do bolo para festejar tantos anos de corridas. Espectacular este vídeo (da autoria de paulonpires) onde podemos ver todo o percurso da prova.



AN – Quais os pontos altos deste treino?

ML – Foram todos. Desde o início houve ali piratas dedicados que nos foram ajudando no percurso e em certos locais mais escuros iam-nos aguardando com os seus frontais, de forma é que não houvesse problemas pois haviam certas zonas no Ginjal (Cacilhas) que o terreno se apresentava com vários buracos e pontões estreitos onde todo o cuidado era pouco pois logo a seguir estava o Tejo.

António Almeida, Filipe Fidalgo, Vitor Velosos, eu e o "Capitão Gancho", José Melo


Realçar também que o Metro de Almada, na Rotunda Central, aguentou que a "cabeça" dos piratas se juntasse às "pernas" para reagrupar o grupo. O apoio popular, que batiam palmas à nossa passagem, as empregadas do Restaurante “Atira-te ao Rio” que perante tantos piratas não se amedrontaram e ficaram a ver tantos “malucos” ali tão perto do rio e ninguém se atirou.

Curioso também foi o carro patrulha da polícia, perto do Cristo-Rei, ter ficado imobilizado enquanto nós íamos descendo em alegre e festiva corrida de sã camaradagem e o sorriso dos representantes da lei perante tão inédito feito. Nunca devem ter visto tanta pirataria junta.

Eu e Vitor Veloso


AN – O que mais poderá dizer sobre este treino nocturno nas ruas de Almada?

ML – A última volta no Parque da Paz, com os frontais a alumiarem o caminho, pareciam pirilampos, o grupo compacto, a satisfação de todos nós e o acabar em beleza no Estádio com um banho retemperador, uma mesa farta de bolos e salgados, vinhos, cerveja e refrigerantes, foi o culminar de uma noite magnífica.

Convívio, eu e José Melo


AN – E agora em notas finais, o que quer ressalvar?

ML – Quero agradecer a todos os que fizeram com que este treino nocturno fosse realizado. À gente de Almada pelo carinho e apoio que nos deram, às forças policiais que deixaram que esta pirataria fosse possível, à Direcção do Estádio Municipal de Almada pela cedência das instalações e aos meus companheiros de treino pois fomos todos uns grandes piratas. Venham mais iniciativas como as de Monsanto e Almada, se puder, não faltarei.

Obrigado Luís Parro e a todos os demais, que conseguiram este feito inédito dentro de uma cidade



Vídeo do Treino (mais uma vez, Parabéns Paulo Pires)


27.12.10

S. Silvestre de Lisboa

Mentiria se dissesse que gostei mais desta prova este ano que no ano passado que a corri pela primeira vez. Sinceramente gostei mais do ano passado. Talvez porque haviam mais iluminações de Natal na baixa pombalina, talvez porque senti mais calor humano a sair daquele pequeno espaço do Rossio, talvez porque no ano passado corri com amigos lado a lado e este ano corri sozinho. Não gostei.

Encaro esta prova como uma despedida do ano velho junto de amigos e não foi isso que aconteceu. Ficou por dar aquele abraço a gente amiga; à família Veloso, à família Almeida (embora tivesse visto a Isabel na segunda passagem rumo ao Marquês), ao Joaquim Adelino, à família Mota (nem sei se lá estiveram embora pense que sim, o ano passado fiz quase toda a prova com a Susan, a Mariana e o Joaquim), ao João Melo, ao José Lopes, ao Brito e Otília (vi o Brito no retorno mas passou tão rápido que quando levantei a mão para o saudar já ele tinha passado, ).

Valeu-me encontrar o Carlos Coelho, o Parro e a Fernanda, o Gilberto, os irmãos Fábio e Hamilton, no final o José Melo e também que desta vez tive, a ver-me correr, quem muito comigo correu em muitas provas há já alguns anos atrás, o meu irmão mais velho, obrigado mano pela tua presença.

Depois foi o facto de ficar junto ao pano que dizia + 60. Pensava que era um separador de idades (não reparei no pormenor da sinaleca dos minutos) e como já não falta muito para lá chegar por ali fiquei. Afinal era um separador de tempo e eu nem a brincar faço 10 km a 6’ por km . Quando me apercebi já dali não podia sair e à minha frente, ao meu lado, num atropelo, estavam pessoas que iam fazer só os 3 km.

Como já o disse em temas anteriores, não sei para que servem os chips. Quando quase 3,5’ depois do tiro de partida passei a passadeira, verifiquei que estavam lá os tapetes electrónicos a assinalar a minha passagem, mas estavam lá a fazer o quê? Nada. A minha classificação final teve como base o tiro de partida e não a minha passagem pelo tapete. Resultado, tempo oficial, 53’50’’, tempo chip, 50’25’’. A classificação deveria estar pelo tempo do chip, porque esse é o tempo real e não pelo tiro de partida. Ou seja ficou à minha frente quem deveria ter ficado atrás e ficou atrás quem deveria ter ficado à minha frente. Isso é irrelevante mas a razão é para que é que servem os chips?! Deve ser só para se saber que se esteve lá e nada mais.


As “eternas” obras da Avenida Ribeira das Naus nunca mais acabam. Se na Avenida "corressem" naus teriam que ir os faroleiros à proa para ver se não havia um banco de areia ou pedregulhos a impedirem o caminho. Nós tivemos que ir às apalpadelas porque luzes nem vê-las. De resto foi mais uma prova. Depois de me libertar daquela gente que deveria estar atrás, dei por mim a correr solto e em bom ritmo. Fui cumprimentado os companheiros que ia vendo pelo caminho e acabei fresquinho admirando a minha prestação, os treinos têm sido o mínimo possível, (estive quase todo o mês a hibernar, é que não gosto do frio, se gostasse do frio tinha nascido pinguim ).

Do lado esquerdo a terminar a prova. Foto:José Gaspar - AMMA.


Este ano, no que concerne a provas, para mim acabou, pró ano logo se vê.

Bom Ano 2011

21.12.10

Boas Festas

Para todos os Familiares e Companheiros de Estrada

Bom Ano 2011__________

7.12.10

Meia-Maratona com 33 km

A minha participação na prova realizada no Domingo é o meu tributo a todos aqueles heróis que fizeram os 42.195 km da Maratona. Os da meia-maratona estão para esta prova como os da caminhada para a Meia-Maratona da Ponte, só estão ali para fazer número.

Estive no 1º de Maio para rever todos aqueles amigos que iam fazer a maratona. Desta vez, ao contrário do ano passado, poucos vi.

Depois aguardei junto ao Metro de Alvalade e começaram os amigos a passar, Vítor Veloso (estaria o Filipe Fidalgo com ele? Não o vi), Fernando Andrade, António Almeida, o José Carlos Melo e mais amigos iam passando, e o Pára que não Pára? Tinha delineado um plano, iria acompanhar o Joaquim Adelino a partir de uma determinada quilometragem. Pergunto ao Vítor quantos km’s já tinham feito e ele disse-me 5. Eram ainda poucos km para aquilo que pretendia fazer. Como não tenho arcaboiço para fazer os 42.195 km era minha intenção fazer somente 30 km e ali dariam 37 km o que era muito. Era um risco também começar num percurso que não era o meu, pois se houvesse algum azar a organização, e muito bem, não iria arcar com as responsabilidades pois eu é que estaria em falta.

Fui para o meu local de partida, perto do Cais do Sodré. Iria fazer a meia-maratona mas logo que visse o Joaquim mudaria de rumo e iria com ele.

Vou com o António Pereira em amena cavaqueira, mas sempre com o olho nos amigos que passavam. Passo os dois controles e eis que avisto o Joaquim. Despeço-me do António, dou meia-volta e lá vou com o Joaquim. Como é que este Homem aguenta tantos km e provas numa só semana é de enaltecer. Depois de estar no Domingo a subir a serra na Arrábida, na quarta na Meia da Marinha Grande ali estava ele numa Maratona.

Com o amigo António Pereira nos Jerónimos: Foto: CVR - AMMA.

E ali fomos lado a lado até ao fim. Como já tinha feito parte do percurso sabia que, em certas alturas, as rajadas de vento seriam fortes, era minha “obrigação” protegê-lo pois o desgaste era já muito mas quem tem fibra de campeão não seria por eu estar ali que não chegaria ao fim. Chegaria na mesma com maior ou menor dificuldade.

O mesmo local, o mesmo fotógrafo, mas já com o Joaquim Adelino: Foto: CVR - AMMA.

Passamos a grande Analice e aquela subida da Almirante Reis foi feita sempre em corrida. Ia olhando para o Joaquim pelo canto do olho e se alguma vez eu pensasse em abrandar o passo por cansaço meu, olhava para aquele Homem determinado já com tantos kms nas pernas e até ganhava novo alento para subir, subir e assim ultrapassamos mais um obstáculo. Os pequenos "andares" que tivemos aos 30, 35 e 40 km, não foi mais que um aperitivo dado às pernas para o correr seguinte.

Finalmente o estádio. Ali, no cortar da Meta, separamo-nos, ele para os 42.195 km e eu para a minha meia maratona de 33 km em 2h41’33’’. Nunca tinha feito uma meia tão longa.

A terminar: Foto: José Gaspar - AMMA.

Depois foi aquele abraço entre o Pára e o “Comando”. «Que nunca por vencidos se conheçam» é o lema do Pára e nunca este lema foi tão merecido.

Parabéns Adelino e todos aqueles que completaram mais uma Maratona.