21.2.12
31.1.12
Treino "Fim da Europa"

... Tinha que lá ir. Nem o facto de estar cansado depois de mais um convívio africano, e ter dormido muito pouco, me impediu de estar presente neste treino.


Seria um treino pirata, mas tudo se conjugou para que assim não fosse. Com o apoio de alguns companheiros de corrida (Álvaro Pinto, André Beja, Fernando Andrade, João Fialho, Nuno Tempera, Hugo Novais, Eduardo Leite, Nuno Marques e pedro Alves, Obrigado Companheiros), da GNR na pessoa do Sargento Robalo, foi realizado este evento com garantia de segurança necessária para que o mesmo se realizasse sem percalços.

... E assim sucedeu. Uma maravilha! Na companhia do José Lopes e do Ivo Rosa, com a presença de muitos companheiros de corrida, onde destaco o Jorge Branco que fez questão de participar assim como o seu tio Egas, na função de fotógrafo, a amiga Mónica Miguéis e marido estreantes nas provas, foram perto de 17 km de inteiro prazer, onde mais uma vez a natureza e o homem se fundiram numa simbiose perfeita.
Sem pressas desfrutando os cheiros, os raios de sol filtrados pelo arvoredo, o musgo nos muros, as subidas difíceis e a descida até ao Cabo da Roca, onde a terra acaba e o mar começa, fez-se deste treino, um treino do melhor que há.
Chegados, foi um momento de pausa e ver a alegria estampada no rosto de um dos melhores Homens que muito faz pelo Atletismo em Portugal, Fernando Andrade. Foi um chegar com o polegar erguido, satisfeito pelo evento realizado, satisfeito pela adesão, satisfeito por tudo ter corrido bem.

Confesso que quando vinha a correr a caminho do Cabo da Roca me 'assustei' com a descida, não por a ter descido, mas sim por ter prometido a mim mesmo fazer o retorno. Se a desci, teria que a subir. Elementar!

Enquanto o José Lopes aguardava o Ivo que se tinha atrasado ligeiramente pus pés a caminho.
Foi um voltar sofrido. Subidas e descidas que nunca mais acabavam (eram as mesmas que tinha feito, mas em sentido contrário). Corri, andei, foram 17 km como há muito não fazia mas, juntamente com o José Carlos Melo (em grande forma) e mais um companheiro, consegui chegar ao ponto de partida. Ao ver agora a altimetria é que me apercebi do feito. Foi duro mas cheguei ao fim.
25.1.12
12.1.12
Passada Económica
Eu tinha a minha que me deu bons tempos mas também muitos cansaços. Um dos que admirava pelo facto de manter uma passada pequena e me dava no fim km's de avanço era o amigo Sílvio Bravo (na foto em primeiro plano).
Aquando a Maratona em 97 que, após a desistência da Umbelina (ver tema 'Os "Araras"'), andei por ali sem saber em que ritmo iria continuar pois era a Umbelina que marcava a cadência, o Sílvio Bravo não se atrapalhou e, no seu passinho miúdo, lá se foi.
Outro companheiro que tem essa passada é o amigo Camacho. Foi um dos com quem competi nas provas do concelho de Loures pois era do meu escalão, e por um lugar se ganha, por um lugar se perde. Eram mais as vezes que perdia com ele do que ganhava. Bem o olhava tentando ver nele sinais de cansaço, nem parecia que estava a correr muito, mas eu é que dificilmente o apanhava mesmo esforçando-me mais.
É sempre essa sensação que nos deixa quem corre nessa passada. Parecem lentos mas apanhá-los é que são elas.
Na última Maratona que fiz, reparei que mantendo uma passada mais curta a prova não me tinha custado tanto. Seria da passada empregue, ou porque o fator tempo não era o mais importante?
Nos últimos treinos continuava com a mesma passada de sempre até que resolvi mudar. Um treino não é uma prova. Deve-se chegar ao fim sem grande cansaço. Deve-se manter um ritmo que não nos impeça de conversar e quando isso deixa de acontecer, é sinal que o treino ficou transformado em prova, levou-se o esforço longe de mais.
Tinha sempre a sensação que o treino não rendia porque chegava ao fim de uma hora cansado, e não baixava dos 5'43''/km para uma extensão de mais ou menos 10.560 metros.
Hoje experimentei a nova passada. Custou-me inicialmente não dobrar tanto os joelhos para a passada larga a que estou há tantos anos habituado. Mal dobrando os joelhos sempre com os pés a rasar o chão, tentando dar dois passos onde dantes dava um, fiz uma hora de treino. Surpresa final, percorri 11.290 metros a um ritmo médio de 5'19''. Fiz mais 730 metros que na versão anterior e o cansaço foi quase nulo.
O meu objetivo é fazer, em treino, 12km em 60' (5'/km). Sei que nunca mais voltarei a fazer em treino 4' ou menos por km e em provas 3'20''/km (Neste momento, nas provas faço abaixo dos 5'. Uma coisa é o treino outra a prova). Isso já pertence ao passado. Tenho que viver com o presente e esse presente é o tentar fazer pelo menos em provas 4'30''/km. Não sei se o conseguirei mas, nos tempos atuais, não vivo obcecado por isso. Se o conseguir muito bem, se não o conseguir a rotação do mundo vai continuar na mesma.
Se um dia se virem 'gregos' para me passar, não é por causa de mais treinos é por estar a cumprir o que a troika 'manda', agora... Só passada económica!
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