25.4.15

38ª corrida da Liberdade

Faz do dedo a rampa do teu voar,
Informa o povo que o cravo floriu,
Para que ninguém volte a fechar,
As portas que Abril abriu.


Mais uma vez participei nesta prova. O importante foi encontrar os amigos e comemorar o 25 de Abril.


20.3.15

Estou de volta...

Todos devem conhecer a lenda da queda da maçã na qual Newton se baseou para a sua "Lei da queda dos corpos" ou "Lei da gravitação universal".

Esta, embora baseando-se na maçã, tem outra leitura:

"Newton passeava no seu jardim quando lhe apeteceu deitar-se à sombra de uma macieira. Deitado, olhou para cima e disse:«Deus fez as coisas mal feitas, uma árvore tão grande e dá frutos tão pequenos»... e adormeceu. De repente cai-lhe em cima da cabeça uma maçã. Disse Newton rapidamente: «Afinal Deus fez as coisas bem feitas, olhe se em vez de uma maçã fosse uma melancia»."

É assim a nossa vida. Ao contrário de Newton, muitas vezes pensamos que a nossa vida é uma melancia e não passa de uma maçã.

Durante meses andei em tratamento por causa de uma dor no gémeo direito. Corria um pouco e logo parava porque se instalava uma dor que não me deixava quase caminhar. Mesmo com os tratamentos não passava. Um dia em que a dor se instalou de novo, pensei que tudo tinha acabado, não iria correr mais. Dei conta disso com muita amargura a alguns amigos. Tudo na vida tem um fim e tinha chegado a minha vez depois de quase 25 anos a correr.

Mas a melancia que tinha caído em cima de mim transformou-se numa maçã. Um dia no serviço ao contar o meu infortúnio de corredor a uma colega, ela disse-me: «Deixa-me cá ver isso». Viu o gémeo, colocou os dedos e foi fazendo sei lá o quê. Não sabia que essa colega tinha essas aptidões, tudo aconteceu por mero acaso.

«Podes começar a treinar - disse-me».

... E agora lá vou eu. Pelas ruas, pelo pinhal, por terra batida, o suor escorre, a chuva bate-me no rosto, o dia transforma-se em noite e eu sigo rumo a mais uns anos de corrida.

A maçã de Newton que lhe adveio a "Lei da Força da Gravidade", gravita agora nos ténis que enfio. Para que eu nunca duvide e que a maçã nunca se transforme numa melancia. Mesmo a árvore mais densa dá sempre frutos pequenos. Deus fez as coisas bem feitas!

Estou de volta...


9.1.15

S. Silvestre de Lisboa - 2014

Depois de um interregno de quatro meses devido a lesão, o regresso às provas na despedida do ano 2014 em Lisboa.
Uma prova que me correu bem pois fui à cautela não fosse a lesão ressurgir mas felizmente não se manifestou.

Foi o reencontro com vários amigos, alguns que já não via há muito tempo.

Uma despedida em cheio do velho ano e que no Novo as lesões que não me incomodem para poder estar onde gosto de estar... a Correr!

20.7.14

Kayak - Trail do Tejo


Seria a 1ª vez que iria andar de kayak. Não sabia como remar mas contava aprender rapidamente pois na água ou se rema ou não se sai do mesmo sítio mesmo com alguma corrente a nosso favor.

Iria fazer equipa com o Vitor Veloso já planeada o ano passado mas devido ao que me aconteceu em Almonda foi adiado para este ano.


A equipa da Associação "O Mundo da Corrida". Foto: Ico Bossa

Como tinha feito a prova no domingo anterior dos "Moinhos Saloios" não sabia se estava em condições físicas para fazer estes 7 km de kayak mais 16.400 metros em trilhos. Mas aventura é aventura e depois do tiro dado aí vamos a caminho das embarcações.


Já dentro do kayak (t-shirt branca e colete vermelho. Vitor a empurrar para o rio Zêzere). Foto: Maria Jose Machado

Depois foi dar aos braços mas foi difícil sincronizar os movimentos por falta de prática que motivava muitas mudanças de rumo que o Vítor controlava. Passado o Castelo de Almourol foi altura de atracar, deixar lá o kayak e passar para o trail.


Local onde se deixava o kayak. Foto: Mário Lima

Parte do trajeto era meu conhecido dos Trilhos de Almourol mas em sentido contrário. Como tínhamos que acabar em equipa o Vitor com mais força, aguardava-me nas subidas pois ele fazia-as a correr e eu a andar.


O Vitor: Foto: Mário Lima

Nos sítios mais planos íamos lado a lado...


Foto: Miguel Trailrunner

Passagens por túneis...


Foto: Mário Lima

Foram 16.400 metros de muito sobe e desce com algumas passagens técnicas de média dificuldade, onde não faltou um ribeiro com água por vezes acima do joelho e passagem de novo pelo Castelo de Almourol mas, desta feita, a correr.


Castelo de Almourol. Foto: Vitor Veloso

... E assim terminamos juntos este evento agradável em 50º lugar com o tempo final de 03:18:26 (tempo kayak 00:51:10)


A finalizar. Foto: Maria Jose Machado

Depois foi o convívio final com sopa, sandes de porco no espeto e sobremesas que os atletas tinham levado.


Na sobremesa. Foto: Mário Lima

Pró ano lá estarei de novo.