1.5.16

Corrida Internacional 1º Maio

Como acontece todos os anos, hoje voltei a correr em Lisboa na Corrida Internacional 1º Maio organizada pela CGTP.
O encontro com amigos, o voltar a correr na cidade, o cansaço na subida da Almirante Reis e acabar em beleza no Estádio do Inatel de onde tinha começado a prova.

Pena é que não tivesse havido o som de outros anos, nem Zeca, nem Sérgio, nem os Gaiteiros. Nada. Silêncio absoluto quanto a música mas a algazarra natural dos olás, dos abraços, das conversas, dos Pingo-Doces que continuam a provocar a unidade e a razão da existência do 1º de maio.

E há quem vá e há quem os apoie.

Uma prova que continua a motivar a nossa ida, não tivesse ela uma razão de ser.

Depois na vinda ao levar a Analice a casa, deparo-me com o trânsito interrompido na zona do Olival de Basto, razão, a Comunidade Sikh devia estar a comemorar algo. Muito colorido, muita gente, carros bonitos, mas eu com pressa. Nada que não se resolva. Uma marcha-atrás, e há sempre um caminho desconhecido que espera por nós. A pressa era muita pois ainda tinha que ir para a outra banda, onde, por azar, outra fila tremenda para atravessar a ponte 25 de abril.

Deu para contar e fotografar com o meu neto, os aviões que iam passando por cima do Aqueduto das Águas-Livres.

25.4.16

25 de abril - Corrida da Liberdade.

Com a presença, pela primeira vez, do meu neto, tendo como pano de fundo, música de Zeca Afonso e o cravo da Liberdade, corri esta prova, o que faço há 25 anos seguidos.

Desta vez levei o cronómetro pois seria mais um treino agendado para a maratona que farei em outubro.

Foi a minha primeira prova deste ano. Muitos amigos e, infelizmente, a prova desta vez, não teve início dentro do quartel da Pontinha que foi em abril de 74, o Centro de Comando das operações que deu origem à revolução.

Fui quase do princípio ao fim com a Analice, essa veterana de 72 anos que ontem tinha feito um prova de trilhos de 30 km no Vale de Barris.

11km em boa companhia, com os cheiros da festa, o cravo na mão e o sorriso nos rostos.

Uma alegria e, neste caso, o tempo é o que menos importa. Importa sim comemorar Abril, Ontem, Hoje e Sempre!

Reportagem fotográfica do meu neto. O puto tem jeito!




26.12.15

S. Silvestre de Lisboa - 2015

Desde junho (depois do que me aconteceu nos trilhos da OTA) que não participava em nenhuma prova. Mas esta tinha que ser. Seria a minha última prova do ano, de convívio com os amigos e um começar e acabar juntos do pessoal da Associação O Mundo da Corrida, ou a quem a nós quisesse juntar. O quarteto do Mundo da Corrida, seria formado por mim, pelo Vitor, Filipe e Maria Puga.

Do princípio ao fim fomos juntos. É este o espírito que faz com todos os anos participe nesta prova. Nada de tempos, nada de "loucuras", nada de querer ser Speedy Gonzalez, mas sim pelos amigos que somos já lá vão uns anos e que não são assim tão poucos. Cortamos a meta lado a lado de mão dada consolidando ali a Amizade que nos une.

Foi bonita a festa pá! Estamos contentes!

Bom Ano 2016


Com João Garcia


7.6.15

Corrida do Mirante - 2015

Não há duas sem três, aos três acabou-se.

Geira Romana 2011 - Almonda 2013 - Mirante 2015. Em todas elas entrei numa âmbulância, em duas delas fui para o Hospital (Almonda e Mirante).

Tudo estava a correr bem embora, como trabalhando por turnos, o descanso não tenha sido suficiente.

Seria mais uma prova, agora com mais uns km's que na edição anterior, embora esta prova seja terrível pelo seu constante sobe e desce, mas nada que já não tivesse feito. Começando às 9h dava mais um tempo sem o sol impiedoso.

Como sempre com a máquina fotográfica, ia tirando fotos aqui e ali, parando algumas vezes para o efeito. Tudo normal. Bebi e bem água nos postos de abastecimentos, no de sólidos até ganhei novas forças e corria sem problemas de maior. Vindo de trás aparece-me o Luis Almeida mais um amigo e, como aconteceu, o ano passado iríamos acabar a prova juntos.

Sempre à procura do famoso V, os km's passavam e nada de o ver, até que enfim ali estava ele. É uma subida curta mas difícil. Parando aqui e ali, mas sempre incentivado pelo Luís lá o subi.

Pouco depois havia uma descida com pedra solta, faltava um km para terminar a prova, e foi aí que tudo aconteceu. Comecei a ter espasmos musculares. Felizmente estavam ali elementos da Cruz Vermelha que me socorreram. Sentei-me. Para além dos espasmos, cãibras nos dedos dos pés, dores fortíssimas nas canelas, o Luís ali a meu lado tentando que eu fosse com ele acabar o último Km (amigo Jorge Branco é sempre o km mais difícil da vida). Disse-lhe que já não aguentava mais e... de repente... "apaguei-me".

Quando abri os olhos (disseram-me que nunca os fechei e foi por breves segundos) só via rostos difusos e sem saber onde estava. Tinha vagueado por muitos locais enquanto desmaiado e nenhum deles era aquele. Estava confuso. Onde estaria?

Aos poucos fui-me apercebendo da realidade mas pouco mais me lembro do que saber que a Cruz Vermelha me tinha deitado numa padiola, descido aquela pedraria toda e levado para a OTA. Já na ambulância comecei a vomitar o que aconteceu durante mais de 4 horas. O que o estômago já não dava, dava a água que o corpo continha e entrei em desidratação.

Estava dentro da ambulância na OTA mas apercebi-me que outro companheiro teria que ir para o Hospital. Disse à Cruz Vermelha para me retirar de lá para que esse meu companheiro tivesse transporte e fiquei num sofá no café da prova, pensando que tudo seria uma questão de tempo e que recuperaria.

Assim não aconteceu e tive que ir também para o Hospital de Vila Franca saindo de lá às 23:15' depois de vários sacos de soro e outras "mistelas" para debelar os vómitos, as cãibras dos dedos e os espasmos musculares.

Cheguei ao fim de mais uma etapa. Talvez seja da idade, talvez seja da falta de descanso de quem trabalha por turnos, talvez seja de tudo e de nada.

Vou procurar voltar à estrada assim que os rins me permitirem. Provas pequenas, só para o convívio. Matar o bichinho que há em mim depois de ter corrido no Benfica de Luanda e desde 1990 em Portugal.

Já nada será como dantes pois tenho consciência que tudo tem um fim e eu quero muito ver os meus netos crescerem com o avô ao lado deles.

Os meus agradecimentos são sem dúvida os maiores para o Luís Almeida. Foi de uma camaradagem incrível nunca tendo saído do meu lado (que nunca por vencido te conheças), ao pessoal da Cruz Vermelha por tudo o que fizeram por mim, foram excecionais embora me dissessem que não faziam mais que o dever deles. Ao Alexandre Beijinha e à sua preocupação pelo meu estar, ao pessoal do Hospital de Vila Franca de Xira (médicos e enfermeiros, inicialmente tive uma impressão negativa pois estive muito tempo sem soro) foram inexcedíveis.

Ao amigo Pára Joaquim Adelino e ao Daniel por me terem levado o carro para o Hospital e pela preocupação constante pela minha saúde. Para os meus familiares (filha, genro e a minha mulher) que se deslocaram a Vila Franca e aos meus filhos Mário e Renato Lima, que sem saberem a hora da minha saída e por uma coincidência incrível estavam lá na altura que eu chegava ao meu carro para me vir embora (se isto não é a voz do sangue então não sei o que isso será).

Para os que me telefonaram para o Hospital os meus agradecimentos. Fui proibido de atender as chamadas constantes que me estavama a chegar. Tive que desligar o tlm.

Obrigado a todos, obrigado por tantos anos de corrida em vossa companhia.

Um dia a gente volta a ver-se por aí.

Abraços!