25.9.19

A regra do meio-dia

Tanto custa a recuperação a quem corre numa prova a 3'/km como àquele que corre a 6'/km. E a razão é simples, o esforço despendido por quem corre mais rápido está na razão proporcional ao treino que executa.

Quando fazia treinos a 4'/km, 4:20/km, significava que estava fisicamente preparado para correr em prova, abaixo desse tempo de treino. Quem corre a 6'/km o esforço para o fazer está também proporcional ao tempo que faz em treino, que será entre os 6:30 a 7.:00/km.

Na corrida não há milagres. Não é correr num domingo uma meia-maratona ou maratona e no domingo seguinte voltar a fazer o mesmo com a mesma frescura do domingo anterior.

Por isso há que respeitar esta regra do meio-dia/km que coloco em anexo.

Depois de uma prova era 'sagrado', ao 2º dia, descanso total. Se corresse a um domingo, à terça ia ver os passarinhos.

Raramente o esforço executado numa prova, tem reflexos no dia seguinte mas, no 2º dia, ali está aquele andar 'esquisito' onde uma perna pede licença à outra para se mexer.

Isto são apontamentos meus, retirado penso eu da Revista Spiridon do amigo Mario Machadoo, ali pelos anos 80/90

24.9.19

Tesourinhos...

Ao olhar para os tempos que fazia nas provas de atletismo, tenho que me orgulhar disso.

Trabalhando por turnos, saía muitas vezes de manhã e ia treinar. O corpo a pedir descanso, e fizesse frio, vento ou chovesse ali estava eu.

Treinos loucos de 4' a 4'20''/km. Fartlek, treino intervalado, in-out, método de treino Dr. Van Aaken, e tantos outras variantes de forma a aumentar a endurance, o ritmo...

E tudo era apontado, os pequenos almoços corrigidos (tinha por vezes a tal 'dor de burro') e assim foi durante anos.

Quando ia para as provas fazia-as quase sempre abaixo dos 4'/km, exceto em algumas que pela sua dificuldade (muitas subidas, o meu ponto fraco), ou distância, ia um pouco além dos 4'. E isto ano após ano. Muitas lesões (o que não me impedia por vezes, de fazer algumas provas em ritmo de treino) mas, acima de tudo era muito querer e paixão por esta modalidade.

Em 1993 fiz 34 provas e só em 5 fiz mais de 4'/km. Em 1995 de novo 34 provas e, mais uma vez, só 5 provas para além dos 4'.

Tempos que hoje dariam para ficar algumas vezes no pódio, na altura ficava muito longe disso. Corria-se bem na época.

Outros tempos...


16.9.19

Pulsações

Para quem começa ou para quem já tenha começado e não saiba.

Mesmo um treino tem que ter regras. Não é correr até ficar sem fôlego e com o coração quase a sair-lhe pela boca.

O importante num treino é podermos falar sem dificuldade. Como os meus treinos são sempre solitários, cantarolava um tema mas, essencialmente, 'tocava' mentalmente uma música que ouvíamos nos Comandos, sempre que fazíamos instrução física. Era o Let Kiss (1965) tocada pela orquestra Gudrun Jenkins.

Ouçam-na e vejam lá se não dá vontade de ir treinar.


(este vídeo é uma homenagem aos meus camaradas de armas que estiveram comigo no 27º Curso dos Comandos)

Aqui fica outra:

4.6.19

Monsanto

"Eram charcos e charquinhos pelo caminho.
Subidas e descidas escorregadias
Mas que prazer ver lá no meio do verde
O azul das mansas águas do Tejo
Sentir-me um tudo no meio do nada
Sentir-me um nada no meio do tudo."

17março2013
Mário Lima

Poucas vezes fui até lá em treino, mas as poucas vezes que fui, valeu pelo imenso verde que vi, pelo treino solitária que sempre faço, pelo deslumbre que aquele pulmão de Lisboa nos dá.

Aqui na Corrida da Árvore em 5 de março de 2013 com amigos da Associação "O Mundo da Corrida"