4.11.19

A corrida e o divórcio

Em 2017 por cada 100 casamentos, 64% acabavam em divórcio (em 2011 foram 74% e em 1960 divorciavam-se 1,1%). Como é óbvio, o divórcio pode ocorrer por várias razões e não por estar ligado à atividade física.

Quanto aos que praticam a corrida, há ou não, maior possibilidade do casal se divorciar? Há se só um deles pratica esse desporto, assim o diz um estudo divulgado pela "American Medical Joggers Association" em... 1999.

"Se o homem é atleta e a mulher não, a situação é, até certo ponto, "aceitável" nos primeiros anos mas, depois, os problemas podem surgir à medida que se vai avançando na idade e as diferenças dos níveis de forma se forem acentuando.

A psicóloga Dra. Liz Levy tem uma frase para expressar os princípios de um certo distanciamento: (...) Regra geral, costumo perguntar aos casais que me consultam como é vivido o seu domingo de manhã e quando algum dos cônjuges me diz que pratica a corrida sem a companhia do outro e que sai bem cedo da cama para ir correr, enquanto o companheiro ou companheira fica em casa... então é um dado importante para compreender certos distanciamentos.

(...) No caso de ser a mulher quem gosta de correr, o espaço que os leva à separação é muito mais arriscado, principalmente nas famílias de base latina. O homem terá dificuldade em compreender por que razão a sua companheira o deixa para ir correr. Mais grave, ainda, é quando a mulher é atleta activa, com forte vivência competitiva e o marido é um dos muitos cidadãos que leva uma vida sedentária. As contradições entre os dois podem acabar com a relação conjugal mais cedo do que se poderia pensar."

... E aí não vale de nada a racionalidade.

in Revista Spiridon (Mario Machado) - 1999

3.11.19

A corrida e os cães

Sabemos que o cão é o melhor amigo do Homem, mas não é o melhor amigo do corredor.

Lembro-me quando um dia em treino para a maratona, no Olival Basto, sai um canzarrão dentro de uma viela, que se não fosse eu correr mais que ele não sei o que seria.

Nos treinos que fazia no areal da Costa da Caparica levava sempre um pau pois há por lá cães vadios em matilha.

3 de março de 1996 - Campeonato Distrital da Meia-Maratona do INATEL - Costa da Caparica

Já no retorno e não sabendo qual a minha posição dentro do escalão dos Vet.A, vinha na conversa com um companheiro quando, perto do Parque de Campismo, sai de lá um cão de grande porte pronto a morder-nos as canelas. Quando o vimos foi pernas para que te quero. Já não deu para falar mais. Pudera!

Ultrapassamos alguns companheiros que estavam mais perto de acabar do que nós.

Resultado, quando saíram as classificações estava lá: Mário Lima - 1º classificado.

Se dos que ultrapassamos algum era do meu escalão não o sei dizer, sei é que devido ao cão (ou talvez não), fui campeão.

tempo: 1:22:52 - 3'55''/km

2.11.19

A corrida e a saúde

Em prova e nos anos que levo disto, já vi muitos casos onde houve necessidade de recorrer aos serviços médicos presentes para resolver situações graves.

Numa maratona vi um atleta que tinha perdido o 'norte'. Estava de tal maneira desnorteado que começou a correr em sentido contrário ao nosso, ia em 'contramão'.

Avisei os elementos que estavam a apoiar a prova, tentaram demovê-lo mas ele fez questão de continuar, colocaram-no no rumo certo e quando acabei a minha prova, tempos depois lá vinha ele aos 'esses' mas acabou.

Numa meia maratona um companheiro meu, ao entrar no autocarro do clube, vinha tão branco que tendo eu ali uma barra energética dei-lhe e era ver a cor a voltar-lhe ao rosto. Tantos casos de desmaios e até mortes ocorreram em provas.

Eu, como não sou diferente de ninguém, uma vez fui numa ambulância, Geira Romana 2010, lesionado, perdi-me no Gerês e, por duas vezes, fui parar ao hospital: trilhos de Almonda 2013 com desidratação extrema (o calor era tanto que chegava aos 44º) , e Mirante 2015 com espasmos musculares.

Ao primeiro sinal de perigo há que parar, exceto quando estas situações acontecem, quando não esperamos.

Podia ter desistido de correr, mas por aqui ainda continuo, o que não nos mata, torna-nos mais fortes... até um dia!


foto: João Martins - no Hospital de Torres Novas - Almonda

1.11.19

9ª Corrida do Sporting

Nada melhor para comemorar o meu 1º dia sem nada fazer, do que fazer. E assim, hoje no Estádio de Alvalade dei corda aos sapatos e fiz os 10km (foram 10.340 no tempo de 1:01:28 ao ritmo de 5'57''/km)

Como a preparação ainda não é muita, claudiquei nas subidas dos túneis do Campo Grande e Pequeno e aos poucos fui perdendo 'gás'.

No entanto estou satisfeito com a minha prestação e deu para encontrar alguns amigos, como o Luís Almeida e a Henriqueta Solipa no início, e depois na prova, o Paulo Sousa, o Nelson Barreiros, o André Noronha, o Paulo Trindade e tantos outros que fazem parte deste grande grupo de amigos tanto na vida como no atletismo.

Terminei a prova com o Paulo Sousa que recuperou a diferença que tinha dele, assim como a Henriqueta e o Nelson, que me deixaram a 'milhas'.

Foi boa a festa pá... fiquei contente!

Agora será em dezembro, a Meia-Maratona de Lisboa. Haja pernas e vontade e será mais um desafio vencido!