31.12.09

Bom Ano 2010

Para todos os Companheiros de Estrada um Bom Ano...


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P.S. - No próximo ano escreverei sobre a prova de S. Silvestre dos Olivais, realizada ontem.

29.12.09

Assim vale a pena correr!

S. Silvestre


Durante os quase 20 anos que levo de corridas já participei em muitas S. Silvestres, onde corri com espírito competitivo. Mas a melhor S. Silvestre estaria guardada para uma fase em que eu já não espero nada a não ser pelo convívio e desfrutar o ambiente que envolve as provas em que agora participo.

Esta S. Silvestre do "El Corte Inglés", ultrapassou tudo o que até agora tinha imaginado em provas deste tipo nesta altura do ano. Fez-me lembrar a Meia-Maratona de Sevilha com as ruas todas engalanadas, um ambiente festivo e muita gente na rua. Como é de calcular o CCD de Loures não podia faltar a esta prova e aqui estámos nós no Largo do Carmo, lugar histórico onde Salgueiro Maia fez cair o regime.

CCD Loures
Foto: Adriano

O tempo, embora fresco, estava óptimo para a prova e depois de um aquecimento percorrendo aquelas ruas iluminadas do Rossio, há que aguardar pelo tiro de partida. Havia uma guerra de sexos, mas como aquela não era a minha guerra, fiquei a conversar com o Joaquim Ferreira e com mais alguns elementos da equipa do CUN Boston.

Dada a partida lá vou eu em passo de tartaruga pois como os participantes eram muitos não dava para mais já que tinha partido detrás do pelotão.

Junto ao Teatro Nacional D. Maria II, ouço alguém a chamar por mim, era a Isabel (esposa do António Almeida) a "nossa" fotógrafa de serviço que de máquina ajustada lá me tirou uma foto para a posteridade (soube que a filha, a pequena Vitória tinha participado na prova da pequenada e que temos uma boa futura atleta).

Teatro D. Maria II
Foto: Isabel Almeida

Juntamente com o amigo Joaquim Adelino, a Susan e a Mariana (esposa e filha do Luís Mota) fomos em franco convívio percorrendo o percurso excelente (embora em certos locais muito afunilado devido às obras de Santa Engrácia que a zona ribeirinha se transformou) e em plena prova fomos tirando fotos uns aos outros com a máquina fotográfica que o Adelino tinha levado.

Foto: Joaquim Adelino

Depois da primeira ida até ao Cais do Sodré, nova passagem pelo Rossio, e todos nós à procura da Isabel, dizia eu que ela se encontrava junto a Teatro mas desta vez estava no lado contrário e mais uma foto desta vez ao grupo.

Joaquim, Mariana, eu e Susan - Foto: Isabel Almeida

Na subida da Avª da Liberdade, sentindo-me bem (durante todo o dia sentia-me mal, talvez dos excessos do Natal) deixei o grupo e fui lançado que nem um "foguete".

Fui vendo as caras conhecidas, O Fernando Faria, o Hamilton, o Gilberto, o Fábio Dias e... mais ninguém!!! Devem ter ido de TGV.

A chegada foi cinco estrelas. Tendo parado logo após a passagem do insuflável (lembrando-me do que tinha acontecido no g.p.de Natal) logo um elemento da organização se aproximou dizendo que mais à frente tínhamos espaço suficiente, e assim foi... Impecável.

Não deu para conviver com os amigos, pois quem vai em carro alheio tem que se cingir às condições estipuladas pelo condutor mas ainda deu para dar um abraço ao Vítor Veloso.

Parabéns à organização, assim vale a pena correr!

23.12.09

Boas Festas



Para os amigos e visitantes deste e dos outros meus blogues,
Boas Festas e Feliz Ano 2010!

14.12.09

G.P. de Natal 2009 - A vergonha continua!

G.P. de Natal 1996.

Chovia como afinal choveu nos outros anos anteriores em que nesta prova participei. A partida era junto ao antigo Estádio da Luz (ainda não havia a Avª dos Lusíadas). Por baixo do túnel que dava acesso ao Estádio a organização procurava entregar os dorsais que ainda não tinham chegado e estava quase na hora da partida. A confusão era geral. Molhados e enregelados os atletas aguardavam que a carrinha chegasse o que veio a acontecer, mal seria se não chegasse. Colocou-se o dorsal e lá se foi para a partida a poucos metros dali.

Já tinha corrido esta prova em 1992 (29’44’’), em 1993 (29’15’’), em 1995 (30’32’’) e agora seria a 4ª participação (30'32'', o mesmo tempo do ano anterior).

O tempo, inclemente, não dava tréguas. A carrinha do CCD de Loures tinha ficado no Rossio e fomos a correr de lá até ao Estádio da Luz.

Tiro ou berro de partida (já não me lembro) e lá fomos tiritando pelo percurso. 2ª circular tomada, lá vamos nós. Ninguém a apoiar, ninguém da organização a dar água, nada, só nós corredores e a polícia.

Saldanha, Marquês e era só descer a Avª da Liberdade onde estava a meta. Meta cortada e dirijo-me a um elemento da organização e pergunto: «Ao menos não temos direito a uma garrafa de água?». Resposta: «Se quiser beber abra a boca e beba a água que cai do céu».

Há alturas que gostaria ainda de ter a fibra que tive quando estive no Curso dos Comandos. Primeiro dava o murro e depois arrependia-me do meu acto. Ali cerrei o punho olhei para aquele rosto que tanto me daria prazer em esborrachar-lhe o nariz, dei meia volta e fui-me embora. Disse para mim: «Mário não voltes a fazer esta prova»


G. P. de Natal 2009

Esqueci-me do que tinha “jurado” a mim mesmo. O dia estava de sol embora uma gélida brisa arrepiasse o corpo. A partida era no Saldanha. Insuflável a marcar a partida. Rostos risonhos, nada do que foi em 1996. Parecia tudo correr nos eixos. Várias provas em vários locais. Era uma alegria.

Encontro lá um “velho” conhecido e amigo de outros blogues, de outras andanças.

João Melo
João Melo e eu


Prova começada. Eu, Vítor Veloso e António Almeida lá fomos em boa “pedalada”. No túnel de Entrecampos ouço alguém a chamar por mim lá no cimo, era o Joaquim Ferreira que de máquina em punho nos tirou várias fotos (obrigado Joaquim).

Entrecampos
Com o Vítor (11) e o António Almeida mais à frente (12) (foto Joaquim Ferreira)


No retorno já depois das descidas e subidas, perco o gás (o António já lá tinha ido naquela sua passada de Maratonista) e digo ao Vítor para seguir. Eu passo a caminhar mas depois das subidas encontro de novo o meu ritmo e ala que se faz tarde. De novo volto a 1996, Saldanha, Marquês e nos Restauradores o insuflável da chegada.

Depois foi o que toda a gente sabe. Não vale a pena gastar mais os meus dedos e palavras com gente que não merece. De palhaços, ladrões e o “é uma vergonha” tudo se ouviu.

Em 2009 volto a dizer: «Mário não voltes a fazer esta prova».

Valeu o reencontro com o pessoal da blogosfera, Fábio Dias, José Lopes, Luís Mota e família (Parabéns pelo 1º Lugar na Marcha da Mariana), e José Magro, além da incansável Isabel, esposa do António, que tem sido a repórter fotográfica sempre em cima do acontecimento.

7.12.09

Os Homens da Maratona

Com inicio e fim no Estádio 1º de Maio, foi levado a efeito, neste Domingo às 9h, a 24ª Maratona de Lisboa.

Estava inscrito na Meia-Maratona que iniciaria na Praça do Comércio às 10h30’, mas a minha finalidade era estar com a malta que iria fazer a Maratona. Tendo feito já por 4 vezes é, para mim, a prova que demarca os limites iniciais da resistência humana. Meia-Maratonas há aos “milhares” por esse mundo fora, mas Maratonas há em número muito mais reduzido e atletas para a fazer não são muitos embora muitos a façam, mas na desportiva, tanto dá em fazer em 5 como em 6 horas.

O CCD de Loures tinha dois atletas inscritos para a Maratona, o Costa e o Joaquim Adelino.

Cheguei ao Estádio às 8h12’. O grupo já lá estava pois alguns elementos iriam participar na Estafeta que decorreria ao mesmo tempo que a Maratona.

CCD de Loures


Abraços aqui e ali. Conhecidos que iriam fazer a Maratona, o António Almeida, o Luís Mota, o Carlos Coelho (Parabéns Carlos, para quem começou há pouco tempo fazer já duas Maratonas, Porto e Lisboa, é obra), o Fernando Andrade apresentado pelo Joaquim) e o José Magro. Também ali fui encontrando outros conhecidos, o Fábio Dias, o Joaquim Ferreira, o Camacho, o Américo Costa e tantos outros que fazem parte das minhas memórias de dezanove anos de corrida.


Joaquim Ferreira, Fábio e eu (Foto Vítor Moreira)


A adrenalina subia consoante a hora da partida se aproximava. O grupo começou a formar junto ao insuflável da partida. Os familiares em alvoroço incentivavam os atletas, principalmente os espanhóis com o seu “venga, venga” eram os mais esfuziantes.

A partida foi dada. Foi uma confusão pois uns deram duas voltas à pista outros só uma, mas depois lá acertaram e partiram para a estrada.

Ali fiquei a tentar descortinar os conhecidos para a foto da praxe e o Joaquim quase que me “entrava” pela objectiva!

Adelino


Não te vi inicialmente amigo Carlos Coelho mas tu viste-me e só te pude desejar uma boa prova.

O nosso grupo na Estafeta ficou num bom 9º lugar entre 67 equipas.

A partida, ao lado do José Lopes, foi, para mim, num local simbólico, junto ao “Martinho da Arcada” local ligado a Fernando Pessoa e que ali foi apanhado em flagrante “delitro”!

F. Pessoa

Na foto em cima Pessoa “apanhado” em flagrante...


Fiz a Meia-Maratona com o Vítor Veloso cunhado do António Almeida. Pelas bermas encontrei corredores a serem assistidos pelos companheiros enquanto as sirenes das ambulâncias se faziam ouvir constantemente para prestar assistência a quem dela necessitava. O tempo (1h53'58'') para mim era o menos importante e quebrei nos últimos 500 metros. Uma pequena dor no gémeo direito (cãibra) fez com que tomasse a melhor atitude (mesmo com o incentivo do amigo Vitor Moreira),... andar esses metros finais!

... E ao Estádio 1º de Maio, data significativa da luta dos trabalhadores, foram chegando aqueles homens e mulheres, que lutaram contra os km, o vento, as rampas e como tal são todos uns vencedores!

Costa    Adelino

Costa e Adelino à chegada



Bem-Hajam!