5.12.21

Meia-maratona dos Descobrimentos

Eu sabia que iria ser difícil fazer esta prova. Não só por não ter treinos para esta distância, porque os pulmões sofreram um rude golpe com o Covid e por há menos de duas semanas ter estado a soro por problemas de saúde.

Podia ter evitado o sacrifício e arranjar estas desculpas para não estar na linha da partida. Mas não! Ao sinal ali estava, uma porque em 2019 apadrinhei uma atleta que tem tido uma ascensão meteórica Anabela Luz Moreira, mas também porque tinha prometido dedicar esta prova à minha neta Helena, que estive quase a não a ver nascer, devido o avô (eu) ter estado na linha ténue, que separa a vida da morte.

A minha medalha será para a minha princesa, para que se lembre que, um dia, o avô lhe dedicou esta prova.

30.11.21

Ecopista

Ao fim de dois anos, reabriu a ecopista onde há mais de 10, é o meu local preferido para treinos curtos.

Sem a poluição de carros, com a natureza presente, entre ovelhas, vacas e cavalos, ali vou treinando e, ao contrário do estabelecido, corro no sentido dos ponteiros do relógio (só reparei nisso hoje).

Não há regra, sem exceção.

28.11.21

1993 - MM Vila Franca de Xira

Quando a Lucília Soares foi a minha 'lebre'

Tinha feito a meia-maratona Cego do Maio 15 dias antes (1h20'44") e ali estava em Vila Franca de Xira para mais uma MM. Muitos rostos conhecidos e claro uma atleta de eleição, Lucília Soares.

E se fosse com a Lucília? - pensei!

Dito e feito. Prova começada, Vila Franca, Alverca, retorno e eu sempre na sua peugada. Mas o desgaste tinha sido muito grande na prova da Póvoa de Varzim. E, aos 18 km, a apenas 3 km da meta, claudiquei.

Bem tentei recuperar mas já não consegui. E lá foi a Lucília, mal sabendo ela que, durante 18 km, aproveitei o seu 'pace' para fazer um bom tempo final, 1h21'30".

A Lucília venceu a prova em 1h16'07"

Na foto, Lucília Soares

10.11.21

30 anos de corridas

A minha primeira prova foi em Trigache (Odivelas) em 10/11/1991 na distância de 4,5 km e fiquei no meu escalão (Vet.1), em 6º lugar.

Lembro-me da dificuldade sentida pois aquilo era a subir e pouco mais me recordo.

Depois dessa minha primeira prova nunca mais parei. Sempre que caí, levantei-me do chão.

Muitas vezes, desanimado, pensava arrumar os ténis e não foram poucas as vezes que isso me passou pela cabeça, mas há algo que me impele a seguir em frente e a isso chama-se... paixão!

E irei continuar por mais uns anos. Não com o fulgor do passado, mas com a realidade do presente.

Já não quero mais medalhas, nem mais pódios, só quero por aqui andar.

O atletismo de início estranha-se, depois entranha-se e nunca mais se larga o vício.

E tudo começou há 30 anos, no dia 10/11/1991.