26.10.10

20 km de Almeirim

De 1992 a 2003, os 20 km de Almeirim fizeram parte do meu calendário anual. Nunca deixei de lá ir, fizesse sol ou chuva era certo e sabido que no mês de Janeiro lá ia até à terra da “Sopa da Pedra”. Haviam duas razões para que nunca tivesse falhado, tenho lá família e é uma terra que sempre nos soube receber bem.

O percurso não era o actual. Um ano (1996), devido a cheias no Ribatejo, a organização foi obrigada a alterar o percurso, deixamos de ir em direcção a Coruche e passamos a ir em direcção a Alpiarça. E, assim, neste novo percurso, a prova continuou. Um dia estalou a bronca, em 1997 apareceram os chamados “corredores fantasmas”. Estavam contabilizados como presenças mas não existiam. Os “fantasmas” já vinham do ano anterior mas não se tinha dado por isso. Esteve para ser suspensa, mas lá voltou no ano seguinte.


1998. Eu e o meu sobrinho Sérgio no rectângulo vermelho. Foto: Spiridon

2010, volto de novo a Almeirim. Como a prova, eu também mudei. Já não era aquele “jovem”, com 42 anos, que fazia 1h15’21’’ (meu melhor tempo) pelas ruas da terra do meu cunhado. Os anos passam, a vontade e a disponibilidade já não era a mesma e assim demorei 1h46’56’’ a fazer os 20 km, com muito custo, andando por vezes, e para quem pensava fazer a "Maratona do Porto", tem que reconhecer que os tempos mudaram e já nada volta a ser como dantes.

Revi os amigos da blogosfera, a amiga Otília bem me incentivou quando por mim passou, Luís Mota, Susan, Brito, Parro e esposa, Carlos Coelho, a equipa Tandur (António, Vítor e Filipe), o José Carlos Melo.


No retorno. Foto: Luís Parro

A um km do fim, depois de muito penar, olho para trás e vejo a minha “sombra” o Pára que não pára. Dei tudo o que tinha, fica para a próxima Joaquim.


A terminar. Foto: João Inocêncio

Depois o convívio com a minha mana, cunhado e sobrinhas, o comer da “Sopa da Pedra”, junto aos amigos no espaço reservado para o efeito, com um pezinho de dança de permeio. Um voltar até aos meus familiares e já o cuco dormia quando regressei a Lisboa.

Foi bom ter regressado a Almeirim, à minha prova, prova que, por causa da ganância de alguns, se ia perdendo nas brumas do tempo.

8 comentários:

Vitor Veloso disse...

Olá Mário,

De facto 11 anos de presença assídua, e acabar com a prova de um momento para outro devido aos "fantasmas" tem que lhe diga.
Agora os tempos são outros, a ganância deu lugar a falta de verbas.

Foi a primeira vez que fui correr Almeirim adorei a prova, conheço Almeirim pela Sua Rota Sopa da Pedra, adoro o afluente da barragem em Alpiarça, paisagem muito bonita.

A tua felicidade contagia, adorei estar na tua companhia com sua esposa Irene, sempre muito simpáticos.
Aquele pezinho de dança foi fenomenal.

Sempre podemos combinar um treino!
Ate um dia destes, talvez só na Nazaré!

Grande abraço e bjs
Vítor e meninas

joaquim adelino disse...

Ai se eu te tivesse visto!!! No Porto temos de fazer um pacto ou então vais pagá-las bem caras hehehehe.
Aceito a explicação que me deste, o que vale é que tens um coração forte, eu mesmo com um auxiliar não sei se era capaz de enfrentar tanta sacanice naquela "casa", olha só posso dizer-te que te aguentes.
Abraço.

Jorge Branco disse...

Parabéns!
Eu não estive presente mas adoro a prova pelo convívio e a maneira como somos tratados.
Para além de todos os problemas passados com a prova não nos podemos esquecer do excelente trabalho que a Associação 20 Quilómetros de Almeirim faz em prole do Atletismo nomeadamente na formação de jovens atletas.
Abraço.

luis mota disse...

Olá Mário!
Foi pena só nos cruzarmos na prova.
Parabéns pelo resultado alcançado
No final ainda estivemos na “Sopa da Pedra” em amena cavaqueira.
Domingo lá estaremos na Ribafria.
Boa semana,
Luís Mota

JAM disse...

Olá Mário, estive indeciso se participaria nesta prova ou na corrida do Tejo, mas fica para o ano. Já vi que é uma prova especial para ti, pois tens familiares em Almeirim e alia-se o útil ao agradável. Parabéns pelo teu desempenho, foi bem bom o tempo que fizeste, estás em forma. Felicidades para as futuras provas. Um abraço!

.JOSÉ LOPES disse...

Olá Mário

Continuam a somar as meias- maratonas no já longo curriculum desportivo.

Claro que deve haver muita diferença entre o que se passava em 1992 e agora, tanto na organização da prova como no desempenho do atleta em questão, embora a força mental e a motivação continuem.

Continuação de muitas participações desportivas

com os cumps
J.Lopes

ana paula pinto disse...

Bastam uns dias de ausência e já "não corro" com o Mário! Quero dizer, quantas novidades! Nem sabia que gostava de dançar (muito menos Boleros), não sabia dos gémeos, nem de outras coisas que, hoje, conheci através das suas palavras.

Ora, pode não ser o "jovem" de 42 anos, como diz, mas continua a correr e isso é o mais ( e o verdadeiramente) importante; com mais ou menos esforço, com mais ou menos tempos...

É sempre um gosto "correr" consigo:-))

Cumprimentos também à Irene.
Ana Paula

Anónimo disse...

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