5.4.10

Constância - Terra de Poetas


** Mariza - Canta Alexandre O'Neiil - Há Palavras que nos beijam**

Foi em 1993 a única vez que fui correr a esta Vila Poema. Esta prova, integrada nas Festas em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, tem como caraterística, o engalanar da Vila por milhares flores de papel o que, com as pavilhões de artesanato no Jardim-Horto Camoniano, faz com que esta vila ganhe um movimento popular e festivo muito agradável.

Em 1993, não haviam estes pavilhões, mas lembro-me perfeitamente das flores de papel. A prova tinha somente 7,200 km o que fiz em 26’35’’ (3’41’’/km).

Passei várias vezes por Constância, mas nunca mais lá tinha corrido. A convite do Joaquim Adelino, que me tinha inscrito para a prova, juntamente com o Daniel, voltei a esta vila.

Com o tempo fresco e chuvoso foi com agrado que fui até ao rio Zêzere e vi do outro lado parte dos trilhos que fiz em Almourol. Estava do lado que tinha visto do lado de lá há cerca de 30 dias atrás.


Foi também um reencontrar com a família Mota, a família Almeida, a do Vítor Veloso, o Carlos Lopes, o Carlos Coelho, o José Magro, o João Melo e tantos outros amigos que fazem parte deste meu mundo de corridas (para o Luís Mota e Carlos Coelho uma boa Maratona em Paris).

Foto: Isabel Almeida

Depois das provas dos escalões de infantis, iniciados e juvenis, teve início às 11h15' a prova principal.

Foto: Isabel Almeida

Foram 10km bem corridos, num percurso agradável, não se sabe se se sobe se se desce tal a ligeireza com que as pernas obedeciam ao incentivo, e ali com o rio como companheiro lá completei a prova em 47’22’’ (4’45’’/km).

Foto: Isabel Almeida

Depois o almoço, o convívio final com um passeio pelos vários pavilhões de artesanato (onde a Vila do Conde, vizinha da minha terra, se fez representar) e já com as “baterias” apontadas para os 30km que todos nós iremos domingo participar no Vale de Barris, foi um desejar de boa Páscoa e um regresso a casa.

Foto: Isabel Almeida

Um domingo diferente, numa vila por onde passaram alguns vultos da nossa poesia (Camões, Vasco de Lima Couto e Alexandre O'Neill), onde D. Sebastião se refugiou para fugir da peste, a elevou a vila e criou o Concelho e D. Maria II lhe mudou o nome de Punhete (os romanos chamavam-lhe Pugna Tagi) para Notável Vila de Constância.


E sem prémios monetários também se fazem belíssimas provas, com muita participação e muita alegria nesta vila linda onde o Zêzere abraça o Tejo.

Outras fotos desta prova:

Isabel Almeida

4 comentários:

Fábio Pio Dias disse...

Olá Mário!

Mais um excelente post acerca da corrida e outra lição de história que desconhencia por completo, com tantos ilustres reis e poetas a passarem por este local.

Quanto à corrida, parece-me que correu de feição, na foto vai com ar bem descontraído...e fez 47'22", o que é óptimo, mas aquele registo em 1993 com 3'41"/km é fabuloso!

Voltou a ser igualmente um maravilhoso convívio, e espero que o mesmo se repita no Vale de Barris e outra vez 30 Km, é o que eu bem digo Ninguém para o Benfica e o Mário :)

Um abraço e tudo de bom!

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Constância é uma belíssima prova Mário.

Há sempre que voltar! Eu sei que agora os seus voos são outros. Desejo desde já uma boa prova na Arrábida!

Um beijinho
Ana Pereira

Vitor Veloso disse...

Olá Mário,
Gostei muito de estar mais uma vez perto de si.
A prova correu-lhe muito bem, esta em boa forma parabéns.
Domingo lá estamos novamente em confraternização desta vez na Arrábida.
Boa semana
Grande abraço
Vitor Veloso

JOSÉ LOPES disse...

Olá Mário

A cultura "entrelaçada" com a corrida.

A amizade
O convívio
O almoço
As paisagens
Outra manhã bem passada

Com os cumps
J.Lopes