Ontem, voltei de novo a correr esta prova. Cerca de 10 mil pessoas estavam presentes. Nunca tinha visto tanta gente (em 2005 eram cerca de 5000 os participantes) numa prova de 10 km. Dos conhecidos só vi o Hamilton, irmão do Fábio do blogue Amantes da Corrida.
Fez bem a organização em colocar "t-shirts" diferenciados nas mangas para o sexo masculino e feminino, é que assim evitou-se o cortar da meta de “mulheres” com bigode farfalhudo como, infelizmente, em muitas provas acontece.
Dada a partida era ver aquele “Mar” azul pela Marginal ligando Algés a Oeiras, lindo!
Como comecei no lugares destinados aos sem tempo, demorei cerca de 3’ e 10’’ até conseguir passar o insuflável da partida. Curiosamente no sítio dedicado a esta corrida, Corrida do Tejo, a classificação final tem em atenção o lugar chegado desde o tiro da partida e não o do “chip”, se assim é para que é necessário o “chip”?
Já há várias semanas que, no meu local de trabalho, havia um “duelo” entre uns amigos que iam fazer esta prova (Nuno, Duarte e Fernando, eu era o D'Artagnan). Quem ficaria em 1º dos 3 mosqueteiros???
De início estávamos todos juntos, passada a partida logo um tentou adiantar-se ao grupo. Ziguezagueando, lá conseguiu uns bons metros e assim continuou até na “Cruz-Quebrada” ter sido ultrapassado. Como eu era o mais experiente ia, tipo lebre, conduzindo os meus outros companheiros, mas ao 8º km lá se foi a lebre e começou a tartaruga (os meus amigos vão estar proibidos de se casarem no dia anterior às minhas provas
E assim se faz uma prova, brincando também se corre. Pelo caminho viu-se alguém a ser assistido a um pé, outro inanimado, com a ambulância a prestar-lhe o apoio devido e depois de acabada a prova, mais um que junto a outra ambulância vomitava como se tivesse comido um manjar dos deuses, um km que tinha 800 metros e outro que tinha 1200. Muitas garrafas deitadas pelo caminho em vez de lançadas para as bermas, pisadas, caso estejam com a tampa, podem originar lesões graves, mas é disto que prova a prova, ano a ano tenho sempre visto, nunca mais o pessoal aprende.
Parabéns à organização, Parabéns aos músicos que nos alegraram o caminho, Parabéns aos meus companheiros de corridas.
Todos somos campeões quando fazemos aquilo que gostamos!
A Corrida do Tejo já vai na sua 29ª edição. Espero em 2010 voltar lá de novo e ver aquele “Mar” azul (eu que estive num “Mar” verde, a floresta do Mayombe- Cabinda) a serpentear de novo pela Marginal rumo a Oeiras.
P.S. - Os meus agradecimentos à Rita Borralho pelo comentário deixado no meu tema "O Treino e o Silêncio". Para nós, corredores, serás sempre uma referência, na luta contra a adversidade e pelo que fizeste em prol desta modalidade. Bem-Hajas!