Durante os quase 20 anos que levo de corridas já participei em muitas S. Silvestres, onde corri com espírito competitivo. Mas a melhor S. Silvestre estaria guardada para uma fase em que eu já não espero nada a não ser pelo convívio e desfrutar o ambiente que envolve as provas em que agora participo.
Esta S. Silvestre do "El Corte Inglés", ultrapassou tudo o que até agora tinha imaginado em provas deste tipo nesta altura do ano. Fez-me lembrar a Meia-Maratona de Sevilha com as ruas todas engalanadas, um ambiente festivo e muita gente na rua. Como é de calcular o CCD de Loures não podia faltar a esta prova e aqui estamos nós no Largo do Carmo, lugar histórico onde Salgueiro Maia fez cair o regime.
O tempo, embora fresco, estava óptimo para a prova e depois de um aquecimento percorrendo aquelas ruas iluminadas do Rossio, há que aguardar pelo tiro de partida. Havia uma guerra de sexos, mas como aquela não era a minha guerra, fiquei a conversar com o Joaquim Ferreira e com mais alguns elementos da equipa do CUN Boston.
Dada a partida lá vou eu em passo de tartaruga pois como os participantes eram muitos não dava para mais já que tinha partido atrás do pelotão.
Junto ao Teatro Nacional D. Maria II, ouço alguém a chamar por mim, era a Isabel (esposa do António Almeida) a "nossa" fotógrafa de serviço que de máquina ajustada lá me tirou uma foto para a posteridade (soube que a filha, a pequena Vitória tinha participado na prova da pequenada e que temos uma boa futura atleta).
Juntamente com o amigo Joaquim Adelino, a Susan e a Mariana (esposa e filha do Luís Mota) fomos em franco convívio percorrendo o percurso excelente (embora em certos locais muito afunilado devido às obras de Santa Engrácia que a zona ribeirinha se transformou) e em plena prova fomos tirando fotos uns aos outros com a máquina fotográfica que o Adelino tinha levado.
Depois da primeira ida até ao Cais do Sodré, nova passagem pelo Rossio, e todos nós à procura da Isabel, dizia eu que ela se encontrava junto a Teatro mas desta vez estava no lado contrário e mais uma foto desta vez ao grupo.
Na subida da Avª da Liberdade, sentindo-me bem (durante todo o dia sentia-me mal, talvez dos excessos do Natal) deixei o grupo e fui lançado que nem um "foguete".
Fui vendo as caras conhecidas, O Fernando Faria, o Hamilton, o Gilberto, o Fábio Dias e... mais ninguém!!! Devem ter ido de TGV.
A chegada foi cinco estrelas. Tendo parado logo após a passagem do insuflável (lembrando-me do que tinha acontecido no g.p.de Natal) logo um elemento da organização se aproximou dizendo que mais à frente tínhamos espaço suficiente, e assim foi... Impecável.
Não deu para conviver com os amigos, pois quem vai em carro alheio tem que se cingir às condições estipuladas pelo condutor mas ainda deu para dar um abraço ao Vítor Veloso.
Parabéns à organização, assim vale a pena correr!
