7.3.19

'Lembrar Analice'


Tinha estado na 1ª edição logo após o falecimento da Analice. O ano passado (2ª edição) não sei a razão, não me lembrei de que havia mais uma 'prova' dedicada a esta grande Mulher.

Há muito que não me encontrava com a 'minha' malta. Já tinha saudades daquele ambiente que só quem corre sabe o quanto especial é.

Desta vez levei o GPS pois quando vou para S. João das Lampas, perco-me sempre. O dia estava com nevoeiro, chuvoso, mas aquele fresco da manhã soube-me bem. Chegado, foi aquele abraço a pessoas que não via há muito tempo. O Joaquim Adelino, a filha, o Fernando Andrade, o Félix, a Margarida Henriques, a Maria Puga, o Amaral...

Era para fazer a caminhada pois não tenho treinado e trilhos há já muito tempo que não faço, mas desafiado pela Margarida, fui para os 15 km. Éramos três e passamos a quarteto quando kms depois se juntou ao grupo a Anabela Moreira que, embora ainda 'novata' nestas andanças, deu bem conta do 'recado'. Trilhos com vistas de rara beleza, de uma maravilha estonteante, onde os caudais dos ribeiros faziam-nos saltar de pedra em pedra como pequenas rãs tal a magnitude de beleza que a natureza nos oferece. Um voltar a ver a 'Praia da Samarra' e percorrendo aquela berma tem-se a imagem da pujança do mar que entrava naquela pequena enseada.

O cansaço era já bastante e uma dor arreliadora no joelho fez-me pensar que realmente estava a exagerar no esforço depois de tantos meses parado. Mas a placa "Ponte Romana" a dor fez esquecer e voltei a ver a ponte que na 1ª edição tinha passado na companhia do Fernando Andrade. Já nessa altura ia de novo com a Margarida e a Maria Puga. A Anabela ficara no abastecimento na 'Praia da Samarra', para se juntar a uma amiga e iriam acabar a 'prova' juntas.

Não sei quanto tempo se passou desde a nossa partida, mas quando acabámos já muitos tinham partido... para casa.

O céu estava triste e 'chorou' mas essa água abençoada, foram lágrimas da Analice pela alegria de nos ver ali, e mais uma vez prestar-lhe a Homenagem que tanto merece.

fotos Fernando Andrade, Orlando Duarte, Anabela Moreira e a minha 'Praia da Samarra'







2.11.18

Analice Silva

Homenagem da Câmara Municipal de Odivelas à nossa Analice Silva.

Foi de uma emoção tremenda. E penso que todos os que ali estavam nesta Gala sentiram isso. Não regatearam aplausos tanto quando o filme acabou (muito bem feito e elucidativo. está de Parabéns o Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Odivelas), como quando o Orlando Duarte recebeu a placa.



29.9.18

Crónica de uma morte anunciada...

Por ela subiu as montanhas mais altas, atravessou os mares mais extensos, penetrou nas florestas mais densas, andou pelos desertos mais secos, percorreu os caminhos mais duros e, mesmo assim, ela matou-o, ele nunca estava em casa. Outro havia, que lhe aquecia a cama.

... E ainda as mulheres dizem que os homens, só pensam em sexo.

Não merecias, viveste 50 anos, mais não te deixaram, mundo cão este.

(Luís Grilo foi assassinado pela mulher e amante em 15 de julho de 2018)

31.12.17

S. Silvestre de Lisboa - 2017

Chegado aos Restauradores, e verificando a quantidade de atletas que já lá estavam, era quase impossível ver rostos conhecidos assim de um momento para o outro. Teria que os ir procurando conforme ia caminhando para o meu local de partida.

Mas não teria que procurar muito pois à saída do Metro encontrei o Paulo Paredes, um amigo com quem já fiz várias provas e que há muito não o via. Desejados o Bom Ano, seguiu-se a minha "afilhada" Andreia Oliveira que desta vez (ao contrário do ano passado que partimos juntos), não participou na prova. Ao José Marques também os desejos de Bom Ano e lá se foi colocar no seu bloco de partida. A Isabel Almeida também lá estava.

Já dentro do meu perímetro de corrida, vejo o grande amigo Fernando Andrade e logo a seguir a Dina Mota, o José Pereira e a Mafalda da Lebres do Sado.

Dada a partida por "vagas", lá fomos correndo pela linda cidade de Lisboa, toda ela iluminada com enfeites de Natal (a Avª da Liberdade estava espantosa).

O Andrade muito rápido para o meu andamento lá se foi embora. Durante alguns km ainda aguentei a pedalada da Dina e da Mafalda, mas os meus treinos têm sido poucos e aos poucos foram-se distanciando. Passo pelos companheiros do Mundo da Corrida, António e Esmeralda, mas apercebi-me que não podia continuar naquele andamento, ainda havia a Avª da Liberdade para subir. Os meus treinos não tinham ultrapassado os 5 km e mesmo assim com paragens pelo meio, fruto da situação anómala que em 2017 tenho vivido.

Na subida, juntam-se a mim o António e a Esmeralda. Lá a fui fazendo penosamente, sempre com o apoio do António. A faltar uns 100 metros para o Marquês começo a andar. Mas pouco. Depois de contornar é só descer e aí veio ao de cima o que sempre fui, mau a subir e rápido a descer.

Com o incentivo do António lá fui pela Liberdade abaixo em liberdade plena de força e querer. No final vi a Henriqueta Solipa e a Ana Monteiro, no seu grupo de Tartarugas e...

... Assim finalizei este ano de corridas. Fiz poucas, muito poucas, espero que no próximo ano, haja uma boa viragem e volte a correr mais vezes e sentir a adrenalina que esta vida de corridas nos dá.

BOM ANO 2018