2.11.18

Analice Silva

Homenagem da Câmara Municipal de Odivelas à nossa Analice Silva.

Foi de uma emoção tremenda. E penso que todos os que ali estavam nesta Gala sentiram isso. Não regatearam aplausos tanto quando o filme acabou (muito bem feito e elucidativo. está de Parabéns o Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Odivelas), como quando o Orlando Duarte recebeu a placa.



29.9.18

Crónica de uma morte anunciada...

Por ela subiu as montanhas mais altas, atravessou os mares mais extensos, penetrou nas florestas mais densas, andou pelos desertos mais secos, percorreu os caminhos mais duros e, mesmo assim, ela matou-o, ele nunca estava em casa. Outro havia, que lhe aquecia a cama.

... E ainda as mulheres dizem que os homens, só pensam em sexo.

Não merecias, viveste 50 anos, mais não te deixaram, mundo cão este.

(Luís Grilo foi assassinado pela mulher e amante em 15 de julho de 2018)

31.12.17

S. Silvestre de Lisboa - 2017

Chegado aos Restauradores, e verificando a quantidade de atletas que já lá estavam, era quase impossível ver rostos conhecidos assim de um momento para o outro. Teria que os ir procurando conforme ia caminhando para o meu local de partida.

Mas não teria que procurar muito pois à saída do Metro encontrei o Paulo Paredes, um amigo com quem já fiz várias provas e que há muito não o via. Desejados o Bom Ano, seguiu-se a minha "afilhada" Andreia Oliveira que desta vez (ao contrário do ano passado que partimos juntos), não participou na prova. Ao José Marques também os desejos de Bom Ano e lá se foi colocar no seu bloco de partida. A Isabel Almeida também lá estava.

Já dentro do meu perímetro de corrida, vejo o grande amigo Fernando Andrade e logo a seguir a Dina Mota, o José Pereira e a Mafalda da Lebres do Sado.

Dada a partida por "vagas", lá fomos correndo pela linda cidade de Lisboa, toda ela iluminada com enfeites de Natal (a Avª da Liberdade estava espantosa).

O Andrade muito rápido para o meu andamento lá se foi embora. Durante alguns km ainda aguentei a pedalada da Dina e da Mafalda, mas os meus treinos têm sido poucos e aos poucos foram-se distanciando. Passo pelos companheiros do Mundo da Corrida, António e Esmeralda, mas apercebi-me que não podia continuar naquele andamento, ainda havia a Avª da Liberdade para subir. Os meus treinos não tinham ultrapassado os 5 km e mesmo assim com paragens pelo meio, fruto da situação anómala que em 2017 tenho vivido.

Na subida, juntam-se a mim o António e a Esmeralda. Lá a fui fazendo penosamente, sempre com o apoio do António. A faltar uns 100 metros para o Marquês começo a andar. Mas pouco. Depois de contornar é só descer e aí veio ao de cima o que sempre fui, mau a subir e rápido a descer.

Com o incentivo do António lá fui pela Liberdade abaixo em liberdade plena de força e querer. No final vi a Henriqueta Solipa e a Ana Monteiro, no seu grupo de Tartarugas e...

... Assim finalizei este ano de corridas. Fiz poucas, muito poucas, espero que no próximo ano, haja uma boa viragem e volte a correr mais vezes e sentir a adrenalina que esta vida de corridas nos dá.

BOM ANO 2018

16.10.17

Maratona de Lisboa - um ano depois

A crónica que faltava.

Fim do último intervalo. O espetador já não se senta, ele é o próprio autor, realizador e intérprete do filme. Já não havia volta a dar. Depois dos incêndios e do esmorecimento sentido nos últimos tempos, teria que ir atrás do sonho, do que se propusera fazer muitos meses antes. Já não teria a companhia de quem disse que o faria, mas nada que à última hora o fizesse desistir. Embora mal preparado devido aos últimos acontecimentos, iria na mesma.

Levanta-se cedo. Olha através da janela, noite escura como breu. Pequeno almoço ligeiro como sempre fizera, vestido para a ação, teria que ir até ao local onde um outro transporte o aguardaria para o local de partida.

Vai por caminhos por si conhecidos, vira à direita e ali não há onde colocar o carro. Segue em frente e depara com a via em obras. Ao longe um sinal azul com seta diz-lhe que pode avançar. Não o deveria ter feito. A rua completamente destruída, com terra e pedras por tudo o que era sítio, obriga-o a ir para o local menos provável, a linha do elétrico.

Tão cedo ainda e o que ele vê? O elétrico. Ficou frente a frente com o dono da via onde estava. Nada mais podia fazer que desviar-se e foi o que fez. Foi para o barranco existente entre a linha e as obras. Com tanto azar que um dos pneus bate numa caixa de esgotos isolada porque tudo em seu redor tinha desaparecido.

Pneu furado. Mas tinha que chegar ao Cais-do-Sodré. Mete-se outra vez na linha e com o pneu em baixo chega ao local.

Com o coração nas mãos pois além do pneu podia ter havido outros estragos, apanha o comboio até Cascais.

Ali encontra amigos e a partida dá-se, tinha começado a sua última maratona. Com duas companheiras de equipa palmilha os km. Aqui e ali, o apoio de gente conhecia. Paragens porque uma das que ia era a sua 1ª maratona e não estava a aguentar, tendo tido uma pequena assistência médica, mas lá continuamos.

Quando passa no Cais-do-Sodré uma dúvida assalta-o, como estaria o carro?! Pensa ali desistir mas tinha uma missão a cumprir. Para além de ser a última maratona tinha dedicado a mesma a alguém. Tinha que a acabar.

Muitas dificuldades passou nos kms finais. Mas com o apoio das companheiras acabou.

Agora teria que ir até ao local onde estava o carro. Dorido, cansado e sem ninguém ali que lá o levasse foi de metro.

Chegado, mais nada havia senão um pneu furado que tinha comprado um mês antes.

Procura o "macaco", e o pneu suplente nunca utilizados. O "macaco" não funcionava e o pneu... vazio.

E mais uma aventura ali passou.... que para o caso não interessa pois fez a última maratona e estava só e a pessoa que lá do alto lhe sorria, agradecendo o tributo feito.

foto Margarida Henriques: com as companheiras na prova.