2.11.19

A corrida e a saúde

Em prova e nos anos que levo disto, já vi muitos casos onde houve necessidade de recorrer aos serviços médicos presentes para resolver situações graves.

Numa maratona vi um atleta que tinha perdido o 'norte'. Estava de tal maneira desnorteado que começou a correr em sentido contrário ao nosso, ia em 'contramão'.

Avisei os elementos que estavam a apoiar a prova, tentaram demovê-lo mas ele fez questão de continuar, colocaram-no no rumo certo e quando acabei a minha prova, tempos depois lá vinha ele aos 'esses' mas acabou.

Numa meia maratona um companheiro meu, ao entrar no autocarro do clube, vinha tão branco que tendo eu ali uma barra energética dei-lhe e era ver a cor a voltar-lhe ao rosto. Tantos casos de desmaios e até mortes ocorreram em provas.

Eu, como não sou diferente de ninguém, uma vez fui numa ambulância, Geira Romana 2010, lesionado, perdi-me no Gerês e, por duas vezes, fui parar ao hospital: trilhos de Almonda 2013 com desidratação extrema (o calor era tanto que chegava aos 44º) , e Mirante 2015 com espasmos musculares.

Ao primeiro sinal de perigo há que parar, exceto quando estas situações acontecem, quando não esperamos.

Podia ter desistido de correr, mas por aqui ainda continuo, o que não nos mata, torna-nos mais fortes... até um dia!


foto: João Martins - no Hospital de Torres Novas - Almonda

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