8.11.19

A corrida e a ansiedade

Quem é que nunca teve uma noite mal dormida, o saber o que comer, o não acordar a horas, o chegar atrasado à prova?!

Por muitos anos que se participe em provas há sempre esta ansiedade. No meu caso é de adormecer e não acordar a tempo para me deslocar à prova, por isso essa noite é sempre mal dormida e já levo quase 30 anos disto.

Na prova que participei na Ponte Vasco da Gama, falou-se um pouco sobre isso. Houve quem me dissesse que nessas noites antes das provas, tome sempre um comprimido para dormir. Tomar pode-se tomar, o mal é se não acorda a tempo.

Outro fator é na hora da partida. As 'borboletas' no estômago começam a fazer efeito, as casas de banho estão sempre com fila, o tal café que tomou pouco antes está a fazer das suas, o olhar para o cronómetro é uma constante, se há WC pelo caminho e se vai conseguir acabar a prova ou não. Enfim uma panóplia de pensamentos, quase sempre negativos, atravessam a nossa mente e muitas vezes não há razão para tanta ansiedade.

Segundo o Prof. Creff: "A ansiedade, muito mais que o trabalho muscular, é susceptível de modificar o teor do açúcar no sangue e os desportistas que sofram de grande ansiedade, e nota-se que o seu número aumenta cada vez mais e consoante se vai atingindo a Alta Competição, não controlam muito bem as variações do seu tonus neuro-vegetativa, o que provoca uma grande secrecção e, em em certos indivíduos, até uma hipersecrecção de adrenalina, ocasionando um rápido desgaste das reservas energéticas"

Mas nós não somos atletas de alta competição. O nosso desafio é vencer os km que se avizinham e, para isso, há que manter a calma e serenidade.

O nosso objetivo é 'cortar' a Meta. Quando a ultrapassamos toda essa ansiedade deixou de ter razão de ser... Até à prova seguinte!

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