29.5.20

Tesourinhos...

15 km - Corrida das Fogueiras

Participei vários anos nesta prova. Prova disputada à noite teve, creio que em 1992 ou 1993, um disparate quando era primeiro-ministro Cavaco Silva. Em vez de uma alterou para duas horas a hora de verão. Nessa noite não se acenderam pela primeira vez as fogueiras em Peniche. Para quê se às 9 horas ainda era dia.

Nesta prova ofereciam aos primeiros 200 classificados um porta-chaves, o anverso com a heráldica da cidade e no reverso o ex-libris de Peniche, a Nau dos Corvos ou Pedra da Nau no Cabo Carvoeiro.

Ganhei algumas que dei aos meus familiares, mantendo comigo até hoje e desde esse ano o meu porta-chaves, o que ganhei em 1995 (já lá vão 25 anos). Fiz o tempo de 56'55'', fiquei na geral em 152º lugar e no escalão V1 em 17°.

Corria-se bem nessa altura!

27.5.20

Resumo de uma carreira

Estou quase a fazer 30 anos de corrida. Treinei pista, salto em comprimento e barreiras no Benfica de Luanda por volta dos meus 18/19 tendo abandonado e até aos 39 anos foi só futebol. Depois arrumei as botas e calcei de novo os ténis.

Como trabalhava por turnos (semanas de noite incluídas), não podia almejar grandes tempos, pois muitas vezes ia para as provas sem descanso algum (e nas duas vezes que fui parar ao hospital nos trilhos, tinha saído de duas semanas de noite).

Fiz o que pude e quem faz o que pode a mais não é obrigado!

Um dia destes deu-me para catalogar por tempos todas as provas que tinha feito nas suas mais variadas distâncias. Só tenho até 1999, a partir daí desisti de as inscrever pois os tempos que fazia não mereciam esse trabalho e ter pensado mais em desfrutar do que continuar a 'lutar' por lugares cimeiros.

Só estão os melhores tempos de cada prova, embora as tivesse feito muitas vezes.

Não são grandes tempos, mas também não podia exigir mais de mim.

Vou colocar só as principais distâncias pois haviam provas com distâncias para todos os gostos e, como todos nós sabemos, mesmo nas mesmas distâncias, há provas e provas.

Falta aqui a MM da Inatel na Costa da Caparica, onde fui campeão distrital com 1h22'52'' em 1996

24.5.20

Meia Maratona na Areia Analice Silva

Era hoje mas, devido à pandemia, foi cancelada e alterada para o próximo ano.

No entanto um grupo de sócios da Associação 'O Mundo da Corrida' que tinha a seu cargo este evento e amigos desta grande Atleta, reuniram-se hoje na Costa da Caparica para prestar a sua Homenagem à prova que não se realizou, em memória da Analice.

Houve encontros e desencontros mas no fim, num lindo dia de sol e mar, estávamos juntos no areal da Costa onde a Analice tanto gostava de correr.

... e ela lá no alto sorria!

17.5.20

Arejar...

Está na hora de arejar as ideias e organizar a mente...

Vou correr!


foto: Luís Alberto Santos na prova do Mirante (2014)


7.5.20

Vitor Veloso

Os amigos de peito que penso ter, são muito poucos. Com eles partilhei momentos da minha vida, estudei com um, fui à tropa com outro, corri com alguns muitas provas mas cada um (excetuando um caso ou outro) no seu passo.

Há um que conheci em 2009 numa meia-maratona em Lisboa e até hoje foi preponderante em muitas situações que vivi (e eu sei que também o fui para ele).

Na Geira Romana em 2010 quando lesionado andei perdido no Gerês, e já em desespero consegui por fim sair daquele labirinto a caminho da estrada, ouço o telemóvel tocar, era o Vítor preocupado pois sabiam que havia alguém perdido na serra que era eu.

São inúmeras as provas que ele fez comigo: Ultra Maratona do Atlântica, Almourol (após um problema grave de saúde que tive), Kayak - Trail do Tejo, S. Silvestres, Maratonas, Caminhadas… foi sempre o companheiro que muitos gostariam de ter, um ‘puto’ maravilha.

Estou-lhe grato por tudo e para mim a palavra gratidão não é uma palavra vã. Há quem a esqueça mas eu não. Um dia, sozinho, fiz 35 km no areal da Costa da Caparica pelos seus 35 anos de vida.

São estas pessoas que nos fazem acreditar que, num mundo cruel, ainda há quem valha a pena ter a nosso lado. Hoje menos presentes que no passado, mas mesmo ausentes, os amigos do peito (onde o Vítor está incluído) estarão sempre em mim, sempre no coração.

Grande Abraço Vítor. Amigos para Sempre!

fotos: Almourol 2013. O Vítor aguardando-me para aquele abraço e eu na Costa da Caparica depois de fazer os 35km (na areia escrevi 'Parabéns Vítor - 35km)

2.5.20

1° de Maio no dia 2

Por impedimento não pude ontem, sozinho, entregue a mim mesmo, comemorar o 1° de Maio, prova que tal como a Corrida da Liberdade, faço questão em participar todos os anos.

Hoje pus os pés a caminho e na intenção de fazer os 15km da prova.

Com bastante dificuldade nos últimos km lá o consegui.

Pegando numa parte de um poema de Henley, que o meu filho Renato Lima colocou no seu FB, nem a pandemia me faz parar:

"Por ser estreita a fenda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou o mestre de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma."

foto: AMMA - 1° de Maio 2015

30.4.20

Escrita...

Falo pouco, escrevo muito.
A escrita é a minha voz.

©Mário Lima

29.4.20

O Homem do Momento

Subiu e desceu a Avenida da Liberdade completamente sozinho, com uma enorme bandeira de Portugal com o mastro apoiado ao ombro.


Quem é este homem? Todos nós ligados ao atletismo sabemos bem quem ele é. Carlos Ferreira de seu nome, vestido de empregado de mesa, uma bandeja na mão com uma garrafa de água e um copo, durante anos correu em muitas provas onde participei (não confundir com outro atleta também com o mesmo nome e que atualmente também o vejo em provas vestido da mesma maneira e com bandeja).

E lembrei-me que um dia o tinha filmado. Foi no longínquo ano de 1996. Eu estava lesionado e em vez da Maratona só fiz a meia-maratona juntamente com o meu irmão Alfredo Lima, e enquanto aguardava a chegada do meu irmão Josué Lima que participou na Maratona, fui filmando a chegada de outros participantes.

Tenho uma filmagem hoje histórica, o momento em que este Homem, solitário na Avª da Liberdade em 2020, terminava a meia-maratona em 1996 nos Jerónimos.

Minuto 1:30

14.4.20

Treino

Mais um treino e uma avaliação do estado da nação. Mais carros a circular e no parque o normal no período da manhã.

A dona com o seu buldogue ambos no banco e a baba do cão a cair sobre o mesmo. Um atleta com elásticos exercitava-se, e o grande Armando Aldegalega, hoje com máscara (mas teve que colocar o nariz de fora que isto de correr com ela não deve ser fácil), por ali também treinava.

Chegado aos 8km e ia fazer o regresso a casa (seriam 10 km de treino), reparei num impermeável no trilho. Como tinha visto uma senhora com mochila, logo pensei que seria dela, localizei-a e era mesmo. Levei-a ao local, felizmente ainda estava lá, e feito essa boa ação de escoteiro, acabei por fazer 12km.

Depois fui visitar a minha 'diabinha' , onde fizemos uma sessão fotográfica. Como é fêmea e vaidosa, não queria sair do meu joelho.

Tanto é vaidosa, que aqui está em pose, a olhar para o seu reflexo na máquina. Ai, ai... Mulheres!

6.4.20

Parque

Hoje no parque onde treino

A inconsciência de uns, é a morte de outros.

As fitas de proteção, fazia-lhes 'comichão'.

29.3.20

Treino Matinal

A hora mudou mas às 11 vs 10h, estava a preparar-me para dar início ao meu treino dominical.

Hoje havia pouco trânsito. Aqui e ali, um transeunte ou atletas como eu, percorriam as estradas quase desertas. No parque, o macho pato-real passeava com a sua parceira no rio da Costa. Os patinhos deviam estar escondidos pois não vi nenhum. O movimento por ali era pouco. O buldogue sentado no banco ao lado da dona, umas meninas a correr, um sujeito em jeito de ginástica subindo uma escada imaginária, o céu azul e um silêncio que fazia com que ouvisse o som das minhas passadas.

Fui só, regressei só e fiquei bem comigo mesmo, e estando bem comigo, estou de bem com o mundo.

27.3.20

Treino em tempo de pandemia

Hoje mais um treino. A estrada tinha mais movimento que o habitual, até parecia que não estávamos em quarentena e em fase de mitigação.

A Feira do Silvado encerrada e o parque, talvez por ser no período da manhã, tinha pouco movimento.

Parei por momentos o treino, para tirar esta foto à fêmea do pato-real com a sua filharada, e pela quantidade de patinhos, o pato-real não fez quarentena.

😇

A vida continua e Vamos Ficar Todos Bem!

19.3.20

Dia do Pai

Pai em Luanda passamos uma guerra civil. Ficámos lá sobrevivendo como podemos. Conseguimos vencer essa guerra
Hoje, de outra forma, há uma nova guerra, esta contra um vírus, mas os teus filhos, também já pais, irão vencer de novo.
O país está, como no nosso tempo, quase parado, mas fui treinar.
Este treino solitário dedico a ti.

Bjs Pai, estejas onde estiveres.

23.2.20

21º Grande Prémio do Atlântico

Embora não totalmente restabelecido da gripe que me afetou, e ter deitado tardiamente, hoje (ainda as gaivotas secavam as penas nos primeiros raios de sol), lá estava na Costa da Caparica, para cumprir os 10 km desta prova.

Ao contrário de 2011, desta vez tudo correu bem. O tempo ajudou, a organização impecável, sinal que se aprende com os erros, e foi a prova possível. A partir do sétimo quilómetro quebrei um pouco. Ainda pensei começar a andar, mas há razões mais fortes que nos impele para a frente e quando assim é, a mente dá uma ajuda e os sonhos concretizam-se.

É bom saber que os piores momentos estão a passar.


26.1.20

Fim da Europa - 2020

Nunca tinha ido a esta prova de comboio. Noite mal dormida como sempre quando tenho prova, pegar no saco e a caminho da vila que Lord Byron chamou de “glorioso Éden” e Almeida Garret “amena estância”.

Cheguei cedo, muito cedo, deu para ver a bruma subindo a serra, o Palácio da Pena ir aparecendo e o dia modificando. Tinham dado céu muito nublado e afinal o sol surgiu, o tempo ficou agradável e a serra à espera daqueles que a iam desfrutar.

Parti às 10h, com a amiga Maria Puga que era a primeira vez que participava na prova. Logo nos primeiros km senti que não estava em condições físicas para as subidas. Mesmo considerando que as subidas sempre foram o meu 'calcanhar de Aquiles', estava difícil conjugar o esforço com a respiração e arfava desesperadamente. Bem procurava controlar fruto de tantos anos de provas, mas nada. A Maria Puga bem me apoiava e mostrava preocupação, mas eu dizia que não era nada e que recuperaria. Sabia que não o conseguiria e correndo e andando, deixei-me ir.

Olhei aquele verde luxuriante, as árvores que ladeavam a estrada, faziam-me lembrar outros sóis, outras luas, outros tempos. O cheiro da maresia começou a invadir-me. O mar, o mar fitava-me como dando-me um abraço. Eu e o mar, o mar e eu seremos um dia um só.

O farol, os sorrisos, os braços levantados, os incentivos e, de mão dada, eu e a Maria passamos a meta. Terminada a prova, o abraço amigo e sentido.

Tudo o resto não importa, só a camaradagem.. Os amigos são para ficar no coração.

1.1.20

O GPS

Tudo na vida tem um princípio e um fim.

No princípio era o Verbo e, a partir daí, surge o Tempo. Durante milénios, o sol era o principal medidor do tempo, e surgem os relógios de sol (os obelisco eram relógios e surgiram há 3500 a. C.). Depois tudo evolui e surgem os relógios de corda e, mais tarde, com a evolução tecnológica, aparecem relógios que nos dão indicações preciosas, relativamente ao batimento cardíaco e outras, e uma função importante... O GPS.

Até 2010, como corria em estrada, sempre usei o relógio normal de pilhas com cronómetro. Como é óbvio, o relógio não media a distância, e como tudo ou quase na época, era medida a 'olhómetro' ou por uma roda que ia a um metro do passeio e fazia a contagem da distância, nada era fiável. Chegava-se ao fim da prova, parava-se o cronómetro e era assim que avaliávamos o tempo feito numa pseuda distância 'correta'.

Em 2010 passo a correr em montanha. Ali o cronómetro não me servia de nada pois querendo avaliar a quilometragem feita, teria que recorrer aos novos relógios que apareceram com GPS. Nos trilhos não há indicação de km a km. Corre-se e se não tivermos algo que nos oriente sobre os km percorridos, é certo e sabido, que quando aparece as indicações de 10/20.../50km já vamos com a língua de fora por falta de controlo da nossa parte do esforço efetuado.

Comprei o meu Garmin 205 (estava comprado e outros já estavam a aparecer sempre com novas funcionalidades).

A semana passada, ao fim de 9 anos de serviço, chegou ao fim. Ainda comprei uma bateria mas tudo aquilo, tal como nós, mesmo colocando um 'coração' novo, o 'corpo' estava desgastado. Já na meia maratona tinha dado sinal disso, apagou algumas vezes durante a prova.

No último treino, tenho 7km mas corri mais pois quando me apercebia estava apagado e logicamente assim não contabiliza nem distância, nem tempo.

Foram muitas as provas feitas com este relógio. 'Correu' comigo muitas serras e montanhas, andamos de noite de 'mão' dada ouvindo o barulho do mar em provas noturnas. Corremos nas areias quentes de Melides/Tróia, foi minha 'amante' nas horas tristes e alegres que a corrida nos proporciona e é com relativa tristeza que olho para o fim dele. Nunca mais irá ficar no meu pulso. É um relógio sim, sem sentimentos, sem tic-tac que se ouça, mas tem muito de mim.

Esta foi a sua última leitura.

28.12.19

S. Silvestre de Lisboa - 2019

Fiz esta prova pela primeira vez em 2009. Começava no Rossio e terminava no Terreiro do Paço pela Rua Augusta. Uma maravilha. Em 2010 passou em definitivo para os Restauradores.

Desde esse ano que comecei a correr esta prova, encaro-a não como um desafio, mas sim como uma 'despedida' do velho ano junto aos amigos e desejar a todos um Bom Ano ao ano que se avizinha, no fundo os desejos sempre naturais e normais e a única coisa que muda são os aumentos a partir do dia 1 de janeiro, e o mudar da folha do calendário.

Este ano iria o grupo dos quatro, que em 2015 começaram e acabaram juntos a prova, voltar a reunir-se e reviver esse ano. Ao "toque de reunir do clarinete", resposta imediata e assertiva de todos e, ali, nos Restauradores lá estávamos nós mais duas 'aquisições', pois o convite estava feito a quem se quisesse juntar ao grupo.


Aqui com outros amigos


Uma alegria voltar a ver-nos e lá fomos para a última 'vaga', para irmos à vontade, pois a finalidade não era fazer tempos mas sim conviver, que é o mais importante.


E foi assim que partimos e foi assim que acabámos... juntos!

Na 24 de julho, já no retorno, alguém cai, houve uma série de atropelos e eu para fugir àquilo, corro para o lado, deito um pino separador ao chão e ao levantá-lo para ninguém tropeçar nele, sinto a dor que me afeta há já algum tempo. Vou alguns km mais lento mas sempre apoiado pelos amigos e, curioso, ao chegar aos Restauradores e fazendo jus ao nome 'restaura... dores' comecei a sentir-me melhor. Subi muito bem a Avenida da Liberdade, acabando o sexteto por fazer o último km em velocidade estonteante que se não fosse o facto de haver muita gente à frente a atrapalhar, tínhamos ganho o prémio do melhor tempo.

E foi bonito, mais uma vez, e desta vez como sexteto, acabamos a prova de mão dada e braços levantados.



Cortada a meta, um abraço de amizade entre nós em círculo, o desejar de um Bom Ano 2020 e se tivermos pernas e saúde, para o próximo ano lá estaremos de novo.

Obrigado Amigos, um Grande Abraço pela Amizade e Companheirismo.

O meu diploma e os tempos de passagem




8.12.19

Meia-Maratona dos Descobrimentos 2019

"No mundo da corrida, não há homens nem mulheres, operários ou doutores... somos todos corredores!"

A última meia que tinha feito foi na Nazaré em novembro de 2016, após a Maratona realizada em outubro (feita para ajudar quem iria fazê-la pela primeira vez e em memória de uma sobrinha/afilhada falecida nesse ano num acidente).

A partir daí foi uma travessia no deserto, uma por falta de motivação, depois as lesões e outras situações, fizeram-me relegar para segundo plano as corridas.

Este ano tinha resolvido voltar a fazer a meia-maratona. Motivo, 'apadrinhar' quem iria participar pela primeira vez nesta prova.

Devido a uma dor que se alojou no 'gémeo' ainda em setembro, depois gripe e por fim uma outra dor que me fez andar a gelo e a Voltaren até ao dia anterior à prova, os treinos foram os possíveis.

À partida, ali estava com a minha 'afilhada' Anabela Moreira, e a amiga Eduarda Cristina que também ia participar pela primeira vez, que iria ter como 'madrinha' a atleta Varela São.


Embora novatas nesta aventura e embora conscientes da dificuldade, estavam muito serenas, mas ansiosas que a prova começasse. 'Tiro' dado e desejando que tudo corresse a contento, ali fomos. Foi uma prova muito bem conseguida, a minha 'afilhada' mantinha um ritmo bastante bom e constante, a alguns km corridos voltei um pouco atrás, e reparei que a Eduarda também ia muito bem, com a 'madrinha' a seu lado, dando-lhe o apoio e incentivo necessário.

Houve uma altura que devido às dores fraquejei, mas olhando para o rosto da minha 'afilhada' e ver nele 'retratado' toda a vontade em vencer os km que faltavam, as dores foram esquecidas e, com um final empolgante, terminámos a prova.


A alegria que lhe vi ao cortar a meta, foi elucidativa da felicidade que a invadia naquele momento. Um abraço emotivo foi a melhor 'paga' pelo esforço feito.


Pouco tempo depois era a vez da Eduarda acabar. Nova manifestação de alegria. O abraço sentido à sua 'madrinha' desta aventura, e as emoções à flor da pele. Essas emoções bem expressas de um sonho realizado, fez-me também feliz pois há ali também um pouco de mim e, por isso, sempre que possa, farei os possíveis para 'ajudar' quem se inicia nestas andanças, quem tem objetivos como fazer a sua primeira meia-maratona, a maratona, bater um recorde pessoal, o concluir o seu primeiro 'trail'.

Já ajudei, já fui ajudado e nesta altura, sem olhar se é homem se mulher, mas sim um companheiro(a) de estrada como eu, lá estarei para lhe dar o meu apoio possível.

eu, Anabela Moreira, Eduarda Cristina e Varela São


O certificado da prova




17.11.19

Corrida D. Dinis

Para aferir o meu andamento com vista à Meia-Maratona dos Descobrimentos a realizar a 8 de dezembro, participei nesta prova que, ao contrário da última vez que nela participei (perto do quartel dos Bombeiros de Odivelas), teve início no Parque Multidesportivo Naide Gomes.

Tendo como tema 'edição Hollywood', ali apareceram muitos mascarados de personagens dos filmes 'hollywoodescos'.

Dia chuvoso, algum vento e, como não podia deixar de ser, algumas descidas e como quem desce também sobe, foi assim durante a prova mas nada que assustasse.

Estava na minha zona de conforto pois aquelas ruas conheço-as bem e foi com calma e algum esforço (isto já não é o que era) que terminei os 10km (9.830) em 1:01:36.

Agora que venha a meia!

fotos da prova do amigo Nuno Luis

14.11.19

A corrida e a mente

A corrida são 30% físico e 70% mental

2003 - Meia Maratona Sevilha/Los Palácios.

Depois de uma longa viagem, cansado, aguardava o início da prova nos arredores de Sevilha. Prova com algumas subidas era já com sacrifício que me 'arrastava' nos km finais. Nunca pensei em desistir mas a moral estava em baixo. Ao longe ouço um barulho estranho, contagiante, o que seria aquilo? Remocei, acelerei e foi impressionante, na longa avenida onde finaliza a prova, os locais batiam com as tampas das panelas uma contra a outra. Esqueci-me do cansaço e acabei em beleza (1:31:08)

Já aqui contei que numa prova em Almourol, pensei desistir aos 18km, quis ver o Castelo, ganhei nova moral, vi o castelo e acabei a prova 13km depois.

2016 - Maratona de Lisboa

Partida em Cascais. No Cais-do-Sodré penso em desistir, mas tinha uma promessa a cumprir, queria dedicar essa maratona à minha sobrinha/afilhada que tinha falecido num acidente de viação. Cerrei os dentes e a força da mente e as minhas companheiras da 'aventura' levaram-me até ao fim.

Podia dar muitos mais exemplos, como um incentivo meu a um nosso companheiro em trilho, foi o suficiente para ele acabar comigo, quando pensava ele que já não aguentava mais.

As palmas e os incentivos que ouvimos dos familiares de outros companheiros, canalizamos para nós, ganhamos novo alento e a força da mente leva-nos até ao derradeiro km.

Quantos companheiros nossos vão para maratonas sem os km nas pernas necessários para tão grande esforço e só a força mental os leva até ao fim.

A força que nos faz desafiar perigos, que faz com que consigamos levantar uma pessoa com dois dedos (não é amigo Joaquim Adelino :) ) que faz com que debelemos certas doenças para que os sonhos se concretizem, essa é a nossa força mental.

Nem todos a têm, mas quem é forte, para quem tem um objetivo em vista, não há impossíveis. O possível está feito, o impossível demora mais um pouco.

Tu és a força que te move. Tu és especial, tu tens uma força mental forte e por isso ainda hoje continuas a palmilhar as estradas, esquecendo tudo o que passaste, as operações feitas.

Força Companheiro(a), a Meta é já ali